Com tantos fatos que o dia de hoje nos trouxe, entre eles: a morte do comediante ‘ET’, o dia da marmota (lembrem do filme ‘Feitiço do Tempo’, com Bill Murray) e os indicados ao Oscar 2010 há algo mais importante para esse blogueiro e milhões de pessoas presas a seus computadores ao redor do mundo: A ESTREIA DA ÚLTIMA TEMPORADA DE LOST NOS ESTADOS UNIDOS


Tá, para quem não sabe, a série, fênomeno de crítica e audiência em multi-plataformas vai acabar com sua 6ªtemporada.


Depois da grande expectativa causada por trailers que recapitulavam os principais momentos da série e do ardiloso marketing (e muito eficiente), que entre outras coisas, recriou a última ceia de Da Vinci com os personagens de Lost chegamos ao final da série pop mais cool de todos os tempos.

Abaixo, a única promo com cenas da última temporada e com legendas. Terrivelmente SENSACIONAL !


Os roteiristas, Damon Lindelof e Carlton Cuse, já avisaram: a última temporada não responderá todas as questões e mistérios. Obviamente, conheceremos e entenderemos o segredo do que é a ilha, mas o foco principal serão os personagens e o rumo que cada um tomará ao final. Como os próprios roteiristas ressaltam, a série que perdeu alguns telespecatadores (mas ganhou muito mais na Internet) sempre valorizou a história como um todo: vejam o exemplo de Sawyer, quem acreditaria e aceitaria, ao vê-lo na primeira temporada, que ele se tornasse uma boa pessoa  ?


Então, agora é a hora de selar a história, para sempre ficar viva na lembrança.

(OK, foi brega isso, mas qual fã negará que nunca falará de Locke, Jack e cia. com saudosismo)

Let’s pray, LOST is coming !

Para quem não quer baixar, o AXN estreia esse última temporada com apenas uma semana de atraso, logo, fique esperto e sintonize o canal dia 09/02.

Esta é uma crítica ao filme UP IN THE AIR, ou se preferir, AMOR SEM ESCALAS (horrível título em terras brasileiras). Portanto, se você não assistiu ele, o texto conterá spoilers.

Depois de títulos muito bem considerados pela crítica, como Juno e Obrigado por Fumar, Jason Reitman ganha a confiança de um estúdio, a Paramount, para realizar seu primeiro filme onde todos seus desejos são atendidos. E nisso ele se sai muito bem, pois como primeira ação contrata George Clooney para ser o protagonista do longa.

Up in the Air é a historia do executivo sem lar, que viaja pelos Estados Unidos para demitir pessoas, pois os chefes desses funcionários não tem culhão para isso. Uma sinopse que vem ao encontro da situação econômica da maioria dos países, e especialmente dos EUA, que se viram obrigados a demitir boa parte da sua força de trabalho, não importando se essas pessoas são os melhores funcionários, os mais antigos ou os que mais precisam da remuneração.

Assim, sob esse prisma, George Clooney, o sujeito que viaja 326 dias por ano, que conhece mais a rotina do check-in nos aeroportos do que a cor dos lençóis do seu apartamento de um quarto, o filme é construído. Assim, sob o tema central do significado e efemeridade da vida, Jason Reitman constrói as personagens que rodeiam o protagonista para que se criem conflitos e revelem a personalidade de Clooney.

Por si só, o filme tem o potencial de ser um clichê, pois o fato de dar significado a existência passageira que é a vida humana na Terra, já foi explorada praticamente de todos os modos pelos filmes (e livros e músicas). É esse principal ponto que destaco no filme, a audácia de escolher esse tema e de trilhar uma linha escorregadia onde é muito fácil cair no lugar comum, em mais um clichê. De modo geral, o filme se sai muito bem nesse ponto e esse é o principal mérito da direção confiante de Reitman, que apoiado por uma fotografia que não rouba para si as cenas (porque, convenhamos, seria a coisa mais fácil articular uma edição com cenas de aviões majestosos e ser humanos pequenos perto deles) constrói cenas belas, como a do cais, onde tudo (atuação, direção e técnica) coexiste numa harmonia incrível.

Somado a isso, está a atuação de George Clooney, que a cada ano e cada papel valoriza sua imagem perante a mídia, escolhendo papéis onde é fácil se apegar, claro que isso só acontece efetivamente pelos seus méritos como ator. Nesse filme não é diferente, e em cenas como a que ele apenas assiste o noivo se desculpando com sua sobrinha antes do casamento, sua presença e atuação na sala é tão marcante que o foco principal dela parece ser sua personagem. Porém, as demais atuações (como as de Vera Farmiga e Anna Kendrick) estão na média, sem deslizar, mas nada que as faz merecer prêmios ou grandes menções.

Ainda sobre a direção de Reitman, que evoluiu consideravelmente desde Juno, pois embora não tão inovador, constrói a cena da mala de Clooney deslizando sobre o chão do aeroporto de forma métrica e cativante. Vemos, no entanto, alguns vestígios de seu lado mais cult como nas cenas o casamento e sua direção tentando parecer amadora, intencionalmente é claro (não achei necessário, porém).

Alguns defeitos chamaram minha atenção, e são principalmente de cenas clichê, pois como eu disse, é muito difícil falar sobre os temas do filme sem fazer “mais do mesmo”. Entre essas cenas, destaco a descoberta de que a personagem de Vera Farmiga (a “namorada”) tinha na verdade uma família bem estável e que Clooney era sua aventura, uma brincadeira. Destaco ainda, a edição que consegue quebrar um continuísmo com os nomes das cidades colocados em letras cheias na tela, de forma bem evitável, engessando o filme.

Não há como não falar da trilha e suas canções, que inexplicavelmente não estão na disputa dos principais prêmios (espero que o Oscar corrija isso), pois com canções de letras poderosas faz muito pelo filme e é superior a outras trilhas que são consideradas favoritas.

Enfim, com um roteiro que mostra uma visão humana, mas racional de quem é demitido, que vê naquele momento sua vida acabar, o filme tem um final não excepcional, mas muito digno. Para ser favorito como melhor filme lhe falta um décimo de originalidade, mas sim, com certeza é um dos filmes do ano e uma profunda e verdadeira reflexão sobre o que planejamos para nossa vida, qual significado lhe atribuímos: impactar o mundo e deixar seu nome escrito ou ter uma vida feliz que sirva de orgulho e exemplo para os mais próximos?

Nota: 8,9/10

Concorda comigo a respeito da trilha?

Escute uma das músicas do filme (eu, particularmente, não consigo tirar as músicas do filme do repeat na minha playlist):


Esta é uma crítica ao filme AN EDUCATION, ou se preferir, SEDUÇÃO (em terras brasileiras). Portanto, se você não assistiu ele, o texto conterá spoilers

Caro leitor, não há como medir o quanto esperei para ver An Education, filme de 2009 que está na disputa por prêmios em algumas categorias, incluindo o Oscar. Fiquei ansioso para ver o filme, pois seu trailer denota a sensação de um clássico iminente, um must-see movie. Ah, doce ilusão, pois o filme não passa de mais uma releitura sem expressividade sobre pessoas antiquadas tentando par parecerem bacanas.

Na busca de evitar uma “refilmagem” de Lolita, a diretora Lone Scherfig decide passar uma imagem mais afastada da paixão entre a estudante do Ensino Médio e do homem mais velho, que depois descobrimos ser casado. Uma decisão ousada e muito difícil, que requer grande foco nas personagens de modo isolado, mas não nas suas relações.

Após certa reflexão, chego a conclusão que o filme não é ruim, longe disso, mas lhe falta muito para entrar nas listas de “melhores do ano”, pois não há nenhum aspecto em perfeição. A atuação da postulante ao Oscar, Carey Mulligan, com raras exceções, como nas poucas vezes em que deixa sua expressão facial transmitir seu estado de espírito, parece afetada por um roteiro sem expressividade, frio em seu significado mais cruel. A construção dos pais da protagonista, entre eles o veterano Alfred Molina, com uma fachada protetora, mas, terrivelmente amedrontados com o fracasso da filha, por mais atemporal que seja, é uma das poucas características que se sobressaem na película inteira.

Ainda sobre as atuações, Peter Sarsgaard é uma das grandes decepções do filme, pois ao interpretar o homem mais velho que conquista a colegial, desnvolve seu papel sem nenhuma paixão, chegando ao abismo de retratar o início da paixão do casal protagonista de forma muito apressada e superficial. Percebe-se que pode ter sido, além do roteiro, falha do ator na caracterização da personagem, pois é muito mais fácil sentirmo-nos à vontade na presença do seu amigo inseparável de golpes e furtos do que com sua personagem.

Um ponto positivo são as cenas que se passam em Paris, onde parece que não é o mesmo filme, pois as personagens, bem como a direção de arte, se revelam de forma comedida, mas marcante. Por que as cenas posteriores não seguiram o mesmo ritmo? Por isso, principalmente, o filme me entristece ainda mais.

Com uma direção distante, porém com movimentos de câmera acertados o filme acerta e erra sequencialmente, esbarrando em barreiras como a do roteiro, que explora muito mal o tema que poderia ter sido o principal, a educação da garota (vide o título), mas que passa ele como um conto londrino – muitas histórias folclóricas e a impossibilidade da identificação do espectador com a história sendo contada.

O final, que poderia salvar o filme, não consegue cumprir sua missão, e de forma desinteressante (entendam, não a decisão de a garota voltar a faculdade, mas sim como é constituída a última cena) apresenta os créditos, encerrando assim, uma hora e meia da qual não levamos nenhum sentimento ou paixão duradoura, por mais que o filme se esforce para deixar sua marca, apenas mais uma experimentação que não teve grandes méritos.

Nota: 6/10.

Pra você, qual o melhor filme realizado por Martin Scorsese ?

Esse post é mais para provocar a dúvida entre escolher filmaços como Taxi Driver, Touro Indomável e Os Infiltrados, entre outros ?

Para mim, a resposta não é a da maioria: Caminhos Perigosos (Mean Streets), por vários motivos cuja explicação não é o objetivo do post, mas não posso deixar de citar a direção mais crua de Scorsese e as fantásticas atuações de Harvey Keitel e Robert DeNiro !

Então, vai lá e baixa aluga !

Tão comum quanto fazer listas  nessa época do ano é lista dos melhores da década, já que amigos, para encerrar a discussão: no dia 1º de janeiro iniciamos uma nova década.

Escolhi os 30 melhores filmes que vi, produzidos desde 2000, e os ordenei conforme eu achava que merecessem. Percebi que devia ter visto mais filmes europeus, que a partir do 15 ou 16 vejo alguns defeitos nos filmes (mas nada que os tirem dessa lista) e que a década podia ter sido melhor, como a passada, mas só de ler e reler os 10 primeiros fico feliz em ser contemporâneo deles.

A lista resultante foi a que se segue:

  1. Sangue Negro
  2. Ratatouille
  3. O Labirinto do Fauno
  4. O Senhor dos Anéis: A trilogia
  5. Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
  6. O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford
  7. Onde os Fracos Não Tem Vez
  8. Boa Noite e Boa Sorte
  9. Batman: O Cavaleiro das Trevas
  10. O Lutador
  11. E aí, meu irmão, cadê você?
  12. Gran Torino
  13. Superbad: A hora é essa
  14. Pequena Miss Sunshine
  15. Borat
  16. Once: Apenas uma vez
  17. Marcas da violência
  18. Não estou lá
  19. Sin City: A Cidade do Pecado
  20. Cidade de Deus
  21. Encontros e desencontros
  22. Quase Famosos
  23. Zodíaco
  24. Distrito 9
  25. O Último Rei da Escócia
  26. Senhores do Crime
  27. Bastardos Inglórios
  28. Sobre Meninos e Lobos
  29. Entrando Numa Fria
  30. Os Infiltrados

Obs.:

1 – Sangue Negro, para mim, se consolida como um Cidadão Kane da última década. Magistral!

Depois da corrente de frases sobre Zé Mayer, ao melhor estilo Chuck Norris, do tipo “Mulher que ri quando dizem que beijo engravida é pq nunca foi beijada pelo zé mayer” ou “Se filho fosse bala e mulher fosse fuzil, o Zé Mayer defendia o Brasil” quando a onda já parecia ter acabado me deparo com a foto abaixo.

Tem como não rir muito ?

Temos agora também o 'Zé Mayer Photos'

A fonte da imagem, infelizmente, perdi.

Acabada a sessão de Avatar eu só conseguia pensar numa frase: ‘The Shock of the lightning’, que também intitula a música do Oasis. Essa frase em turbilhão na minha mente enquanto os créditos passavam na projeção. Fora isso que eu acabara de ver: O CHOQUE DO RELÂMPAGO!, algo barulhento, que não há como quantificar em plots ou storyboards e por muito tempo ficará na memória.


Quando duas horas e quarenta minutos não significam nada para você algo deve estar adoravelmente errado. É exatamente essa impressão que Avatar passa ao público de todo o mundo: o cinema que concilia técnica e entretenimento, promovendo uma situação onde os aspectos do cotidiano não importam durante aqueles minutos da película. Todos os filmes deveriam ser assim.


Infelizmente não são.

Após ter sido malhado pelas maiores revistas de cinema, quando da divulgação do trailer, hoje é consenso que, com Avatar, James Cameron repetiu a façanha de Titanic e que mesmo produzindo o filme mais caro de todos os tempos, terá lucro seja em marketing, bilheterias ou estatuetas do Oscar.


Ao criar uma estética totalmente nova e dar o realismo as suas criaturas Na’vi, os habitantes do planeta Pandora, não somos apenas convidados a conhecer o planeta para entendermos o mote do roteiro (o imperialismo humano pela busca de recursos que se sobrepõe a culturas que não tem preparo bélico), mas sim somos apresentados a uma nova realidade. É uma experiência única, que remete a trilogia Senhor dos Anéis, principalmente nas cenas finais onde todos os clãs são convidados para a batalha final, na defesa de tudo que acreditam e que vale a pena lutar.


Como todos previam os efeitos de Avatar e as novas tecnologias com câmeras desenvolvidas especialmente para o filme (!) correspondem à expectativa do fã mais exigente. Mas, o golpe certeiro de Cameron é a trilha sonora, muito bem escolhida, somada a excelente direção, que confere leveza e profundidade ao filme, transformando a história numa atmosfera única, muito bem representada com os primeiros passos do protagonista Jake Scully (Sam Worthington ) com seu avatar ou nas cenas de voo com as incríveis criaturas em CGI. O elenco, de modo geral, se sai muito bem, com destaque a sempre discreta, porém eficiente, Sigourney Weaver e a Michelle Rodriguez que me surpreendeu muito ao transformar uma personagem potencialmente sem brilho num importante elo para a história.


Como esse não é um post pago algumas incongruências no filme não podem passar despercebidas. De modo geral, o principal pecado do filme, ainda que pequeno, é o roteiro com diálogos fracos que tentam sem sucesso refletir a exuberante expressão física e facial dos Na’vis. Somam-se a isso a metáfora forçada da comparação dos humanos com a política norte-americana (Guerra do Iraque, por exemplo) e a estereotipagem dos militares comandados pelo seu general tirano.


Mais do que um filme, Avatar é a esperança aos estúdios de que o cinema de qualidade nunca será totalmente substituído por torrents e afins. Todos nós atribuímos sensações aos filmes que nos marcaram, positiva ou negativamente, durante a vida. E é assim, complementado por um fragmento do texto da crítica Ana Maria Bahiana (abaixo), que me sinto depois de hoje: igualmente como a amizade de Frodo e Sam em O Senhor dos Anéis ou a encantadora inocência de Forrest Gump, Avatar ficará para sempre na minha memória e sempre estará associado a lembrança de coisas boas.

“Eu queria muito ter oito anos agora e ver Avatar. Mesmo considerando – especialmente considerando – que meninas e meninos de 8 anos, hoje, são visualmente muito mais sofisticados do que os da minha geração, esse é o filme que deve se ver no momento em que os fundamentos dos nossos gostos e ambições estão se formando. Visto pelos olhos de alguém entre 8 e 13 anos, este é o filme que pode fazer o que Hatari! fez por mim: deflagrar uma paixão incontrolável pela imagem em movimento.”

Nota: 9.5 / 10

Segundo a crítica Ana Maria Bahiana (única brasileira a votar nos Globos de Ouro), em seu blog, nesse final de semana começam a ser definidos os filmes que encabeçarão prêmios, farão atores mais famosos e você, leitor, ter aquele aviso na capa do DVD (“Melhor filme de 2009″ ou similar).

Segundo Ana, os sinais  podem ter vindo de longe, lá dos idos tempos de Sundance e Cannes, mas a verdade é que a campanha  pelos prêmios começa agora no feriadão do Dia de Ação de Graças nos EUA e na próxima quinta os votantes do Globo de Ouro escolherão os indicados. Ou seja, a largada mesmo, o primeiro grande impulso de atrair a atenção para este ou aquele filme, diretor, atriz ou ator é agora, nos quatro dias de folga enquanto os EUA para em torno de peru com batata doce.

Ninguém arrisca chutar de antemão os filmes mais cotados, mas segundo a  opinião de quem trabalha em Hollywood, nesse ano fraco (e como foi fraco !) um número menor de filmes terá atenção especial.Percebe-se que nos últimos anos isso vem se acentuando muito. Em contrapartida, segundo informações o ano será mesmo das animações (consigo pensar em ‘9′ e ‘Up’ duelando).

Outros filmes que podem aparecer (alguns estreiam só em janeiro de 2010) são: Up in The Air, The Lovely Bones, District 9, Shutter Island, Nine, Holmes, Where the Wild Things Are, Moon, Julie and Julia, The Road, Crazy Heart, Alice in the Wonderland e quem sabe, Avatar.

Por ora são especulações, mas a largada já foi dada !

Bastardos

Calem-se os que falaram mal do novo filme de Tarantino !

Essa crítica especializada que não suporta ver norte-americanos como heróis sanguinários, maus, verdadeiros anti-heróis. Afinal, só pode ser esse o motivo de publicações como a Variety não ter recebido bem o longa na sua estreia nos Estados Unidos – o que já faz algum tempo.

No último final de semana foi a vez do Brasil receber o filme Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds) em seus cinemas. O que dizer? Simples assim: se você gosta dos filmes de Quentin Tarantino (Pulp Fiction e Cães de Aluguel, entre outros) você vai apreciar (e muito) os Bastardos. Mas, se roteiros mais criativos, histórias dvididas em capítulos e a mistura d ewestern com HQs não te impressiona é recomeno que escolha uma sala de cinema com outro filme.

Mas, com0 eu sempre fui entusiasta de Tarantino, me rendo a essa nova produção. Pela falta de filmes bons nessa safra de Hollywood, Bastardos Inglórios é um sopro de qualidade em 2009.  A pegada do diretor que parece imitar Sergio Leone (famoso diretor de faroestes como Três Homens em Conflito), presente já na primeira cena dá a tônica do filme. A sensação (nossa e das personagens) de que algo muito importante vai acontecer na sequência e a incapacidade de agir – a estética da iminência do acontecimento – somadas a construção das personagens são os pontos fortes do filme. Tudo é previsível e nada é previsível para Tarantino. Até a cena mais banal da conversa num bar pode transformar numa das cenas principais do filme. As atuações do cast principal são irreprensíveis e com todo destaque à Christoph Waltz (Coronel Landa), uma das melhores atuações do ano.

Por outro lado, há edição do filme com cortes muito prematuros entre as cenas deixam um pouco a desejar. Mas nada que muda minha opinião sobre a película: UM FILMAÇO !

Enfim, 2ª Guerra Mundial com um toque de Tarantino, cenas de um humor genuíno com Hitler e Goebbels e um final alternativo a história real fazem deste mais um dos filmes inesquecíveis do diretor !

—–

Se você não sabe de que filme estou falando mas ficou curioso para saber mais embaixo está o trailer:

O texto abaixo é um post do blog do “Tio Dino“, o qual eu  recomendo pela riqueza e clareza das ideias publicadas.

Feito o jabá, reflitam um pouco sobre as novelas:


Novelas: um drama brasileiro


Há anos vejo a mesma novela: a da TV Globo e a da minha vida para não atrasar as contas. Bem, pode sentar que este texto será comprido feito a mais recente do horário nobre.

(…)

E lá se vai a dona de casa brasileira Viver a Vida em frente a uma TV por mais uns meses. É a nossa tradição teledramatúrgica. Provocar o pensamento mediano e a trombose profunda.


O folhetim nacional é um mercado internacionalmente conhecido e respeitado. Recheado de sucessos, exportador de produtos e um quadro fixo no Casseta & Planeta.


Interferir em um costume como esse é inadmissível. Nem governos conseguem burlar tamanha resistência. Até porque suas mulheres não vivem sem os resumos.


Provavelmente se você perguntar do que se trata o capítulo, a dona Maria não sabe explicar direito. E se refere à Regina Duarte sempre como Porcina e ao Fagundes como um Berdinazzi. São mais que personagens, são carmas.


Nas ruas, atores e atrizes são injuriados quando vilões e venerados quando mocinhos. Se não pertencem a nenhuma das castas, eles viram um ser randômico, tendo seus bordões repetidos a exaustão pelos populares. Bordões estes sempre escritos de maneira forçada, para pegar. Mas que depois em entrevista o autor nega de forma veemente, dizendo que saiu, assim, ao acaso. Milagres da ficção.


Fora da tela, há o controle fanático dos colunistas de TV. Bem que com o advento do High Definition, as intenções deles também poderiam ser um pouco mais claras.


Pode escrever aí: a história é tão importante que o jornalista sempre guarda mais espaço para a nota com os números do Ibope. Evidenciam que a novela X, há X anos não tinha uma audiência tão ruim. E, ao final, volta para dizer que a novela X superou todos os recordes do horário. Tão clichê quanto o final de uma.

manoel_carlos

Manoel Carlos: a Helena nossa de cada dia nos dai hoje


Como é feita uma novela (consultoria informal de Wolf Maya)

Gráfico:

COMEÇO – DEPENDENDO DO IBOPE FAZ SENTIDO – FIM.

linha

Gráfico detalhado de como a história de uma novela é conduzida


A sinopse é a única coisa que não muda em uma trama. Até mesmo porque precisa ser entregue com quase um ano de antecedência.

Capítulo: como os primeiros 15, 30 são gravados na pauleira, pouca coisa pode ser mudada se na primeira semana o povão não entender nada. Em seguida, é feita uma reunião com donas de casa que apontam coisas interessantes, como o brinco da protagonista ou então pedem para o José de Abreu colocar a camisa.


No capítulo final, independente do que aconteça com a economia muncial ou com os conflitos no Oriente Médio, há casamentos e filhos sem a ajuda da inseminação.


Flashbacks são inseridos na metade da história para realocar telespectadores com lapsos de memória. E, SEMPRE, estas cenas são acompanhadas de um efeito sonoro “SFIUUU”, borrando as laterais e saturando personagens. Pro povo entendê quié passado.

(…)

mayer

Mayer, apelidado entre os colegas de “água de bateria”: come tudo


Quando é para falar merda, o brasileiro é muito unido. É só observar por estes dias. O assunto mais comentado nas rodas da web é o ator José Mayer.


Conhecido galã já passado há tempos da primeira fervura, elevou-se a condição de “Chuck Norris” da junção carnal.


Então a partir daí você começa a imaginar a quantidade de piadas derivadas. A cada ereção dele, um nariz é quebrado (exemplo).


Se ele traçou a quantidade de gente que as piadas anunciam, é bem provável que você já tenha levado ferro antes mesmo de terminar este texto.


Se ainda não, para garantir deite de barriga pra cima.

(…)


Você notou que pulei de um assunto para o outro sem critério nenhum. Acho melhor parar por aqui. Me sinto fraco e confuso como um enredo de novela das 8.


By Dino Cantelli

FIM.

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