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Os melhores filmes do ano de 2011

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Quem acompanha cinema sabe que o ano para a indústria cinematográfica não acaba dia 31 de dezembro e sim no domingo do Oscar. Isso se deve ao fato das produções terem datas agendadas para estreia no cinema de acordo com a data do prêmio, para estarem ainda na memória recente dos votantes. Obviamente, um filme de maio ou julho pode concorrer ao Oscar, mas os gastos na campanha publicitária do mesmo serão bem maiores, pois além de mostrar aos votantes que o filme (assim como os atores, roteiristas, …) está aí para receber a indicação será preciso relembra-los de por quê mesmo aquele filme merecia o voto dele.

Feita essa introdução, assim eu justifico a minha lista de melhores do ano que sai só agora e, compreende os filmes que são elegíveis ao Oscar 2012, ou seja, que tiveram lançamento (nos EUA) entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2012.

O ano de 2011 foi estranho para o cinema: foi um ano de escassez de grandes atuações femininas (como protagonistas) e sobraram grandes interpretações masculinas. Ficou difícil para escolher, ora por falta de opções para as atrizes ora por abundância (atores). Além disso, 2011 foi um ano de excelentes trilhas sonoras: Drive, Contágio, Cavalo de Guerra, A Invenção de Hugo Cabret, O Artista, Millenium – Os homens que não amavam as mulheres, só para citar alguns.

No entanto, os fatores que caracterizaram o ano no cinema foram:

1.a busca pelo passado, a ligação nostálgica com o que era bom (‘mas, será que realmente era bom?’ pergunta que expõe o tema central de Meia-Noite em Paris, de Woody Allen) e é vista claramenteem O Artista, O Espião que Sabia Demais, A Invenção de Hugo Cabret;

2.o sentimento (ou ausência dele, como em Drive) em doses exageradas e exuberantes como em Melancolia, A Pele Que Habito, Rango e, transcendendo os sentidos e entrando no campo da sinestesia, A Árvore da Vida;

Por tudo isso, 2011 é um ano em que seus filmes (mais do que nunca) não devem ser analisados separadamente. A análise do conjunto dá uma visão mais clara do que estamos pensando e querendo como sociedade.

Eis a lista:

TOP #10 de 2011

1 – Drive (Drive), de Nicolas Refn

 

2 – O Espião que sabia demais (Tinker Tailor Soldier Spy), de Thomas Alfredson

 

3 – Melancolia  (Melancholia), de Lars Von Trier

 

4 – Toda Forma de Amor (Beginners), de Mike Mills

 

5 – A Árvore da Vida (The Tree of Life), de Terence Mallick

 6 – Habemus Papam, de Nanni Moretti

7 – A Separação (A Separation), de Asghar Farhadi

8 – Rango, de Gore Verbinski

9 – A Pele Que Habito (La Piel Que Habito), de Pedro Almodovar

10 –X-Men Primeira Classe (X-Men First Class), de Matthew Vaughn

  • Melhor filme: Drive
  • Pior Filme do Ano: Inquietos (Restless);
  • Melhor diretor:  Nicolas Refn (Drive)
  • Melhor roteiro:  O Espião que sabia demais
  • Melhor ator: Jean Dujardin em O Artista
  • Melhor atriz: Kirsten Dunst em Melancolia
  • Melhor ator coadjuvante: Andy Serkis em Planeta dos Macacos
  • Melhor atriz coadjuvante: Shailene Woodley em Os Descendentes
  • Melhor elenco em obra cinematográfica:  Carnage
  • Melhor fotografia: A Árvore da Vida
  • Melhor animação:  Rango;
  • Melhores efeitos especiais: A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
  • Filmes Mais Superestimados:  O Homem que mudou o Jogo (Moneyball), Histórias Cruzadas (The Help), Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)

– Menções honrosas (ou, “outros bons filmes do ano”):

Tudo Pelo Poder (The Ides of March), O Artista (The Artist), O Abrigo (Take Shelter), A Invenção de Hugo Cabret (Hugo), Like Crazy (Like Crazy), Carnage (Carnage), Margin Call – O dia antes do fim (Margin Call), Meia-noite em Paris (Midnight in Paris), Passe Livre (Hall Pass)

– Filmes com grande potencial mas que eu não assisti (ou, “o mea culpa”):

Shame, O Palhaço, In Darkness, Young Adult, Pina, Chico & Rita.

 

 

Os favoritos no Oscar 2012 – Os melhores filmes segundo a crítica

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Nesse post você confere os favoritos e apostas da corrida dos prêmios cinematográficos da temporada 2011/2012, culminando com o Oscar.

*Alguns trailers não rodam da página do post e são direcionados ao Youtube, devido a questões de direitos autorais.

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Intensificaram-se as ações de marketing dos estúdios para promover seus filmes. E, antes que os prêmios passem este post traz um guia dos filmes com maior possibilidade de recebrem indicações e saírem vencedores. Antes da lista propriamente dita é bom relembrar datas principais das premiações:

  • 15/12/2011 – anúncio dos indicados ao Globo de Ouro (com menor credibilidade, mas um bom termômetro para Oscar)
  • 15/01/2011 – premiação do Globo de Ouro com apresentação de Rick Gervais
  • 24/01/2012 – Anúncio dos indicados ao Oscar
  • 26/02/2012 – Entrega do 84º Oscar sob o comando de um dos melhores hosts que o prêmio já teve: Billy Cristal

Abaixo estão os filmes que certamente aparecerão nas indicações (seja por filme, roteiros, direção, …). E notória a diferença para o ano passado, que foi um ano fraco para o cinema, mas mesmo assim produziu algumas obras formidáveis criando-se uma polarização entre poucos filmes. Nesse ano, mesmo estando quase em dezembro a briga não se concentra entre um ou dois filmes principais, mas sim entre, no mínimo, 6.

Maiores comentários a respeito de cada um ainda virão neste blog. Por enquanto, apreciem uma rápida sinopse e o trailer dos filmes, com a seguinte legenda:

  • título do filme em vermelho – o filme é considerado um dos grandes filmes do ano, luta pelas categorias mais importantes e eu recomendaria que você visse;
  • título do filme em azul – destaca-se por apenas alguma particularidade (ator, atriz, parte técnica). Chances de algumas indicações e boa opção para se assistir;
  • título do filme em preto – aposta;

A árvore da vida (The tree of life) – ganhou o festival de Cannes, mas a Academia com seu conservadorismo dificilmente reconhecerá os méritos do filme de Terrence Malick que abusa do abstrato em detrimento de diálogos.

Drive – fez sucesso em festivais e tem fôlego para ganhar algumas indicações. Um filme que conta a história de um dublê de filmes de ação.

O Artista (The Artist) – um dos mais fortes concorrentes na temporada. Além de técnica apurada tem a pitada de nostalgia (e boas atuações) que a Academia gosta. Olho nesse filme !

Cavalo de Guerra (War Horse) – dirigido por Steven Spielberg começa a aparecer como o favorito tanto em categorias técnicas como nas principais (filme, roteiro, direção). É a retomada do diretor ao gênero que ele sabe fazer muito bem: guerra (nesse caso a 1ª Grande Guerra). Olho nesse filme !

Tão forte e tão perto (Extremely Loud and Incredible Close) – Depois de seu mediano ‘O Leitor’, Stephen Daldry volta a almejar um Oscar. Desta vez com Tom Hanks como protagonista num enredo que acompanha um garoto tentando descobrir o que aconteceu com seu pai na tragédia de 11 de setembro.

Warrior – pegando carona no sucesso que filmes de luta (O Lutador, O Vencedor) fizeram  recentemente, Warrior mostra Tom Hardy (em grande fase) como um lutador de boxe que tem como adversário o irmão. Pode ganhar indicações mas não leva nenhum prêmio.

J. Edgar – dirigido por Clint Eastwood com Leonardo DiCaprio e a cinebiografia do homem que iniciou a espionagem nos EUA, criou o FBI e mudou os rumos da política mundial. Um dos filmes mais esperados do ano, mas a recepção não tem sido tão positiva quanto o hype gerado. Vai brigar por prêmios, mas no “sprint” final ficará par a trás.

O espião que sabia demais (Tinker, Tailor, Soldier, Spy) – um dos favoritos para brigar por melhor filme e atores. Colin Firth depois do seu Discurso do Rei volta com mais força no filme de Tomas Alfredson (que dirigiu o grande Deixa ela entrar) contando a história de um espião britânico que era um agente duplo na Rússia. Olho nesse filme !

Millennium – Os homens que não amavam as mulheres (The Girl with the dragon tattoo) – adaptação do romance policial sueco feita por David Fincher. Mas, as chances reais de grandes prêmios são baixas segundo o próprio diretor; não pela qualidade, mas sim por conter muitas cenas “fortes”, como de estupro.

Tudo pelo poder (The Ides of March) – George Clooney volta a direção e conduz com maestria um dos grandes filmes do ano: a história de uma campanha política para o senado americano.  Aparecerá nos prêmios importantes mas sua vitória é incerta. Tem minha simpatia.

Um método perigoso (A Dangerous Method) – a invenção da psicanálise por Freud no seu cotidiano. Grandes atores (com Michael Fassbender em ótima fase mais o sensacional Viggo Mortensen). Porém, tem desapontado um pouco os críticos. Pela fragilidade do roteiro e atuação fraca de Keira Knightley.

Contágio – uma epidemia biológica se espalha pelo mundo. Com Matt Damon como protagonista. Concorre a vários prêmios mas provavelmente não leva nenhum. Porém, a direção forte que Steven Soderbergh emprega aos seus filmes deixa Contágio na briga até o final.

50/50 – uma das comédias com melhor recepção pela crítica relata a repercussão que o diagnóstico de câncer provoca na dupla de amigos vivida por Seth Rogen e Joseph Gordon-Levitt (a cada filme melhor). Comédias no Oscar tem menos chance de prêmios, mas como os Globos de Ouro tem categoria específica para isso é um dos favoritos para esse prêmio.

Carnage – filme do Roman Polanski. Um drama sobre família e educação dos filhos em duas famílias diferentes que conquista simpatia e qualidade pela simplicidade e veracidade das situações.

A invenção de Hugo Cabret (Hugo) –  Martin Scorsese mostra que é possível fazer do 3D não só um recurso que se adapta ao filme, mas um elemento chave para transformar uma história promissora (a de uma criança e seu brinquedo mágico) em algo único.  Grande repercussão positiva entre todos que já assistiram.

O Abrigo (Take Shelter) – Michael Shannon vive um pai de família com visões apocalípticas que colocam em dúvida se o que ele vê são profecias ou é ele que deve buscar tratamento.

Shame – Steve McQueen volta a direção após o impressionante Hunger com uma história de um viciado em sexo que se vê obrigado a dividir o apartamento com a irmã. Sem grandes chances.

Martha Marcy May Marlene – Elizabeth Olsen com grandes chances de indicações pela atuação. A história de uma mulher atormentada pelo passado que decide consertar falhas cometidas depois de ser inspirada por um líder religioso.

As Aventuras de Tin Tin – animação coproduzida por Steven Spielberg e Peter Jackson. A história do famoso detetive mirim. Contudo, mesmo com grande repercussão pelos nomes e custos envolvidos tem desapontado drasticamente a crítica  especializada e já é considerado fora do páreo.

Haywire – segue o estilo Missão Impossível: um grupo de agentes secretos de elite que executam missões a mando do governo dos EUA. Um bom thriller, mas que não empolga os votantes das premiações.

We need talk about Kevin – a história da criação e educação de um menino que vai se transformando num desafio para seus pais. Como disse um crítico norte-americano “é que como se a infância do Coringa virasse filme”. Não tem o mesmo marketing de outros concorrentes mas é um dos grandes filmes do ano.

O homem que mudou o jogo (Moneyball) – boas chances de indicações. O filme aborda a história real de um gestor de um clube de baseball (Brad Pitt) que usa programa de computador para escolher os jogadores.

Melancolia (Melancholia) –  Las Von Trier dirige um filme cult sobre a apreensão do impacto de um planta com a Terra gerada numa festa de casamento e num pequeno grupo de pessoas. Agradou muito em festivais europeus.

Meia noite em Paris (Midnight in Paris) – Woody Allen faz deste filme uma das comédias favoritas da crítica em 2011.

Os Descendentes (The Descendants) – George Clooney estrela um dos filmes que na última semana tomou a crítica especializada em elogios. Um drama sereno que retrata a mudança na vida de uma família após o acidente da mãe no Hawaii.

Compramos um zoológico (We bought a Zoo) – Cameron Crowe transforma uma história simplória (a compra de uma casa e zoológico por uma família vinda da cidade grande) num filme inspirador com uma trilha fantástica (que vai de Bob Dylan a Neil Young).

Cosmopolis – David Cronnenberg dirige um filme com Juliette Binoche (fantástica) e aposta em Robert Pattison como protagonista, vivendo a história de um jovem milionário que perde todo seu dinheiro.

Jovens adultos (Young Adult) – a volta de uma escritora famosa a sua pequena cidade natal. Reencontros ao passado e amores perdidos na direção de Jason Reitman que vem numa escala de sucesso após Up in the Air. Um grande trilha sonora num filme que receberá algumas indicações.

Take this waltz – Uma dramédia da indecisão de uma mulher entre escolher ficar com seu marido ou se aventurar numa nova vida com o amante.

Toda forma de amor (Begginers) – Ewan McGregor volta a atuar bem na deliciosa comédia de um homem que convive com a notícia que seu pai virou gay aos 65 anos (e sua posterior morte) com o encontro de uma paixão. Com um excelente ritmo na direção briga nos prêmios onde existem categorias dedicadas a comédia (mesmo não sendo uma comédia ao pé da letra, para sentar no sofá e dar risada). Vi e recomendo.

Uma semana com Marilyn (My week with Marilyn) – Michelle Williams após o brilhante Namorados para sempre retorna transformada no ícone do sécuo passado, Marilyn Monroe. Brigará pelo prêmio de melhor atriz.

A Dama de Ferro (The Iron Lady) – Maryl Streep finalmente quebrará o jejum de não só concorrer, mas também ganhar o Oscar de melhor atriz? Creio que sim, depois dessa cinebiografia da premier inglesa Margareth Tatcher.

Smurfs – num ano fraco de animações o mediano Smurfs tem boas chances de receber indicações.

Carros 2 – fracasso da Pixar, que talvez pelo seu nome e prestígio ainda consiga uma indicação nas animações.

Like Crazy – romance indie sobre a paixão de um casal de jovens e os desdobramentos de sua separação. Segue a linha dos ‘Namorados para sempre’ do ano passado.

Super 8 – concorrerá nos prêmios de efeitos especiais pela técnica que a equipe de JJ Abrams criou para ilustrar a chegada de seres alienígenas na terra, filmados por crianças.

Rango – a melhor animação do ano também é uma das favoritas para prêmios. O que enfraquece suas chances e que seu lançamento se deu há muito tempo, no longínquo (para padrões de prêmios) primeiro semestre de 2011.

Gato de Botas (Puss in boots) – a volta de um filme da Dreamworks ao Oscar? Num ano com decepção da Pixar é bem provável que a sequência do personagem de Shrek almeje uma indicação.

The Wettest county in the world – a história de uma família que monta negócio de contraband de bebidas durante a Lei Seca norte-americana. A repetição da pareceria de atuações de Tom Hardy e Gary Oldman. Até então nem a crítica dos EUA sabe o que esperar do filme, mas ninguém o descarta da corrida dos prêmios. SEM TRAILER

Harry Potter e as relíquias da morte, parte II – o encerramento da saga promete juntar o sentimentalismo do fato a competência técnica do filme. Brigará fortemente por prêmios técnicos.

  • FILMES ESTRANGEIROS

Tropa de Elite 2 – Um dos melhores filmes do ano merece (sem patriotismo) uma indicação. Terá fôlego nas campanhas de marketing contra filmes europeus? Acredito que sim.

Pina – um documentário do mestre Wim Wenders que também briga para entrar em filme estrangeiro. Um dos filmes mais bonitos do ano. A arte da dança para ser assistido no cinema, em alto e bom som.

La  Havre – a história de um menino africano que foge do seu país e é adotado por um idoso na França.

Habemus Papam – O mundo de ritos da escolha de um novo papa filmado por Ninno Moretti, um dos mestres italianos do cinema, que adiciona veracidade a tradição secular do conclave.

Uma Separação (A Separation) – A difícil decisão de um marido: sair do país sozinho para garantir um emprego melhor ou permanecer no Irã e ver seu pai degenerar com Alzheimer. Somente uma coisa não é possível, segundo as leis locais: deixar sua esposa e filhos partirem. Com certeza, o mais profundo drama do ano.

O Garoto e a bicicleta (The Gamin au vello) – Dos irmãos Dardenne, um drama envolvendo um orfão que encontra, pela primeira vez na sua vida, o amor maternal da mulher que o adota. Porém, desacostumado a isso, não valoriza o amor recebido, envolvendo-se com criminosos do bairro. E, tudo isso, quase sempre sobre uma bicicleta. Apesar do sucesso na Europa, não apostaria em prêmios para ele.

A Pele que habito (La piel que habito) – Filme de Pedro Almodovar que mostra o desespero de um cirurgião plático que ficou viúvo e a obsessão por criar um tipo de pele resistente a qualquer tipo de agressão. A volta de Almodovar ao mainstram com qualidade. Olho nele !

  • DOCUMENTÁRIOS

além de Pina (já citado no post) a corrida nessa categoria é a mais incerta dos últimos anos. Conforme o quadro de concorrentes vai se delineando o post será atualizado.

Oscar 2011 – Minhas apostas e os favoritos ao prêmio de melhor filme e principais categorias

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Neste post trago as minhas apostas aos vencedores do Oscar, que se realizará no próximo domingo à partir das 22:00 no horário de Brasília (TNT transmite toda a cerimônia e a Globo somente a metade final, ou seja, depois do Big Brother) . As minhas preferências, no entanto, vem num próximo post que fará um balanço dos melhores, independentes de prêmios.

E, empregando a tradicional frase (que foi abolida ano passado mas voltará a ser dita no prêmio desse ano) “And the Oscar goes to………….”

MELHOR FILME

Quem vai ganhar: O Discurso do Rei

Por quê? Ganhou os prêmios cujos votantes também são do Oscar (PGA, DGA) e traz uma história sobre superação, temática que predispõem prêmios. Não é nem de longe o melhor entre os concorrentes, mas parece que sua escalada a vitória já não tem mais volta.

MELHOR DIRETOR

Quem vai ganhar: Tom Hooper (O Discurso do Rei)

Por quê? Para selar a habitual dobradinha melhor filme + melhor diretor. Além disso, Hooper dirige seu filme com muita prudência e não comete erros graves, mesmo optando sempre pela obviedade.

MELHOR ATOR

Quem vai ganhar: Colin Firth (O Discurso do Rei)

Por quê? Porque a história já nos mostrou que a Academia prefere atuações que denotem grandes transformações. Firth faz seu papel com maestria e esse Oscar que ele irá ganhar é também um reconhecimento a sua carreira, que há tempos vem apresentado grandes atuações.

MELHOR ATRIZ

Quem vai ganhar: Natalie Portman (Cisne Negro)

Por que ? Porque é a melhor. Essa é uma categoria que a crítica especializada já nem gosta mais de falar, pois não gera discussões ou controvérsias, já que o nome de Portman é unanimidade. Merece, e muito. Mas, cabe espaço aqui para elogiar Annette Bening em sua interpretação em Minhas Mães e Meu Pai, especialmente na cena do jantar na casa da personagem de Mark Ruffalo.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Quem vai ganhar: Christian Bale (O Vencedor)

Por quê? Depois do Batman ou do Exterminador do Futuro 4, teve a chance de mostrar uma personalidade mais humana e problemática. Por sua atuação se destaca mais que o protagonista (vivido por Mark Wahlberg). E, congratulações para o diretor David O. Russell que soube aproveitar as feições caipiras de Bale ao personagem. Além disso, a concorrência nessa categoria é fraca.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Quem vai ganhar: Hailee Seinfeld (Bravura Indômita)

Por quê? Diferentemente do restante da crítica, que aposta em Melissa Leo (O Vencedor), acredito que a jovem atriz de 16 anos irá ganhar por sua interpretação em Bravura Indômita. Ao meu ver, soube desempenhar o clima western e sereno do filme, bem como se adaptou muito bem a estética própria dos irmãos Coen, os diretores.

MELHOR ANIMAÇÃO

Quem vai ganhar: Toy Story 3

Por quê? Porque é a unanimidade de um ano mais fraco para animações desse nível. Isso se comprova ainda mais ao compararmos com o ano passado, onde tínhamos o genial Mary and Max (um das melhores animações que já vi, vale como dica de filme) e com os muito bons O Fantástico Sr. Raposo e Up – Altas Aventuras. Mas, quem assistir aos outros filmes da categoria (Como Treinar seu Dragão e principalmente o triste, mas tocante, O Ilusionista) não se arrependerá. TS3, além de ser nostálgico na medida certa, é uma das poucas contnuações no cinema (e isso vale para todo o tipo de filme) que mantem a qualidade dos anteriores.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Quem vai ganhar: Incendies (Canadá)

Por quê? Se no ano passado tínhamos duas obras primas (O Segredo dos Seus Olhos e A Fita Branca) além do muito bom O Profeta nesse ano, a produção canadense é a única entre os concorrentes que é acima da média. Mas, caso não vença, pelo menos a torcida é para que Biutiful não ganhe.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Quem vai ganhar: O Discurso do Rei

Por quê? Porque a Academia amou esse filme, que é bom, mas falha especialmente em seu roteiro.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? Porque o roteiro de Aaron Sorkin é ágil, inteligente e diferente do que se está acostumado a ver numa história que retoma a criação ou realização de algo importante.

MELHOR FOTOGRAFIA

Quem vai ganhar: Bravura Indômita

Por quê? Porque a refilmagem do clássico de John Wayne é resgatada com um acréscimo de qualidade na construção do ambiente rústico do velho oeste que dá espaço para que as grandes atuações de Jeff Bridges e Hailee Seinfeld prevaleçam.

MELHOR TRILHA SONORA

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? Apesar de gostar da trilha de A Origem, ela se assemelha muito aos trabalhos anteriores de Hans Zimmer, e a trilha de A Rede Social convence durante todo o filme, sendo um poderoso auxílio para ilustrar os pensamentos do protagonista (Jesse Eisenberg) que teima em ocultá-los sob sua faceta minimalista e anti-social. Especula-se ainda, que a trilha de O Discurso do Rei possa ganhar, mas acho muito difícil.

MELHOR CANÇÃO

Quem vai ganhar: We belong together, de Toy Story 3

Por quê? Porque retoma a nostalgia de Toy Story 1 e 2 e tem um papel fundamental no filme.

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Quem vai ganhar: A Origem

Por quê? Porque Cristopher Nolan e a equipe técnica construíram com perfeição um novo mundo no campo dos sonhos.

MELHOR EDIÇÃO

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? A ideia de introduzir os acontecimentos da história do protagonista a partir das revelações feitas nas mediações entre seus advogados funcionou extremamente bem para a história.

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Quem vai ganhar: Trabalho Interno

Por quê? Porque é explora um tema (a crise econômica de 2008) que os americanos tem imensa curiosidade de conhecer mais para entender e aprender a evitar uma nova sucessão de catástrofes econômicas. O melhor documentário (Esperando pelo Super Homem), porém, nem concorre. E, se você chegou até aqui e acredita que o documentário rodado no Brasil, Lixo Extraordinário, tem chances, bem, serei eu o obrigado a dizer que ele é um figurante de luxo na festa do Oscar.

 

 

As demais categorias, principalmente as de curta-metragem são uma incógnita. No entanto, nas categorias técnicas não mencionadas aqui, a aposta principal é A Origem, como em Edição de Som e Mixagem de Som.

Agora, você já pode participar dos famosos bolões do Oscar, sendo que algumas estão aí oferecendo tentadores prêmios, como o do HitFix que dará um iPad ao ganhador (brasileiro pode participar também).

Diferentemente do ano passado, onde apostei em Guerra ao Terror como grande vencedor do prêmio (e obtive êxito), nesse ano, se por um lado prefiro acertar nas minhas apostas, por outro ficarei bem satisfeito com o prêmio se os vencedores de Melhor Filme e Melhor Diretor forem diferentes dos mencionados.

Written by _ricardo

26/02/2011 at 16:30

Séries de TV – O melhor e o pior da temporada 2010/2011

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Nessa semana, com a realização do Oscar, encerra-se a temporada 2010 de filmes. E, a partir dessa constatação, publicarei listas com os melhores e piores em termos de séries e filmes, bem como minhas apostas para o grande prêmio do final de semana. Neste post, um ranking das melhores séries da televisão.

10 – Raising Hope: a melhor estreia em comédia do ano. O ponto forte da série é a grande sintonia entre o cast principal, cujos atores principais (pai e mãe do protagonista) tem uma longa carreira em séries e filmes.

9 – Boardwalk Empire: a série da HBO sobre a máfia na época da lei seca (década de 20) nos EUA tinha tudo para estar num top 3: atores indicados ao Oscar e todo cast de apoio muito bem escolhido, idealização de Martin Scorsese e produção de gala da HBO. No entanto, sua trama não empolgou/cativou, mas vista sob qualquer outro aspecto (construção da época, atuações e roteiro que mistura os conflitos dos negócios da máfia com os anseios mais íntimos dos grandes chefões) é formidável. Seu episódio piloto, um pouco mais extenso que os habituais, é melhor que boa parte dos filmes com essa temática.

8 – Community: a série que voltou a dar credibilidade as comédias, sem precisar das risadas de fundo (ao melhor estilo Chaves) ou de personagens exclusivamente para enunciar frases de efeito, é imersa numa realidade que adora parodiar clássicos e debochar de outras produções, tudo isso sem perder a inteligência e a classe. Mais metalingüística, impossível.

7 – Sherlock Holmes: minissérie da BBC de 3 episódios, que não só superou a adaptação de Guy Ritchie (com Robert Downey Jr.) aos cinemas, como adaptou o início da carreira do jovem Holmes nas investigações criminais (e o início de sua parceria com o Dr. Watson). Roteiros inteligentes que prendem o espectador ao enredo e uma produção impecável.

6 – Treme: a vida dos cidadãos de Nova Orleans após o furacão Katrina. Difícil agradar um grande público, pois é muito mais contemplativa (através da estética própria da cidade e sua cultura) do que de ação. Um profundo estudo na transformação psicológica de uma cidade que vive da arte.

5 – 30 Rock: após uma quarta temporada mais fraca, a atual temporada voltou a mostrar toda a força dos roteiros de Tina Fey e o timming preciso de Alec Baldwin afirmando-se como um excelente ator cômico. Soma-se a isso o gosto pelo politicamente incorreto (mas, sem baixarias) e participações de grande astros como Matt Damon e temos aí a melhor série de comédia da televisão.

4 – Rubicon: a série sobre investigações de terroristas que foi chamada de “a anti 24 Horas” trouxe, em 13 episódios, uma trama fabulosa e inteligente que, infelizmente não agradou o grande público por ser mais “devagar” do que se estava acostumado com produções como 24 Horas. Em Rubicon nada de dispositivos tecnológicos impossíveis ou homens com complexo Chuck Norris, o foco sempre foi o roteiro. Shame on you, norte-americanos que levaram ao seu cancelamento.

3 – Lost: mais do que pelas qualidades da temporada em si, o seu 6º (e derradeiro) ano encerrou uma das melhores séries de TV (e, possivelmente, a melhor já feita para a tv aberta). O desfecho da trama desagradou os fãs do sci-fi, mas honrou aos que acompanharam a série por seis anos e presenciaram a evolução na trama das personagens (e da qualidade das interpretações, como a de Matthew Fox). Além de revolucionar o modo de compartilhamento de mídia e virar hit internacional, a série, povoada de complexos temas filosóficos e científicos  tratados com simplicidade, soube sempre se renovar no arco narrativo, inovando a cada temporada, sendo um exemplo para as outras séries. De fato, mesmo antes de ter acabado quantas outras séries se denominaram de “a nova Lost”, mas o que o tempo provou é que Lost só teve uma.

2 – Mad Men: uma das melhores séries já feitas, a melhor exibida na televisão em dias atuais (e a minha preferida), que mais uma vez apresenta uma temporada onde se reinventa trazendo o início do movimento hippie e as transformações na cultura americana em 1964 e aprofundando psicologicamente seus personagens.

1 – Breaking Bad: embora, na soma de suas qualidades, considere Mad Men superior a Breaking Bad, esta posição de número 1 para Breaking Bad se justifica pela grande 3ª temporada da série que terminou num episódio memorável que lembrou grandes obras como Goodfellas. Foi, em suma, uma temporada que soube induzir doses de tensão sem prejudicar o roteiro sólido e a atuação de Bryan Cranston como o professor de Química que ingressa na vida de fabricante (e traficante) de anfetamina.

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Uma lista de piores será impossível de ser elaborada, pois as piores séries já saem da minha “grade de programação” ao constatar suas qualidades. Mas, pude observar algumas surpresas desagradáveis em séries consagradas, como por exemplo: a fraca 3ª temporada de Damages, a série Flash Forward, o declínio que foi The Walking Dead (do começo promissor com grandes inovações a decepção com o cast e uma sucessão de clichês), o canal AMC ter cancelado Rubicon, a ganância dos produtores de House M.D e The Office em não darem um fim digno a ambas (que parecem já terem esgotado seus geniais episódios) e a fraca (e com final altamente questionável) temporada de Dexter.

Written by _ricardo

26/02/2011 at 16:21

Vídeo Motherfucker: Mad Men, 4ª temporada vem aí

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A melhor série da tv mundial (ou pelo menos norte-americana) está voltando. A 4ª temporada de Mad Men estreia nos Estados Unidos nesse domingo, dia 25. Mas se isso já não bastasse a promo da estreia, vídeo abaixo,  é um obra-prima, um dos melhores exemplos do caminho que a publicidade de primeira linha deve tomar.

Written by _ricardo

21/07/2010 at 00:16

Chegou o dia. Chegou a hora

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Com tantos fatos que o dia de hoje nos trouxe, entre eles: a morte do comediante ‘ET’, o dia da marmota (lembrem do filme ‘Feitiço do Tempo’, com Bill Murray) e os indicados ao Oscar 2010 há algo mais importante para esse blogueiro e milhões de pessoas presas a seus computadores ao redor do mundo: A ESTREIA DA ÚLTIMA TEMPORADA DE LOST NOS ESTADOS UNIDOS


Tá, para quem não sabe, a série, fênomeno de crítica e audiência em multi-plataformas vai acabar com sua 6ªtemporada.


Depois da grande expectativa causada por trailers que recapitulavam os principais momentos da série e do ardiloso marketing (e muito eficiente), que entre outras coisas, recriou a última ceia de Da Vinci com os personagens de Lost chegamos ao final da série pop mais cool de todos os tempos.

Abaixo, a única promo com cenas da última temporada e com legendas. Terrivelmente SENSACIONAL !


Os roteiristas, Damon Lindelof e Carlton Cuse, já avisaram: a última temporada não responderá todas as questões e mistérios. Obviamente, conheceremos e entenderemos o segredo do que é a ilha, mas o foco principal serão os personagens e o rumo que cada um tomará ao final. Como os próprios roteiristas ressaltam, a série que perdeu alguns telespecatadores (mas ganhou muito mais na Internet) sempre valorizou a história como um todo: vejam o exemplo de Sawyer, quem acreditaria e aceitaria, ao vê-lo na primeira temporada, que ele se tornasse uma boa pessoa  ?


Então, agora é a hora de selar a história, para sempre ficar viva na lembrança.

(OK, foi brega isso, mas qual fã negará que nunca falará de Locke, Jack e cia. com saudosismo)

Let’s pray, LOST is coming !

Para quem não quer baixar, o AXN estreia esse última temporada com apenas uma semana de atraso, logo, fique esperto e sintonize o canal dia 09/02.

Written by _ricardo

02/02/2010 at 20:46

Publicado em filmes e seriados

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True Blood, a segunda temporada

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Spoilers para quem não acompanha a 2ª temporada True blood

Depois da poupularização do tema (vampiros) e elogio da crítica que incluiu até um Emmy para Anna Paquin a segunda temporada de True Blood voltou de forma bombante ! Com uma audiência de 10 milhões de espectadores por episódio, a HBO só tem o que comemorar. Mas nem tudo é tão ‘beautiful’ assim !

Enquanto os marqueteiros da série se sobresaem os roteiristas dão a impressão que ficarão muito contentes com o resultado da priemeira temporada que pensam que qualquer bizarrice (sim, bizarrice) colocada na trama vai dar certo. Com os três episódios já axibidos e o quarto passa nos EUA amanhã, pode-se notar alguns pontos fundamentais nesse quase 1/3  de temporada:

– O que era trash está tão sobrecarregado que passa a ser ridículo, de dar vergonha só de assitir. Por exemplo, quem consegue assistir os 10 primeiros minutos do 3º episódio sem achar toda a história sem cabimento.

– Além de fazer certas concessões (ou você realmente acredita em vampiros?) temos que ofender nossa inteligência para aceitar que Sookie é uma garota de princípos que prefere caminhar no pântano (é por que não na rodovia, se era ali que ela estava?) só porque brigou com Bill – brigas que parecem que são colocadas para não poder cair na rotina, mas de tantas brigas entre os dois, sobre motivos mais banais, isso já virou rotina.

– Aprenda com os roteiristas: toda briga de True Blood é um mote para algum acontecimento que será decisivo na temporada.

– E Anna Paquin ? A famigerada Sookie vem dando aulas de como não atuar ! Nada do que ela fala (sendo irrelevante a qualidade dos textos) é verossímil. A caricatura da garota de bons princípios que ama um vampiro é o que sobra.

– Maryann, a dama de preto com muitos segredos já não disperta mais o memso interesse pois nada evolui na sua história. É sempre o mesmo: festas qu viram orgias e não levama lugar nenhum a não ser ao pseudo-namoro de Tara.

Mas, temos pontos positivos:

– Lafayette (não lembro o nome do ator) é o único que convence no personagem. Seja numa situação de tortura ou de negociação com vampiros-fodões ele sempre se destaca, tem o controle de toda a cena,  mesmo sendo um coadjuvante na trama

– Depois de ser retratado como um completo alienado e idiota, a personagem de Jason ganhou alguma consistência nessa temporada. A ideia de mostrar a seita/igreja que foi motivo de preocupação dos vampiros durante a primeira temporada com outra abordagem etsá sendo muito bem apoveitada. Quais são os reais interesses daquele pastor bajulador (a mulher dele é uma das coisas mais irritantes da série, mas etsá bem de acordo com a caracterização apropriada) não se sabe, mas os toques de drama e reflexão bordados não caem no mesmice ou chatice.

– A historia da jovem vampira (Jéssica) parece que finalmente vai engrenar.

E assim, True Blood hoje é uma série sustentada por tramas paralelas que onde acerta faz de forma muito boa mas os erros são grosseiros. Acrescentando a isso as cenas de sexo e nudez parecem ser uma tentiva de justificar os defeitos citados, pois quem vai reparar nos erros quando os protagonistas estão gemendo ?

Written by _ricardo

04/07/2009 at 12:35

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