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Os melhores filmes do ano de 2011

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Quem acompanha cinema sabe que o ano para a indústria cinematográfica não acaba dia 31 de dezembro e sim no domingo do Oscar. Isso se deve ao fato das produções terem datas agendadas para estreia no cinema de acordo com a data do prêmio, para estarem ainda na memória recente dos votantes. Obviamente, um filme de maio ou julho pode concorrer ao Oscar, mas os gastos na campanha publicitária do mesmo serão bem maiores, pois além de mostrar aos votantes que o filme (assim como os atores, roteiristas, …) está aí para receber a indicação será preciso relembra-los de por quê mesmo aquele filme merecia o voto dele.

Feita essa introdução, assim eu justifico a minha lista de melhores do ano que sai só agora e, compreende os filmes que são elegíveis ao Oscar 2012, ou seja, que tiveram lançamento (nos EUA) entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2012.

O ano de 2011 foi estranho para o cinema: foi um ano de escassez de grandes atuações femininas (como protagonistas) e sobraram grandes interpretações masculinas. Ficou difícil para escolher, ora por falta de opções para as atrizes ora por abundância (atores). Além disso, 2011 foi um ano de excelentes trilhas sonoras: Drive, Contágio, Cavalo de Guerra, A Invenção de Hugo Cabret, O Artista, Millenium – Os homens que não amavam as mulheres, só para citar alguns.

No entanto, os fatores que caracterizaram o ano no cinema foram:

1.a busca pelo passado, a ligação nostálgica com o que era bom (‘mas, será que realmente era bom?’ pergunta que expõe o tema central de Meia-Noite em Paris, de Woody Allen) e é vista claramenteem O Artista, O Espião que Sabia Demais, A Invenção de Hugo Cabret;

2.o sentimento (ou ausência dele, como em Drive) em doses exageradas e exuberantes como em Melancolia, A Pele Que Habito, Rango e, transcendendo os sentidos e entrando no campo da sinestesia, A Árvore da Vida;

Por tudo isso, 2011 é um ano em que seus filmes (mais do que nunca) não devem ser analisados separadamente. A análise do conjunto dá uma visão mais clara do que estamos pensando e querendo como sociedade.

Eis a lista:

TOP #10 de 2011

1 – Drive (Drive), de Nicolas Refn

 

2 – O Espião que sabia demais (Tinker Tailor Soldier Spy), de Thomas Alfredson

 

3 – Melancolia  (Melancholia), de Lars Von Trier

 

4 – Toda Forma de Amor (Beginners), de Mike Mills

 

5 – A Árvore da Vida (The Tree of Life), de Terence Mallick

 6 – Habemus Papam, de Nanni Moretti

7 – A Separação (A Separation), de Asghar Farhadi

8 – Rango, de Gore Verbinski

9 – A Pele Que Habito (La Piel Que Habito), de Pedro Almodovar

10 –X-Men Primeira Classe (X-Men First Class), de Matthew Vaughn

  • Melhor filme: Drive
  • Pior Filme do Ano: Inquietos (Restless);
  • Melhor diretor:  Nicolas Refn (Drive)
  • Melhor roteiro:  O Espião que sabia demais
  • Melhor ator: Jean Dujardin em O Artista
  • Melhor atriz: Kirsten Dunst em Melancolia
  • Melhor ator coadjuvante: Andy Serkis em Planeta dos Macacos
  • Melhor atriz coadjuvante: Shailene Woodley em Os Descendentes
  • Melhor elenco em obra cinematográfica:  Carnage
  • Melhor fotografia: A Árvore da Vida
  • Melhor animação:  Rango;
  • Melhores efeitos especiais: A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
  • Filmes Mais Superestimados:  O Homem que mudou o Jogo (Moneyball), Histórias Cruzadas (The Help), Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)

– Menções honrosas (ou, “outros bons filmes do ano”):

Tudo Pelo Poder (The Ides of March), O Artista (The Artist), O Abrigo (Take Shelter), A Invenção de Hugo Cabret (Hugo), Like Crazy (Like Crazy), Carnage (Carnage), Margin Call – O dia antes do fim (Margin Call), Meia-noite em Paris (Midnight in Paris), Passe Livre (Hall Pass)

– Filmes com grande potencial mas que eu não assisti (ou, “o mea culpa”):

Shame, O Palhaço, In Darkness, Young Adult, Pina, Chico & Rita.

 

 

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Resumo de Cannes 2011 – Principais filmes

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Depois da semana de exibições de filmes no Festival de Cannes, com a premiação (no júri presidido por Robert De Niro) e comentários da crítica especializada, apresento aqui os principais filmes que você deve ficar de olho, pois Cannes, muito mais que o Oscar (e outros prêmios) é realmente uma celebração a arte, deixando o business e lobby da indústria cinematográfica de lado.

Drive – filme que mais empolgou durante todo festival e levou o prêmio de melhor diretor (para Nicolas Hefn). Conta a história de um dublê (Ryan Gosling, em excelente fase) que usa suas habilidades para crimes.

A árvore da vida (The Tree of Life) – ganhou o prêmio de Melhor Filme (Palma de Ouro). Dirigido pelo  mestre Terrence Malick, com Brad Pitt e Sean Penn tem tudo para ser um dos favoritos ao Oscar de melhor filme em 2012. Em Cannes, quem viu, saiu dizendo que era a “melhor coisa já vista” ou “a pior”. Um genérico “ame ou odeie”. Enfim, é o meu favorito entre todos os filme do ano.


Melancholia – deu prêmio de melhor atriz a Kirsten Dunst e causou polêmica pelas declarações de seu diretor. Virou notícia em todo o mundo. Quanto ao filme,  o trabalho de Lars von Trier segue sua sina intimista e, olha a ironia, melancólica. Não é um filme para o grande público.

La Havre – um dos favoritos para a Palma de Ouro, perdeu na última hora. Do cultuado diretor Aki Kaurismäki.


A Pele que habito (La piel que habito) – um dos melhores filmes de Pedro Almodóvar, que se lança no gênero terror com sucesso.

O Garoto da Bicicleta (Le gamin au vélo) – do cultuado diretor Jean-Pierre Dardenne, conta a história de um garoto que é abandonado pelos pais e passa pela mão de vários tutores.

O Artista (The Artist) – deu prêmio de melhor ator a Jean Dujardin. Tem ainda no elenco, John Goodman e James Cromwell. A história de um ator na Hollywood da década de 1920. Esse filme ainda vai dar muito o que falar na corrida do Oscar, fique de olho.

Meia-noite em Paris (Midnight in Paris) – o novo filme de Woody Allen. Melhor recebido pela crítica que os últimos do cineasta (que já eram bons). Não estava competindo pelos prêmios, apenas teve exibição em Cannes. A história de um escritor em decadência que decide ir a Paris buscar inspiração. Com Owen Wilson, Marrion Cotillard e Rachel McAdams. 


This must be the place – filme do italiano Paolo Sorrentino traz Sean Penn como um roqueiro acabado, de 50 anos, que decide procurar o seu pai, um nazista. Não foi premiado no festival mas é consenso que a atuação de Sean Penn vale uma indicação aos principais prêmios do ano.

Omiti desta lista vários filmes, que certamente (e infelizmente) “morrerão” no ano, isto é, terão estreia limitadas e provavelmente nem virão ao Brasil. Quiça em DVD.

Outro caso curioso é o do filme Footnote, que ganhou prêmio de melhor roteiro, mas foi muito criticado. A única ressalva foi o roteiro. Mas a obra em si, passa batido perto dos outros desta lista.

Oscar 2011 – Minhas apostas e os favoritos ao prêmio de melhor filme e principais categorias

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Neste post trago as minhas apostas aos vencedores do Oscar, que se realizará no próximo domingo à partir das 22:00 no horário de Brasília (TNT transmite toda a cerimônia e a Globo somente a metade final, ou seja, depois do Big Brother) . As minhas preferências, no entanto, vem num próximo post que fará um balanço dos melhores, independentes de prêmios.

E, empregando a tradicional frase (que foi abolida ano passado mas voltará a ser dita no prêmio desse ano) “And the Oscar goes to………….”

MELHOR FILME

Quem vai ganhar: O Discurso do Rei

Por quê? Ganhou os prêmios cujos votantes também são do Oscar (PGA, DGA) e traz uma história sobre superação, temática que predispõem prêmios. Não é nem de longe o melhor entre os concorrentes, mas parece que sua escalada a vitória já não tem mais volta.

MELHOR DIRETOR

Quem vai ganhar: Tom Hooper (O Discurso do Rei)

Por quê? Para selar a habitual dobradinha melhor filme + melhor diretor. Além disso, Hooper dirige seu filme com muita prudência e não comete erros graves, mesmo optando sempre pela obviedade.

MELHOR ATOR

Quem vai ganhar: Colin Firth (O Discurso do Rei)

Por quê? Porque a história já nos mostrou que a Academia prefere atuações que denotem grandes transformações. Firth faz seu papel com maestria e esse Oscar que ele irá ganhar é também um reconhecimento a sua carreira, que há tempos vem apresentado grandes atuações.

MELHOR ATRIZ

Quem vai ganhar: Natalie Portman (Cisne Negro)

Por que ? Porque é a melhor. Essa é uma categoria que a crítica especializada já nem gosta mais de falar, pois não gera discussões ou controvérsias, já que o nome de Portman é unanimidade. Merece, e muito. Mas, cabe espaço aqui para elogiar Annette Bening em sua interpretação em Minhas Mães e Meu Pai, especialmente na cena do jantar na casa da personagem de Mark Ruffalo.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Quem vai ganhar: Christian Bale (O Vencedor)

Por quê? Depois do Batman ou do Exterminador do Futuro 4, teve a chance de mostrar uma personalidade mais humana e problemática. Por sua atuação se destaca mais que o protagonista (vivido por Mark Wahlberg). E, congratulações para o diretor David O. Russell que soube aproveitar as feições caipiras de Bale ao personagem. Além disso, a concorrência nessa categoria é fraca.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Quem vai ganhar: Hailee Seinfeld (Bravura Indômita)

Por quê? Diferentemente do restante da crítica, que aposta em Melissa Leo (O Vencedor), acredito que a jovem atriz de 16 anos irá ganhar por sua interpretação em Bravura Indômita. Ao meu ver, soube desempenhar o clima western e sereno do filme, bem como se adaptou muito bem a estética própria dos irmãos Coen, os diretores.

MELHOR ANIMAÇÃO

Quem vai ganhar: Toy Story 3

Por quê? Porque é a unanimidade de um ano mais fraco para animações desse nível. Isso se comprova ainda mais ao compararmos com o ano passado, onde tínhamos o genial Mary and Max (um das melhores animações que já vi, vale como dica de filme) e com os muito bons O Fantástico Sr. Raposo e Up – Altas Aventuras. Mas, quem assistir aos outros filmes da categoria (Como Treinar seu Dragão e principalmente o triste, mas tocante, O Ilusionista) não se arrependerá. TS3, além de ser nostálgico na medida certa, é uma das poucas contnuações no cinema (e isso vale para todo o tipo de filme) que mantem a qualidade dos anteriores.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Quem vai ganhar: Incendies (Canadá)

Por quê? Se no ano passado tínhamos duas obras primas (O Segredo dos Seus Olhos e A Fita Branca) além do muito bom O Profeta nesse ano, a produção canadense é a única entre os concorrentes que é acima da média. Mas, caso não vença, pelo menos a torcida é para que Biutiful não ganhe.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Quem vai ganhar: O Discurso do Rei

Por quê? Porque a Academia amou esse filme, que é bom, mas falha especialmente em seu roteiro.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? Porque o roteiro de Aaron Sorkin é ágil, inteligente e diferente do que se está acostumado a ver numa história que retoma a criação ou realização de algo importante.

MELHOR FOTOGRAFIA

Quem vai ganhar: Bravura Indômita

Por quê? Porque a refilmagem do clássico de John Wayne é resgatada com um acréscimo de qualidade na construção do ambiente rústico do velho oeste que dá espaço para que as grandes atuações de Jeff Bridges e Hailee Seinfeld prevaleçam.

MELHOR TRILHA SONORA

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? Apesar de gostar da trilha de A Origem, ela se assemelha muito aos trabalhos anteriores de Hans Zimmer, e a trilha de A Rede Social convence durante todo o filme, sendo um poderoso auxílio para ilustrar os pensamentos do protagonista (Jesse Eisenberg) que teima em ocultá-los sob sua faceta minimalista e anti-social. Especula-se ainda, que a trilha de O Discurso do Rei possa ganhar, mas acho muito difícil.

MELHOR CANÇÃO

Quem vai ganhar: We belong together, de Toy Story 3

Por quê? Porque retoma a nostalgia de Toy Story 1 e 2 e tem um papel fundamental no filme.

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Quem vai ganhar: A Origem

Por quê? Porque Cristopher Nolan e a equipe técnica construíram com perfeição um novo mundo no campo dos sonhos.

MELHOR EDIÇÃO

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? A ideia de introduzir os acontecimentos da história do protagonista a partir das revelações feitas nas mediações entre seus advogados funcionou extremamente bem para a história.

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Quem vai ganhar: Trabalho Interno

Por quê? Porque é explora um tema (a crise econômica de 2008) que os americanos tem imensa curiosidade de conhecer mais para entender e aprender a evitar uma nova sucessão de catástrofes econômicas. O melhor documentário (Esperando pelo Super Homem), porém, nem concorre. E, se você chegou até aqui e acredita que o documentário rodado no Brasil, Lixo Extraordinário, tem chances, bem, serei eu o obrigado a dizer que ele é um figurante de luxo na festa do Oscar.

 

 

As demais categorias, principalmente as de curta-metragem são uma incógnita. No entanto, nas categorias técnicas não mencionadas aqui, a aposta principal é A Origem, como em Edição de Som e Mixagem de Som.

Agora, você já pode participar dos famosos bolões do Oscar, sendo que algumas estão aí oferecendo tentadores prêmios, como o do HitFix que dará um iPad ao ganhador (brasileiro pode participar também).

Diferentemente do ano passado, onde apostei em Guerra ao Terror como grande vencedor do prêmio (e obtive êxito), nesse ano, se por um lado prefiro acertar nas minhas apostas, por outro ficarei bem satisfeito com o prêmio se os vencedores de Melhor Filme e Melhor Diretor forem diferentes dos mencionados.

Written by _ricardo

26/02/2011 at 16:30

Review: O Discurso do Rei (The King’s Speech)

with one comment

Favorito ao Oscar de melhor filme neste ano, O Discurso do Rei, no decorrer dos seus quase 120 minutos, em muitos aspectos parece um filme que já vimos. Se relembrarmos a teoria de Joseph Campbell chamada de Jornada do Herói, onde o protagonista vai vencendo seus desafios até se deparar com o desafio final (sempre nas últimas cenas dos filmes) e tudo isso só acontece pois há a ajuda de um mentor, o filme de Tom Hooper tem muitas semelhanças.

A história do Rei da Inglaterra, George VI, que além de reinar precisava transmitir confiança aos seus súditos em um momento tão delicado (início da 2ª Guerra Mundial) ganha, na gagueira do protagonista, um instrumento que aproxima o espectador ao filme, priorizando uma abordagem mais intimista e até sentimental do drama que o Rei enfrentava. E, se além de transmitir o status da Realeza inglesa da década de 30 o Rei ainda precisava conviver com seus medos e falta de aptidão para discursar, o papel não poderia ter tido melhor escolha que para o ator Colin Firth. Assim, com uma atuação que nunca deixa de lado a importância da posição que ocupa, o ator mesmo assim consegue mostrar o lado humano do Rei e seu desespero para reinar de forma a ser respeitado, o que naquele momento significava não gaguejar. Mas, aí está uma ironia do filme, que focado muito mais na evolução da oratória do protagonista deixa em segundo plano os anseios do povo britânico, supervalorizando o próprio discurso em si. Por mais que na Inglaterra ações da Realeza sejam muito mais simbólicas (o Parlamento toma as decisões políticas), um Rei em tempos de guerra precisa estar em sintonia com seu povo e isso inclui muito mais do que discursos escritos por terceiros.

Retomando a comparação com a Jornada do Herói o mentor,  neste caso  o especialista em problemas de fala, interpretado por Geoffrey Rush é um personagem com ações mesmo que bruscas, como ignorar os títulos da Realeza, previsíveis para quem acompanha cinema. Mas, se está na cara a sequência de suas ações (como a de não revelar imediatamente que na gravação do disco o personagem de Colin não havia gaguejado), elas são necessárias para que se crie uma amizade entre os dois e a melhoria na dicção do Rei não seja puramente mecânica, e sim, que seja um conjunto de fatores, entre eles, a autoconfiança do monarca.

O ponto de destaque do filme é a direção manipulativa e extremamente eficiente de Tom Hooper. Manipulativa, pois ele deliberadamente induz o clima de pânico que George sofre ao tentar discursar ao espectador fazendo sempre, em todo o filme, tomadas de rosto nas cenas de tensão e tomadas panorâmicas quando nada importante está em jogo. Soma-se a isso uma trilha sonora que constrói a partir da música clássica momentos de agitação e lirismo (confesso que na corrida ao Oscar, quando cogitavam a trilha deste filme como potencial concorrente sempre me pareceu um absurdo, mas se ela não é genial como a de Trent Reznor e Atticus Ros para A Rede Social, ela é pelo menos fundamental na construção dos três fatores que fazem o filme ser bem sucedido: Colin Firth, direção de Hooper e a trilha de Alexandre Desplat)

Ainda no campo das atuações, Helena Bonham Carter, contraria os que esperam dela atuações exageradas e interpreta muito bem a Rainha, discreta (como deveria ser segundo o roteiro) e cúmplice do seu marido nas suas angústias.

Por fim, O Discurso do Rei é um filme agradável de ver, que preza pelo primor da técnica a serviço da aproximação do espectador, mas que em seu roteiro (e ambições do diretor) não ousa em momento algum (basta reparar na previsibilidade da cena final), podendo por isso, ser considerado banal por alguns. Creio ser um exagero, assim como um exagero é vê-lo ser considerado o Melhor Filme de 2011.

Nota: 4/5

 

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Observações:

1 – a partir deste post as “notas” dos filmes serão sempre de 1 a 5 estrelas, abolindo notas decimais.

2 – o layout do blog precisou ser alterado, pois como a ideia do blog é privilegiar o textos dos posts isso não vinha ocorrendo com o antigo layout que limitava demais a largura para os textos.

Written by _ricardo

20/02/2011 at 05:19

Oscar: Roteiros e Diretor

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Melhor roteiro original  –

  • Guerra ao Terror (The Hurt Locker)
  • Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds)
  • O Mensageiro (The Messenger)
  • Um Homem Sério (A serious Man)
  • Up – Altas Aventuras (Up)

Quem vai ganhar: Guerra ao Terror.

Por que ?  Embora seja uma categoria difícil normalmente faz coro ao vencedor de melhor filme, e junto com ‘A serious man’ é realmente o melhor roteiro.

Melhor roteiro adaptado  –

  • Distrito 9 (District 9)
  • Educação (An Education)
  • In The Loop
  • Preciosa (Precious)
  • Amor Sem Escalas (Up in the Air)

Quem vai ganhar: Amor sem escalas.

Por que ?  Porque teve simpatia de todos os votantes. Este filme no início da chamada corrida do ouro (que culmina no Oscar) era um dos (senão, ‘O’) favorito a maioria dos prÊmios, incluindo  o de filme. Provavelmente ganhará somente esse mas de forma merecida (seria meu voto também). Mas, caso dê zebra, fico feliz com Ditrito 9 vencendo. Mais motivos sobre ‘Amor sem escalas’ estão na resenha que eu escrevi (neste link).


Melhor diretor –

  • James Cameron – Avatar
  • Kathryn Bigelow – Guerra ao Terror (The Hurt Locker)
  • Quentin Tarantino – Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds)
  • Lee Daniels – Preciosa (Precious)
  • Jason Reitman – Amor Sem Escalas (Up in the Air)

Quem vai ganhar: Kathryn Bigelow.

Por que ?   Porque a Academia normalmente gosta de premiar o ‘serviço completo’, isto é, o pacote melhor filme + melhor diretor e, explicarei no próximo post acredito veementemente que ‘Guerra ao Terror’ ganhará o prêmio máximo. Falando em mérito, é indiscutível que os melhores realmente são Cameron e suas expetaculares tomadas dos voos dos seres mitológicos em ‘Avatar’ e Bigelow por ‘Guerra ao Terror’ com um dinamismo e feeling para preender o espectador numa ação crescente  na Guerra do Iraque. Se um dos dois ganhar é merecimento. Já Tarantino vai muito bem com seus ‘Bastardos …’ mas está um nível abaixo nesse ano. Os demais (Daniels e Reitman) são mero coadjuvantes que ganharão cadeiras privelegiadas no Kodak Theater.

Written by _ricardo

05/03/2010 at 01:30

Publicado em filmes e seriados

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