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Os melhores Filmes de 2012 – A lista das listas

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Quem acompanha cinema sabe que o ano para a indústria cinematográfica não acaba dia 31 de dezembro e sim no domingo do Oscar. Isso se deve ao fato das produções terem datas agendadas para estreia no cinema de acordo com a data do prêmio, para estarem ainda na memória recente dos votantes. Obviamente, um filme de maio ou julho pode concorrer ao Oscar, mas os gastos na campanha publicitária do mesmo serão bem maiores, pois além de mostrar aos votantes que o filme (assim como os atores, roteiristas, …) está aí para receber a indicação será preciso relembra-los de por quê mesmo aquele filme merecia o voto dele.

Feita essa introdução, assim eu justifico a minha lista de melhores do ano que sai só agora e, compreende os filmes que são elegíveis ao Oscar 2012, ou seja, que tiveram lançamento (nos EUA) entre fevereiro de 2012 e fevereiro de 2013.

O ano de 2012 no cinema mundial (em especial, norte-americano) foi de um bom número de bons filmes, porém foi um ano sem grandes atuações de protagonistas femininas (prova disso é minha opinião que as 5 indicadas a melhor atriz no Oscar tiverem um desempenho modesto apenas). Então, pode-se dizer que foi um ano ligeiramente machista nas principais produções (veja, por exemplo, Lincoln, Django Livre, As Aventuras de Pi e Argo).

Além disso, um fato presente em grande número de filmes foi a visão autoral dos diretores que focou num aspecto mais documentarista do que ceder aos caprichos de colocar carga dramática por pura vontade própria. Como exemplo, temos A Hora Mais Escura e Lincoln, que não caem na tentação de “enfeitar” a história apenas para deixa-la mais agradável. Obviamente, existem truques e roteiros bem amarrados para ninguém ficar descontente a ponto de achar que estar assistindo um documentário do Discovery Channel em vez de um filme de Steven Spielberg.

E, fazendo-se paralelo com os últimos prêmios Oscar, esse talvez seja o ano onde houve mais filmes bons (ao meu gosto) que passaram longe das disputas principais, para nos lembrar o quanto a Academia de Ciências Cinematográficas (que organiza o Oscar) é conservadora e – retificando o primeiro parágrafo deste post – teimosa em se restringir a considerar filmes lançados num curto período do ano.

Cabe ainda mencionar o fracasso da Pixar (ao menos para os “padrões de qualidade Pixar” que estamos acostumados) neste ano com sua animação Valente. Enfim, o resultado de 2012 no cinema pode ser visto como o produto de 10% de uma década, mas jamais devemos generalizar a ponto de esquecer dos filmes que fugiram da média e se destacaram.

Por tudo isso, abaixo apresento a minha lista do meu TOP 5 de filmes do ano e meus votos caso eu pudesse escolher quem eu quisesse num “Oscar dos sonhos”. Falando em Oscar, mesmo tendo algumas certezas em prêmios importantes a edição de 2013 é uma das imprevisíveis em várias categorias (diretor, fotografia, atriz, melhor animação), muito em parte da falta de consenso entre os votantes, como foi apresentado pelos jornalistas norte-americanos.

Eis a lista:

TOP #5 de 2012

1 – Holy Motors, de Leos CaraxImagem

 2 – O Mestre, de Paul Thomas Anderson

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3 – Argo, de Ben Affleck

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4 – Marcados para morrer (End of Watch), de David Ayer

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5 – Indomável Sonhadora (Beasts of Southern Wild), de Benh Zeitlin

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Menções honrosas (ou, “outros bons filmes do ano”):

Detona Ralph (Wreck-it Ralph), Magic Mike, Ted, As Aventuras de Pi (Life of Pi), Lincoln, A Hora Mais escura (Zero Dark Thirty), César Deve Morrer (Cesare deve morire), Killer Joe, Game Change, Operação Kon Tiki (Kon Tiki), Twixt, Moonrise Kingdom.

  • Melhor filme: Holy Motors
  • Pior Filme do Ano: O homem da máfia (Killing them softly)
  • Melhor diretor:  Paul Thomas Anderson, O Mestre
  • Melhor roteiro:  Argo
  • Melhor ator: Denis Lavant, Holy Motors
  • Melhor atriz: Jessica Chastain, A Hora Mais Escura
  • Melhor ator coadjuvante: Tommy Lee Jones, Lincoln
  • Melhor atriz coadjuvante: Amy Adams, O Mestre
  • Melhor elenco em obra cinematográfica:  Argo
  • Melhor fotografia: O Mestre
  • Melhor animação:  Detona Ralph (Wreck-it Ralph)
  • Melhores efeitos especiais: As Aventuras de Pi (Life of Pi)
  • Filmes Mais Superestimados:  O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook), Amor (Amour), Cosmopolis.

Filmes de 2012 com grande potencial mas que eu não assisti (ou, “o mea culpa”):

O Som ao Redor’, ‘Alguém apaixonado (Like Someone in Love)’.

 

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Written by _ricardo

24/02/2013 at 17:43

Os 12 melhores discos de 2012 – a lista das listas

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Final de ano. Tempo de festas para a maioria, menos para os blogueiros que decidem elaborar listas e listas sobre melhores, piores e mais bizarros filmes, músicas e tombos da Lady Gaga.

Embora o blog esteve respirando com ajuda de aparelhos este ano (aguarde, 2013 teremos mudanças) é minha obrigação meu desejo compartilhar a minha aguardada lista de 12 MELHORES DISCOS DO ANO.

O resultado de uma intensa procura e classificação de vários álbums produzidos em 2012 foi uma seleta lista de 12 (afinal, 2012) discos do ano. E qual o resumo do ano, na música? Dois mil e doze foi um ano que, se embora não teve uma obra-prima de alguma banda/cantor, apresentou diversos bons trabalhos, muitas vezes semelhantes na evolução e tema central do disco. De modo geral, como a lista vai comprovar, sobressairam-se os compositores que melhor exploraram temática da abstração da realidade, rotina e do cotidiano.

Mas, como não poderia deixar de acontecer, houveram também decepções. E se são decepções é porque havia potencial e para alcançarem melhores resultado. Para exemplificar, o disco do The Killers deixou muito a desejar (principalmente se lembrarmos do último ‘Day & Age‘, fantástica obra de 2008). Houve também o caso Jack White –  com o lançamento do primeiro disco solo do cantor (‘Blunderbuss‘), com ótimas músicas mas que não funcionam como disco (apenas como singles).

E, antes da lista propriamente dita, para quem chegou agora neste blog, confira também as listas dos melhores de 2010 e 2011:  aqui (2010) e aqui (2011).

*alguns dos vídeos das músicas só podem ser vistos no Youtube, devido a questões de direitos autorais. Mas, é bem simples: é só clicar em “Assista no Youtube” que você será redirecionado a página para ouvir a música


12.
 “Port of Marrow”The Shins 


11.
 “Channel Orange”Frank Ocean – rap sem agressivadade no ritmo. Mas, de sobra, nas letras.


10.
 “La Voyage Dans La Lune”Air – puramente instrumental. Uma viagem ao espaço, digna de 2001: Uma Odisséia no Espaço


9.
 “Sweet Heart Sweet Light”Spiritualized – um dos discos mais completos do ano. A combinação na medida certa entre o pop (alô publicitários! tem música aí esperando para entrar em muita propaganda) e a nostalgia do rock, perfeita para QUALQUER MOMENTO.


8.
 “Celebratin Rock”Japandroids – a dupla de canadenses faz deste o melhor disco punk do ano. Sem exagerar em maneirismos do gênero expressa frutração e vontade de estar sempre em movimento.


7.
 “Mondo”Electric Guest – embora tenha cara de trabalho experimental, o disco de estreia do Electric Guest se mostra mais do que um demo para gravadora. É maduro e traz para um 2012 arranjos que você achou que depois do Kraftwerk não seriam mais aceitáveis.


6.
 “Beacon”Two Door Cinema Club – composições com a cara do inverno. O paradoxo da dor x libertação de estar por conta própria no mundo  !


5.
 “Shields”Grizzly Bear – o grande sucesso da banda nos EUA tem explicação lógica: músicas com identidade própria, mas que seguem o perfil indie de Black Keys e Arcade Fire.


4.
 “Boys & Girls”Alabama Shakes – O soul, o jazz e o rock: todos em um, nesse incrível presente disco do ano. E, para completar, a escolha do nome da banda foi perfeita.

E O TOP 3 !

3. “Born to Die”Lana Del Rey – Lana del Rey é o típico caso de “ame ou odeie”. Enquanto muitos estão preocupados com a mudança que ela sofreu (visual, nome, estilo) eu me detenho ao que interessa ao presente momento: o seu disco (CD duplo) deste ano. Composições (para não mencionar os videoclipes) que, embora bem semelhantes entre si, são únicas no universo musical atual (assim como era Amy Winehouse) ! E, se Lana for uma farsa, devo dizer que é a melhor farsa da música atual.

2. “Sun”Cat Power – a maturidade da Cat Power nesse disco é exuberante. Ela sabe o que quer e como chegar. Para isso, basta misturar boas doses de teclado e uma singela sensualidade na voz !

1. “Strangeland”Keane – além de ótimas músicas o Keane fez o que ninguém conseguiu integralmente: lançar um disco completo, que conta uma história. Um disco que você rapidamente sabe que a música isolada faz parte de algo maior. Assim como Cat Power, é visível o amadurecimento da banda nesse disco. Mais sérios e determinados sem perder faceta pop do início da carreira. 

 

Written by _ricardo

24/12/2012 at 15:29

Publicado em Listas, Música

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Os videoclipes de 2012

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Sem a pretensão de elencar os melhores em longas listas, neste post apresento os 2 videoclipes que mais despertaram a atenção deste que vos escreve:

 

– toda a rebeldia (que faz tanta falta no cenário musical atual) na música Sixteen Saltines, de Jack White.

 

Lana Del Rey em Ride, o polêmico videoclipe que retrata a miséria de costumes da sociedade norte-americana mostrada pela protagonista, a prostituta.

Written by _ricardo

24/12/2012 at 15:27

Publicado em Listas, Música

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Os melhores filmes do ano de 2011

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Quem acompanha cinema sabe que o ano para a indústria cinematográfica não acaba dia 31 de dezembro e sim no domingo do Oscar. Isso se deve ao fato das produções terem datas agendadas para estreia no cinema de acordo com a data do prêmio, para estarem ainda na memória recente dos votantes. Obviamente, um filme de maio ou julho pode concorrer ao Oscar, mas os gastos na campanha publicitária do mesmo serão bem maiores, pois além de mostrar aos votantes que o filme (assim como os atores, roteiristas, …) está aí para receber a indicação será preciso relembra-los de por quê mesmo aquele filme merecia o voto dele.

Feita essa introdução, assim eu justifico a minha lista de melhores do ano que sai só agora e, compreende os filmes que são elegíveis ao Oscar 2012, ou seja, que tiveram lançamento (nos EUA) entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2012.

O ano de 2011 foi estranho para o cinema: foi um ano de escassez de grandes atuações femininas (como protagonistas) e sobraram grandes interpretações masculinas. Ficou difícil para escolher, ora por falta de opções para as atrizes ora por abundância (atores). Além disso, 2011 foi um ano de excelentes trilhas sonoras: Drive, Contágio, Cavalo de Guerra, A Invenção de Hugo Cabret, O Artista, Millenium – Os homens que não amavam as mulheres, só para citar alguns.

No entanto, os fatores que caracterizaram o ano no cinema foram:

1.a busca pelo passado, a ligação nostálgica com o que era bom (‘mas, será que realmente era bom?’ pergunta que expõe o tema central de Meia-Noite em Paris, de Woody Allen) e é vista claramenteem O Artista, O Espião que Sabia Demais, A Invenção de Hugo Cabret;

2.o sentimento (ou ausência dele, como em Drive) em doses exageradas e exuberantes como em Melancolia, A Pele Que Habito, Rango e, transcendendo os sentidos e entrando no campo da sinestesia, A Árvore da Vida;

Por tudo isso, 2011 é um ano em que seus filmes (mais do que nunca) não devem ser analisados separadamente. A análise do conjunto dá uma visão mais clara do que estamos pensando e querendo como sociedade.

Eis a lista:

TOP #10 de 2011

1 – Drive (Drive), de Nicolas Refn

 

2 – O Espião que sabia demais (Tinker Tailor Soldier Spy), de Thomas Alfredson

 

3 – Melancolia  (Melancholia), de Lars Von Trier

 

4 – Toda Forma de Amor (Beginners), de Mike Mills

 

5 – A Árvore da Vida (The Tree of Life), de Terence Mallick

 6 – Habemus Papam, de Nanni Moretti

7 – A Separação (A Separation), de Asghar Farhadi

8 – Rango, de Gore Verbinski

9 – A Pele Que Habito (La Piel Que Habito), de Pedro Almodovar

10 –X-Men Primeira Classe (X-Men First Class), de Matthew Vaughn

  • Melhor filme: Drive
  • Pior Filme do Ano: Inquietos (Restless);
  • Melhor diretor:  Nicolas Refn (Drive)
  • Melhor roteiro:  O Espião que sabia demais
  • Melhor ator: Jean Dujardin em O Artista
  • Melhor atriz: Kirsten Dunst em Melancolia
  • Melhor ator coadjuvante: Andy Serkis em Planeta dos Macacos
  • Melhor atriz coadjuvante: Shailene Woodley em Os Descendentes
  • Melhor elenco em obra cinematográfica:  Carnage
  • Melhor fotografia: A Árvore da Vida
  • Melhor animação:  Rango;
  • Melhores efeitos especiais: A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
  • Filmes Mais Superestimados:  O Homem que mudou o Jogo (Moneyball), Histórias Cruzadas (The Help), Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)

– Menções honrosas (ou, “outros bons filmes do ano”):

Tudo Pelo Poder (The Ides of March), O Artista (The Artist), O Abrigo (Take Shelter), A Invenção de Hugo Cabret (Hugo), Like Crazy (Like Crazy), Carnage (Carnage), Margin Call – O dia antes do fim (Margin Call), Meia-noite em Paris (Midnight in Paris), Passe Livre (Hall Pass)

– Filmes com grande potencial mas que eu não assisti (ou, “o mea culpa”):

Shame, O Palhaço, In Darkness, Young Adult, Pina, Chico & Rita.

 

 

Os favoritos no Oscar 2012 – Os melhores filmes segundo a crítica

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Nesse post você confere os favoritos e apostas da corrida dos prêmios cinematográficos da temporada 2011/2012, culminando com o Oscar.

*Alguns trailers não rodam da página do post e são direcionados ao Youtube, devido a questões de direitos autorais.

———

Intensificaram-se as ações de marketing dos estúdios para promover seus filmes. E, antes que os prêmios passem este post traz um guia dos filmes com maior possibilidade de recebrem indicações e saírem vencedores. Antes da lista propriamente dita é bom relembrar datas principais das premiações:

  • 15/12/2011 – anúncio dos indicados ao Globo de Ouro (com menor credibilidade, mas um bom termômetro para Oscar)
  • 15/01/2011 – premiação do Globo de Ouro com apresentação de Rick Gervais
  • 24/01/2012 – Anúncio dos indicados ao Oscar
  • 26/02/2012 – Entrega do 84º Oscar sob o comando de um dos melhores hosts que o prêmio já teve: Billy Cristal

Abaixo estão os filmes que certamente aparecerão nas indicações (seja por filme, roteiros, direção, …). E notória a diferença para o ano passado, que foi um ano fraco para o cinema, mas mesmo assim produziu algumas obras formidáveis criando-se uma polarização entre poucos filmes. Nesse ano, mesmo estando quase em dezembro a briga não se concentra entre um ou dois filmes principais, mas sim entre, no mínimo, 6.

Maiores comentários a respeito de cada um ainda virão neste blog. Por enquanto, apreciem uma rápida sinopse e o trailer dos filmes, com a seguinte legenda:

  • título do filme em vermelho – o filme é considerado um dos grandes filmes do ano, luta pelas categorias mais importantes e eu recomendaria que você visse;
  • título do filme em azul – destaca-se por apenas alguma particularidade (ator, atriz, parte técnica). Chances de algumas indicações e boa opção para se assistir;
  • título do filme em preto – aposta;

A árvore da vida (The tree of life) – ganhou o festival de Cannes, mas a Academia com seu conservadorismo dificilmente reconhecerá os méritos do filme de Terrence Malick que abusa do abstrato em detrimento de diálogos.

Drive – fez sucesso em festivais e tem fôlego para ganhar algumas indicações. Um filme que conta a história de um dublê de filmes de ação.

O Artista (The Artist) – um dos mais fortes concorrentes na temporada. Além de técnica apurada tem a pitada de nostalgia (e boas atuações) que a Academia gosta. Olho nesse filme !

Cavalo de Guerra (War Horse) – dirigido por Steven Spielberg começa a aparecer como o favorito tanto em categorias técnicas como nas principais (filme, roteiro, direção). É a retomada do diretor ao gênero que ele sabe fazer muito bem: guerra (nesse caso a 1ª Grande Guerra). Olho nesse filme !

Tão forte e tão perto (Extremely Loud and Incredible Close) – Depois de seu mediano ‘O Leitor’, Stephen Daldry volta a almejar um Oscar. Desta vez com Tom Hanks como protagonista num enredo que acompanha um garoto tentando descobrir o que aconteceu com seu pai na tragédia de 11 de setembro.

Warrior – pegando carona no sucesso que filmes de luta (O Lutador, O Vencedor) fizeram  recentemente, Warrior mostra Tom Hardy (em grande fase) como um lutador de boxe que tem como adversário o irmão. Pode ganhar indicações mas não leva nenhum prêmio.

J. Edgar – dirigido por Clint Eastwood com Leonardo DiCaprio e a cinebiografia do homem que iniciou a espionagem nos EUA, criou o FBI e mudou os rumos da política mundial. Um dos filmes mais esperados do ano, mas a recepção não tem sido tão positiva quanto o hype gerado. Vai brigar por prêmios, mas no “sprint” final ficará par a trás.

O espião que sabia demais (Tinker, Tailor, Soldier, Spy) – um dos favoritos para brigar por melhor filme e atores. Colin Firth depois do seu Discurso do Rei volta com mais força no filme de Tomas Alfredson (que dirigiu o grande Deixa ela entrar) contando a história de um espião britânico que era um agente duplo na Rússia. Olho nesse filme !

Millennium – Os homens que não amavam as mulheres (The Girl with the dragon tattoo) – adaptação do romance policial sueco feita por David Fincher. Mas, as chances reais de grandes prêmios são baixas segundo o próprio diretor; não pela qualidade, mas sim por conter muitas cenas “fortes”, como de estupro.

Tudo pelo poder (The Ides of March) – George Clooney volta a direção e conduz com maestria um dos grandes filmes do ano: a história de uma campanha política para o senado americano.  Aparecerá nos prêmios importantes mas sua vitória é incerta. Tem minha simpatia.

Um método perigoso (A Dangerous Method) – a invenção da psicanálise por Freud no seu cotidiano. Grandes atores (com Michael Fassbender em ótima fase mais o sensacional Viggo Mortensen). Porém, tem desapontado um pouco os críticos. Pela fragilidade do roteiro e atuação fraca de Keira Knightley.

Contágio – uma epidemia biológica se espalha pelo mundo. Com Matt Damon como protagonista. Concorre a vários prêmios mas provavelmente não leva nenhum. Porém, a direção forte que Steven Soderbergh emprega aos seus filmes deixa Contágio na briga até o final.

50/50 – uma das comédias com melhor recepção pela crítica relata a repercussão que o diagnóstico de câncer provoca na dupla de amigos vivida por Seth Rogen e Joseph Gordon-Levitt (a cada filme melhor). Comédias no Oscar tem menos chance de prêmios, mas como os Globos de Ouro tem categoria específica para isso é um dos favoritos para esse prêmio.

Carnage – filme do Roman Polanski. Um drama sobre família e educação dos filhos em duas famílias diferentes que conquista simpatia e qualidade pela simplicidade e veracidade das situações.

A invenção de Hugo Cabret (Hugo) –  Martin Scorsese mostra que é possível fazer do 3D não só um recurso que se adapta ao filme, mas um elemento chave para transformar uma história promissora (a de uma criança e seu brinquedo mágico) em algo único.  Grande repercussão positiva entre todos que já assistiram.

O Abrigo (Take Shelter) – Michael Shannon vive um pai de família com visões apocalípticas que colocam em dúvida se o que ele vê são profecias ou é ele que deve buscar tratamento.

Shame – Steve McQueen volta a direção após o impressionante Hunger com uma história de um viciado em sexo que se vê obrigado a dividir o apartamento com a irmã. Sem grandes chances.

Martha Marcy May Marlene – Elizabeth Olsen com grandes chances de indicações pela atuação. A história de uma mulher atormentada pelo passado que decide consertar falhas cometidas depois de ser inspirada por um líder religioso.

As Aventuras de Tin Tin – animação coproduzida por Steven Spielberg e Peter Jackson. A história do famoso detetive mirim. Contudo, mesmo com grande repercussão pelos nomes e custos envolvidos tem desapontado drasticamente a crítica  especializada e já é considerado fora do páreo.

Haywire – segue o estilo Missão Impossível: um grupo de agentes secretos de elite que executam missões a mando do governo dos EUA. Um bom thriller, mas que não empolga os votantes das premiações.

We need talk about Kevin – a história da criação e educação de um menino que vai se transformando num desafio para seus pais. Como disse um crítico norte-americano “é que como se a infância do Coringa virasse filme”. Não tem o mesmo marketing de outros concorrentes mas é um dos grandes filmes do ano.

O homem que mudou o jogo (Moneyball) – boas chances de indicações. O filme aborda a história real de um gestor de um clube de baseball (Brad Pitt) que usa programa de computador para escolher os jogadores.

Melancolia (Melancholia) –  Las Von Trier dirige um filme cult sobre a apreensão do impacto de um planta com a Terra gerada numa festa de casamento e num pequeno grupo de pessoas. Agradou muito em festivais europeus.

Meia noite em Paris (Midnight in Paris) – Woody Allen faz deste filme uma das comédias favoritas da crítica em 2011.

Os Descendentes (The Descendants) – George Clooney estrela um dos filmes que na última semana tomou a crítica especializada em elogios. Um drama sereno que retrata a mudança na vida de uma família após o acidente da mãe no Hawaii.

Compramos um zoológico (We bought a Zoo) – Cameron Crowe transforma uma história simplória (a compra de uma casa e zoológico por uma família vinda da cidade grande) num filme inspirador com uma trilha fantástica (que vai de Bob Dylan a Neil Young).

Cosmopolis – David Cronnenberg dirige um filme com Juliette Binoche (fantástica) e aposta em Robert Pattison como protagonista, vivendo a história de um jovem milionário que perde todo seu dinheiro.

Jovens adultos (Young Adult) – a volta de uma escritora famosa a sua pequena cidade natal. Reencontros ao passado e amores perdidos na direção de Jason Reitman que vem numa escala de sucesso após Up in the Air. Um grande trilha sonora num filme que receberá algumas indicações.

Take this waltz – Uma dramédia da indecisão de uma mulher entre escolher ficar com seu marido ou se aventurar numa nova vida com o amante.

Toda forma de amor (Begginers) – Ewan McGregor volta a atuar bem na deliciosa comédia de um homem que convive com a notícia que seu pai virou gay aos 65 anos (e sua posterior morte) com o encontro de uma paixão. Com um excelente ritmo na direção briga nos prêmios onde existem categorias dedicadas a comédia (mesmo não sendo uma comédia ao pé da letra, para sentar no sofá e dar risada). Vi e recomendo.

Uma semana com Marilyn (My week with Marilyn) – Michelle Williams após o brilhante Namorados para sempre retorna transformada no ícone do sécuo passado, Marilyn Monroe. Brigará pelo prêmio de melhor atriz.

A Dama de Ferro (The Iron Lady) – Maryl Streep finalmente quebrará o jejum de não só concorrer, mas também ganhar o Oscar de melhor atriz? Creio que sim, depois dessa cinebiografia da premier inglesa Margareth Tatcher.

Smurfs – num ano fraco de animações o mediano Smurfs tem boas chances de receber indicações.

Carros 2 – fracasso da Pixar, que talvez pelo seu nome e prestígio ainda consiga uma indicação nas animações.

Like Crazy – romance indie sobre a paixão de um casal de jovens e os desdobramentos de sua separação. Segue a linha dos ‘Namorados para sempre’ do ano passado.

Super 8 – concorrerá nos prêmios de efeitos especiais pela técnica que a equipe de JJ Abrams criou para ilustrar a chegada de seres alienígenas na terra, filmados por crianças.

Rango – a melhor animação do ano também é uma das favoritas para prêmios. O que enfraquece suas chances e que seu lançamento se deu há muito tempo, no longínquo (para padrões de prêmios) primeiro semestre de 2011.

Gato de Botas (Puss in boots) – a volta de um filme da Dreamworks ao Oscar? Num ano com decepção da Pixar é bem provável que a sequência do personagem de Shrek almeje uma indicação.

The Wettest county in the world – a história de uma família que monta negócio de contraband de bebidas durante a Lei Seca norte-americana. A repetição da pareceria de atuações de Tom Hardy e Gary Oldman. Até então nem a crítica dos EUA sabe o que esperar do filme, mas ninguém o descarta da corrida dos prêmios. SEM TRAILER

Harry Potter e as relíquias da morte, parte II – o encerramento da saga promete juntar o sentimentalismo do fato a competência técnica do filme. Brigará fortemente por prêmios técnicos.

  • FILMES ESTRANGEIROS

Tropa de Elite 2 – Um dos melhores filmes do ano merece (sem patriotismo) uma indicação. Terá fôlego nas campanhas de marketing contra filmes europeus? Acredito que sim.

Pina – um documentário do mestre Wim Wenders que também briga para entrar em filme estrangeiro. Um dos filmes mais bonitos do ano. A arte da dança para ser assistido no cinema, em alto e bom som.

La  Havre – a história de um menino africano que foge do seu país e é adotado por um idoso na França.

Habemus Papam – O mundo de ritos da escolha de um novo papa filmado por Ninno Moretti, um dos mestres italianos do cinema, que adiciona veracidade a tradição secular do conclave.

Uma Separação (A Separation) – A difícil decisão de um marido: sair do país sozinho para garantir um emprego melhor ou permanecer no Irã e ver seu pai degenerar com Alzheimer. Somente uma coisa não é possível, segundo as leis locais: deixar sua esposa e filhos partirem. Com certeza, o mais profundo drama do ano.

O Garoto e a bicicleta (The Gamin au vello) – Dos irmãos Dardenne, um drama envolvendo um orfão que encontra, pela primeira vez na sua vida, o amor maternal da mulher que o adota. Porém, desacostumado a isso, não valoriza o amor recebido, envolvendo-se com criminosos do bairro. E, tudo isso, quase sempre sobre uma bicicleta. Apesar do sucesso na Europa, não apostaria em prêmios para ele.

A Pele que habito (La piel que habito) – Filme de Pedro Almodovar que mostra o desespero de um cirurgião plático que ficou viúvo e a obsessão por criar um tipo de pele resistente a qualquer tipo de agressão. A volta de Almodovar ao mainstram com qualidade. Olho nele !

  • DOCUMENTÁRIOS

além de Pina (já citado no post) a corrida nessa categoria é a mais incerta dos últimos anos. Conforme o quadro de concorrentes vai se delineando o post será atualizado.

Resumo de Cannes 2011 – Principais filmes

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Depois da semana de exibições de filmes no Festival de Cannes, com a premiação (no júri presidido por Robert De Niro) e comentários da crítica especializada, apresento aqui os principais filmes que você deve ficar de olho, pois Cannes, muito mais que o Oscar (e outros prêmios) é realmente uma celebração a arte, deixando o business e lobby da indústria cinematográfica de lado.

Drive – filme que mais empolgou durante todo festival e levou o prêmio de melhor diretor (para Nicolas Hefn). Conta a história de um dublê (Ryan Gosling, em excelente fase) que usa suas habilidades para crimes.

A árvore da vida (The Tree of Life) – ganhou o prêmio de Melhor Filme (Palma de Ouro). Dirigido pelo  mestre Terrence Malick, com Brad Pitt e Sean Penn tem tudo para ser um dos favoritos ao Oscar de melhor filme em 2012. Em Cannes, quem viu, saiu dizendo que era a “melhor coisa já vista” ou “a pior”. Um genérico “ame ou odeie”. Enfim, é o meu favorito entre todos os filme do ano.


Melancholia – deu prêmio de melhor atriz a Kirsten Dunst e causou polêmica pelas declarações de seu diretor. Virou notícia em todo o mundo. Quanto ao filme,  o trabalho de Lars von Trier segue sua sina intimista e, olha a ironia, melancólica. Não é um filme para o grande público.

La Havre – um dos favoritos para a Palma de Ouro, perdeu na última hora. Do cultuado diretor Aki Kaurismäki.


A Pele que habito (La piel que habito) – um dos melhores filmes de Pedro Almodóvar, que se lança no gênero terror com sucesso.

O Garoto da Bicicleta (Le gamin au vélo) – do cultuado diretor Jean-Pierre Dardenne, conta a história de um garoto que é abandonado pelos pais e passa pela mão de vários tutores.

O Artista (The Artist) – deu prêmio de melhor ator a Jean Dujardin. Tem ainda no elenco, John Goodman e James Cromwell. A história de um ator na Hollywood da década de 1920. Esse filme ainda vai dar muito o que falar na corrida do Oscar, fique de olho.

Meia-noite em Paris (Midnight in Paris) – o novo filme de Woody Allen. Melhor recebido pela crítica que os últimos do cineasta (que já eram bons). Não estava competindo pelos prêmios, apenas teve exibição em Cannes. A história de um escritor em decadência que decide ir a Paris buscar inspiração. Com Owen Wilson, Marrion Cotillard e Rachel McAdams. 


This must be the place – filme do italiano Paolo Sorrentino traz Sean Penn como um roqueiro acabado, de 50 anos, que decide procurar o seu pai, um nazista. Não foi premiado no festival mas é consenso que a atuação de Sean Penn vale uma indicação aos principais prêmios do ano.

Omiti desta lista vários filmes, que certamente (e infelizmente) “morrerão” no ano, isto é, terão estreia limitadas e provavelmente nem virão ao Brasil. Quiça em DVD.

Outro caso curioso é o do filme Footnote, que ganhou prêmio de melhor roteiro, mas foi muito criticado. A única ressalva foi o roteiro. Mas a obra em si, passa batido perto dos outros desta lista.

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