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Short Review: Drive (2011)

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Após o tremendo sucesso que fez no Festival de Cannes deste ano (ganhou prêmio de melhor diretor), o filme Drive, dirigido por Nicolas Refn e estrelado por Ryan Gosling chegou a hora de você conferir a crítica desse poderoso filme.

O roteiro que gira em torno da vida do dublê que não possui nome (Gosling) de cenas de ação para o cinema e, nas horas vagas, motorista de fuga para crimes (o fato de não possuir nome é uma ótima referência aos personagens de Clint Eastwood nos westerns de Sergio Leone) dá o tom a principal característica do filme: não apresentar grandes oscilações de humor e ritmo nos diálogos. Se engana quem possa imaginar um filme monotono, pois essas oscilações ocorrem através do próprio contexto da cena, já que Ryan Gosling interpreta muito bem alguém que raramente esboça uma emoção, mas faz o que tem que ser feito, nem que isso inclua, na ótica no filme, praticar atos violentos grotescos como matar pessoas ao melhor estilo Quentin Tarantino: não basta retratar a cena de um crime ou assassinato, tem que ser cinematograficamente “bonito”.

Com um elenco coadjuvante muito bom (Carey Mulligan enfim em uma boa atuação e Albert Brooks sagaz nas suas frases – exemplo: na cena em que Brooks estende a mão para cumprimentar Gosling, este responde que está sujo [de graxa] e Brooks retruca “Também estou sujo”, mas essa sutil resposta idz respeito a sujeira dos crimes organizados por ele).

Por fim, outra grande qualidade do filme é a estética e vitalidade com que Refn filma as cenas, dando força aos personagens sem precisar intensificar ritmo da película (destaque para a ótima cena do elevador com variação da luminosidade ou a cena que Gosling apenas acompanha outro personagem sair do recinto com o olhar, sereno mas extremamente concentrado). A isso, se soma a trilha sonora que segue um mesmo tom e, mesmo assim, se altera no decorrer do filme (dica:  escute a música da introdução – http://www.youtube.com/watch?v=MV_3Dpw-BRY). A soma de todos estes pontos levantados aqui resulta num filme que poderia ser extremamente banal (quantos filmes com perseguições, crimes e dublês não existem e são apenas entretenimento?), mas não é. É um dos melhores filmes do ano.

Nota: 4/5

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Written by _ricardo

17/12/2011 at 14:08

Resumo de Cannes 2011 – Principais filmes

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Depois da semana de exibições de filmes no Festival de Cannes, com a premiação (no júri presidido por Robert De Niro) e comentários da crítica especializada, apresento aqui os principais filmes que você deve ficar de olho, pois Cannes, muito mais que o Oscar (e outros prêmios) é realmente uma celebração a arte, deixando o business e lobby da indústria cinematográfica de lado.

Drive – filme que mais empolgou durante todo festival e levou o prêmio de melhor diretor (para Nicolas Hefn). Conta a história de um dublê (Ryan Gosling, em excelente fase) que usa suas habilidades para crimes.

A árvore da vida (The Tree of Life) – ganhou o prêmio de Melhor Filme (Palma de Ouro). Dirigido pelo  mestre Terrence Malick, com Brad Pitt e Sean Penn tem tudo para ser um dos favoritos ao Oscar de melhor filme em 2012. Em Cannes, quem viu, saiu dizendo que era a “melhor coisa já vista” ou “a pior”. Um genérico “ame ou odeie”. Enfim, é o meu favorito entre todos os filme do ano.


Melancholia – deu prêmio de melhor atriz a Kirsten Dunst e causou polêmica pelas declarações de seu diretor. Virou notícia em todo o mundo. Quanto ao filme,  o trabalho de Lars von Trier segue sua sina intimista e, olha a ironia, melancólica. Não é um filme para o grande público.

La Havre – um dos favoritos para a Palma de Ouro, perdeu na última hora. Do cultuado diretor Aki Kaurismäki.


A Pele que habito (La piel que habito) – um dos melhores filmes de Pedro Almodóvar, que se lança no gênero terror com sucesso.

O Garoto da Bicicleta (Le gamin au vélo) – do cultuado diretor Jean-Pierre Dardenne, conta a história de um garoto que é abandonado pelos pais e passa pela mão de vários tutores.

O Artista (The Artist) – deu prêmio de melhor ator a Jean Dujardin. Tem ainda no elenco, John Goodman e James Cromwell. A história de um ator na Hollywood da década de 1920. Esse filme ainda vai dar muito o que falar na corrida do Oscar, fique de olho.

Meia-noite em Paris (Midnight in Paris) – o novo filme de Woody Allen. Melhor recebido pela crítica que os últimos do cineasta (que já eram bons). Não estava competindo pelos prêmios, apenas teve exibição em Cannes. A história de um escritor em decadência que decide ir a Paris buscar inspiração. Com Owen Wilson, Marrion Cotillard e Rachel McAdams. 


This must be the place – filme do italiano Paolo Sorrentino traz Sean Penn como um roqueiro acabado, de 50 anos, que decide procurar o seu pai, um nazista. Não foi premiado no festival mas é consenso que a atuação de Sean Penn vale uma indicação aos principais prêmios do ano.

Omiti desta lista vários filmes, que certamente (e infelizmente) “morrerão” no ano, isto é, terão estreia limitadas e provavelmente nem virão ao Brasil. Quiça em DVD.

Outro caso curioso é o do filme Footnote, que ganhou prêmio de melhor roteiro, mas foi muito criticado. A única ressalva foi o roteiro. Mas a obra em si, passa batido perto dos outros desta lista.

Review: Bastardos Inglórios

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Bastardos

Calem-se os que falaram mal do novo filme de Tarantino !

Essa crítica especializada que não suporta ver norte-americanos como heróis sanguinários, maus, verdadeiros anti-heróis. Afinal, só pode ser esse o motivo de publicações como a Variety não ter recebido bem o longa na sua estreia nos Estados Unidos – o que já faz algum tempo.

No último final de semana foi a vez do Brasil receber o filme Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds) em seus cinemas. O que dizer? Simples assim: se você gosta dos filmes de Quentin Tarantino (Pulp Fiction e Cães de Aluguel, entre outros) você vai apreciar (e muito) os Bastardos. Mas, se roteiros mais criativos, histórias dvididas em capítulos e a mistura d ewestern com HQs não te impressiona é recomeno que escolha uma sala de cinema com outro filme.

Mas, com0 eu sempre fui entusiasta de Tarantino, me rendo a essa nova produção. Pela falta de filmes bons nessa safra de Hollywood, Bastardos Inglórios é um sopro de qualidade em 2009.  A pegada do diretor que parece imitar Sergio Leone (famoso diretor de faroestes como Três Homens em Conflito), presente já na primeira cena dá a tônica do filme. A sensação (nossa e das personagens) de que algo muito importante vai acontecer na sequência e a incapacidade de agir – a estética da iminência do acontecimento – somadas a construção das personagens são os pontos fortes do filme. Tudo é previsível e nada é previsível para Tarantino. Até a cena mais banal da conversa num bar pode transformar numa das cenas principais do filme. As atuações do cast principal são irreprensíveis e com todo destaque à Christoph Waltz (Coronel Landa), uma das melhores atuações do ano.

Por outro lado, há edição do filme com cortes muito prematuros entre as cenas deixam um pouco a desejar. Mas nada que muda minha opinião sobre a película: UM FILMAÇO !

Enfim, 2ª Guerra Mundial com um toque de Tarantino, cenas de um humor genuíno com Hitler e Goebbels e um final alternativo a história real fazem deste mais um dos filmes inesquecíveis do diretor !

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Se você não sabe de que filme estou falando mas ficou curioso para saber mais embaixo está o trailer:

Written by _ricardo

14/10/2009 at 23:54

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