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Os 12 melhores discos de 2012 – a lista das listas

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Final de ano. Tempo de festas para a maioria, menos para os blogueiros que decidem elaborar listas e listas sobre melhores, piores e mais bizarros filmes, músicas e tombos da Lady Gaga.

Embora o blog esteve respirando com ajuda de aparelhos este ano (aguarde, 2013 teremos mudanças) é minha obrigação meu desejo compartilhar a minha aguardada lista de 12 MELHORES DISCOS DO ANO.

O resultado de uma intensa procura e classificação de vários álbums produzidos em 2012 foi uma seleta lista de 12 (afinal, 2012) discos do ano. E qual o resumo do ano, na música? Dois mil e doze foi um ano que, se embora não teve uma obra-prima de alguma banda/cantor, apresentou diversos bons trabalhos, muitas vezes semelhantes na evolução e tema central do disco. De modo geral, como a lista vai comprovar, sobressairam-se os compositores que melhor exploraram temática da abstração da realidade, rotina e do cotidiano.

Mas, como não poderia deixar de acontecer, houveram também decepções. E se são decepções é porque havia potencial e para alcançarem melhores resultado. Para exemplificar, o disco do The Killers deixou muito a desejar (principalmente se lembrarmos do último ‘Day & Age‘, fantástica obra de 2008). Houve também o caso Jack White –  com o lançamento do primeiro disco solo do cantor (‘Blunderbuss‘), com ótimas músicas mas que não funcionam como disco (apenas como singles).

E, antes da lista propriamente dita, para quem chegou agora neste blog, confira também as listas dos melhores de 2010 e 2011:  aqui (2010) e aqui (2011).

*alguns dos vídeos das músicas só podem ser vistos no Youtube, devido a questões de direitos autorais. Mas, é bem simples: é só clicar em “Assista no Youtube” que você será redirecionado a página para ouvir a música


12.
 “Port of Marrow”The Shins 


11.
 “Channel Orange”Frank Ocean – rap sem agressivadade no ritmo. Mas, de sobra, nas letras.


10.
 “La Voyage Dans La Lune”Air – puramente instrumental. Uma viagem ao espaço, digna de 2001: Uma Odisséia no Espaço


9.
 “Sweet Heart Sweet Light”Spiritualized – um dos discos mais completos do ano. A combinação na medida certa entre o pop (alô publicitários! tem música aí esperando para entrar em muita propaganda) e a nostalgia do rock, perfeita para QUALQUER MOMENTO.


8.
 “Celebratin Rock”Japandroids – a dupla de canadenses faz deste o melhor disco punk do ano. Sem exagerar em maneirismos do gênero expressa frutração e vontade de estar sempre em movimento.


7.
 “Mondo”Electric Guest – embora tenha cara de trabalho experimental, o disco de estreia do Electric Guest se mostra mais do que um demo para gravadora. É maduro e traz para um 2012 arranjos que você achou que depois do Kraftwerk não seriam mais aceitáveis.


6.
 “Beacon”Two Door Cinema Club – composições com a cara do inverno. O paradoxo da dor x libertação de estar por conta própria no mundo  !


5.
 “Shields”Grizzly Bear – o grande sucesso da banda nos EUA tem explicação lógica: músicas com identidade própria, mas que seguem o perfil indie de Black Keys e Arcade Fire.


4.
 “Boys & Girls”Alabama Shakes – O soul, o jazz e o rock: todos em um, nesse incrível presente disco do ano. E, para completar, a escolha do nome da banda foi perfeita.

E O TOP 3 !

3. “Born to Die”Lana Del Rey – Lana del Rey é o típico caso de “ame ou odeie”. Enquanto muitos estão preocupados com a mudança que ela sofreu (visual, nome, estilo) eu me detenho ao que interessa ao presente momento: o seu disco (CD duplo) deste ano. Composições (para não mencionar os videoclipes) que, embora bem semelhantes entre si, são únicas no universo musical atual (assim como era Amy Winehouse) ! E, se Lana for uma farsa, devo dizer que é a melhor farsa da música atual.

2. “Sun”Cat Power – a maturidade da Cat Power nesse disco é exuberante. Ela sabe o que quer e como chegar. Para isso, basta misturar boas doses de teclado e uma singela sensualidade na voz !

1. “Strangeland”Keane – além de ótimas músicas o Keane fez o que ninguém conseguiu integralmente: lançar um disco completo, que conta uma história. Um disco que você rapidamente sabe que a música isolada faz parte de algo maior. Assim como Cat Power, é visível o amadurecimento da banda nesse disco. Mais sérios e determinados sem perder faceta pop do início da carreira. 

 

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Written by _ricardo

24/12/2012 at 15:29

Publicado em Listas, Música

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Review: Scenes from Suburbs (2011) – o disco do Arcade Fire que virou filme

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Em 2010 o Arcade Fire gravou um álbum intitulado The Suburbs – e esse foi um dos melhores discos do ano. Mas a ousadia da banda canadense não parou na qualidade fonográfica. Para o primeiro videoclipe do álbum, da música Suburbs, o diretor escolhido foi ninguém menos que Spike Jonze, aclamado pelos seus trabalhos recentes no cinema e reconhecido como um dos melhores diretores de clipes musicais.

Mas, além do clipe (que está no vídeo acima), a parceria entre Jonze e o Arcade Fire resultou em um curta metragem intitulado Scenes from Suburbs, onde a trama do vídeo acima é desenvolvida ao som do disco da bandas. E o que é possível dizer sobre esse projeto ousado: transformar um disco conceitual em filme ? Eis as minhas impressões:

O filme, de aproximadamente 30 minutos é uma obra corajosa que tem êxito ao transmitir o clima do disco The Suburbs ao espectador e funciona assim: quem não escutou o álbum consegue captar seus conceitos (e provavelmente se sentirá tentado a escutá-lo posteriormente) e quem já conhecia as letras olha o filme encantado com as interpretações feitas para as músicas. A utilização das faixas Sprawl (I e II), assim como Month of May – que embala uma festa no filme – são primorosas. Mas, deixando a música de lado, é importante informar a trama do filme: é o mesmo grupo de amigos retratado no clipe do vídeo deste post, onde o protagonista vai revivendo os acontecimentos do grupo em flashbacks. E aí está o maior mérito de Spike Jonze, por usar esse tipo de narrativa, pois um desenvolvimento linear não seria possível nesse tipo de projeto. E é claro, todos os jovens vivem no subúrbio norte-americano, que vai sofrendo grande transformações, assim como os próprios personagens –  e este também é o tema central do disco ! A atuação dos garotos (que nunca tinham atuado; foram escolhidos em escolas dos EUA pelo diretor, mas não poderiam ter experiência profissional) é boa. Uma ressalva que é necessária fazer é o personagem Winter, que vai se tornando instrospectivo mas falta um desenvolvimento maior que os quase 30 minutos não dão. No fim, prevalece o clichê de que “eles continuam jovens, mas o que eles viveram os transformou” que é banal em termos cinematográficos mas tão verdadeiro que não vi problema nenhum no modo em como ele é colocado. E o filme termina com Suburban War (minha música favorita da banda) num clima pra lá de nostálgico.

Obs.: a cena da festa onde dá a entender que Kyle (o protagonista) beija a garota – mas isso não é mostrado – é genial !

E a melhor parte de tudo isso é que o curta está disponível para ser assistido na integra no portal Mubi.com, através deste link. Corre para assistir (ainda mais se você gostou do vídeo do post)!

Nota: 4/5

 

Update1 – o filme foi retirado do portal Mubi.com, mas é fácil encontrá-lo para download após uma rápida busca no Google 😉

Written by _ricardo

27/06/2011 at 19:53

Os melhores discos de 2010: parte 3/3 (5 – 1)

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Os melhores álbuns de 2010 – Na parte 1 dessa lista você conferiu as posições 11 a 15, e na parte 2 as posições 6 a 10. Pois bem, chegou  hora dos 5 melhores.

*a maioria dos vídeos das músicas só podem ser vistos no Youtube, devido a questões de direitos autorais. Mas, é bem simples: é só clicar em “Assista no Youtube” que você será redirecionado a página para ouvir a música.

5.Band of Joy“, Robert Plant – depois de se tornar um ícone nas décadas de 70 e 80, como vocalista do Led Zepellin, Robert Plant, em sua carreira solo, partiu para um nicho totalmente novo: músicas com tonalidades country e folk. E após um controverso disco com a participação de Allison Kraus, em 2010, ele mostra novamente porque seu nome já é sucesso há um bom tempo. Com um lado mais sombrio que as músicas folks habituais, Plant constrói um disco que beira a psicodelia, principalmente na ânsia de procurar uma solução para suas angústias de modo urgente.

4. “Wake  Up“, John Legend and The Roots – Uma parceria que fez bem a ambos, pois deu a qualidade do timbre de voz de John Legend uma essência com a trupe do Roots. Impossível não ouvir e não associar a melodias da soul music e a música tema de Shaft. A pegada black e soul do disco é uma das melhores surpresas do ano !

e o top 3:

3.Lungs“, Florence and The MachineÉ o primeiro álbum da banda e já desponta como um diferencial na cena alternativa do rock. Foi o album que me fez perder o preconceito com bandas cujo vocal é feminino. Um disco puramente dedicado a sinestesia, ou seja, a ser “sentido” de diferentes modos sensoriais. Um ponto de exclamação num cenário musical chato e depressivo. Devido a criatividade dos videoclipes e qualidade das músicas foi bem difícil escolher um para representá-lo, mas aí está:

2.Mojo” , Tom Petty and The HeartbreakersSem produzir qualquer material inédito há muito tempo, 2010 foi o ano de conhecermos o resultado da volta de Tom Petty e dos Heartbreakers: triunfal. A sincronia dos instrumentos, principalmente da primeira guitarra e a voz de Tom são a essência nesse disco, que se escutado na íntegra tem uma sequência formidável, uma história sendo contada. Coisa rara, ultimamente. Ou se preferir, como disse a revista Rolling Stone em sua acertada crítica, eles conseguiram fazer o mais difícil, agradar a audiência mais exigente do mundo: eles mesmos.

1. The Suburbs“, Arcade Fire Como já havia escrito aqui, na crítica do álbum, 2010 trouxe essa masterpiece da banda canadense. Uma obra para ser lembrada entre os grandes discos. Uma necessidade desesperada de encontrar algo que se perdeu há muito tempo. Um clamor que alterna momentos nostálgicos e a pretensão de seguir na busca pelo nirvana. A preocupação, de acima de tudo, dar o seu melhor, a essência da banda é claramente vista nesse magnífico vídeo de um show deles em New York:

E o que dizer do videoclipe dirigido por Spike Jonze?

Para aqueles que gostam de apenas um gênero musical, 2010 pode até ter sido mediano. Mas para quem se faz valer da máxima “música boa sem rótulos” foi um ano incrível, que ainda teve tantos outros bons discos que não entraram aqui, como o do Hot Chip, do Vampire Weekend, MGMT,….mas 2010 já ficou para trás, e 2011 se anuncia como um ano promissor no mercado fonográfico, pois teremos os novos álbuns do Foo Fighters, Coldplay, Peter Bjorn and John, The Kooks,  Edward Sharpe and The Magnetic Zeros e rumores sobre novos discos do The White Stripes, Queens of Stone Age e Strokes, entre outros.

Written by _ricardo

20/12/2010 at 21:54

Os melhores discos de 2010: parte 2/3 (10 – 6)

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Os melhores álbuns de 2010 – Na parte 1 dessa lista você conferiu as posições 11 a 15, e agora entramos no top 10 !

*a maioria dos vídeos das músicas só podem ser vistos no Youtube, devido a questões de direitos autorais. Mas, é bem simples: é só clicar em “Assista no Youtube” que você será redirecionado a página para ouvir a música.

10.The Lady Killer“, Cee-lo Green – foi o último disco a entrar nessa lista (tive que deixar o trabalho do Hot Chip de fora), mas foi por uma boa causa: Cee-lo Green, conhecido pelo seu trabalho do Gnarls Barkley, faz desse disco solo um dos mais influentes de 2010. Com letras sempre irreverentes e um timbre de voz inconfundível, dita tendências para outras bandas, seja no pop, rock, R&B.

9. “My Beautiful Twisted Dark Fantasy“, Kanye West – considerado o melhor disco pelo NME e pela Rolling Stone Magazine, há de se admitir que é uma obra-prima. Nenhuma faixa é igual a outra; uma profusão de melodias difícil de classificar quanto ao gênero.

8.Le Noise“, Neil Young – Oito novas músicas do lendário cantor que há muito não lançava material inédito. Dispensa maiores descrições, afinal é Neil Young dando o seu melhor, fazendo poesia com enorme facilidade.

7.Sting in the Tail” , Scorpions – o último disco da lendária banda alemã. O melhor deles em muito tempo. A volta aos ritmos clássicos, ao velho rock que os consagrou em  1980. Bons riffs de guitarra e letras com a única pretensão de animar o ouvinte.

6. Brothers“, The Black Keys – Todos querem fazer rock atualmente, mas poucos o fazem. Caem na conversa dos empresários e gravadoras, e acabam compondo músicas pop. Mas o Black Keys continua firme na pegada geek e roqueira, sempre irreverentes. Diferentes da maioria das bandas, são indispensáveis para quem gosta de rock.


No próximo post o TOP 5 dos melhores discos de 2010 !

Written by _ricardo

18/12/2010 at 14:52

Os melhores discos de 2010: parte 1/3 (15-10)

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Dando sequência na moda das retrospectivas de final de ano, como eu já havia adiantado,  chegou a hora de falar de música \o/

E 2010, mesmo para quem não tá sempre procurando novos albuns e bandas, foi um ano muito bom. De janeiro a dezembro tivemos grandes e icônicos discos. Dentre os quais, selecionei os 15 que mais me agradaram: portanto, os melhores de 2010. Dividi essa lista em 3 posts em ordem decrescente, para que você tenha tempo de procurar informações sobre os albuns e bandas, e para que o blog tenha posts “de reserva” (sim, essa é a tática mesmo).

Como a lista é pequena e são analisados aqui os discos em todas as suas faixas, muitas bandas ficaram de fora, mesmo tendo uma ou duas músicas de grande valor.

Feita essa introdução, embarque agora para uma fantástica viagem no mundo contemporâneo da música, cujo único pré-requisito é ter um fone de ouvido/caixas de som !

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Os melhores álbuns de 2010

*a maioria dos vídeos das músicas só podem ser vistos no Youtube, devido a questões de direitos autorais. Mas, é bem simples: é só clicar em “Assista no Youtube” que você será redirecionado a página para ouvir a música.


15.Come Around Sundown“, Kings of Leon – tão conceitual quanto o último (e famoso) disco deles, este de 2010, traz uma     evolução nos sons graves, especialmente os do baixo.

14. “Recovery“, Eminem – fiel as suas origens que o fizeram famoso, Eminem continua fazendo algo diferenciado: rap para um grande público, com qualidade nas melodias e capricho na produção das músicas.

13.To the Sea“, Jack Johnson – odiado por alguns e adorado por outros, Jack Johnson lança em 2010 mais um disco semelhante aos demais, mas muito digno de se ouvir, principalmente no verão ou em momentos de descanso.

12.This Is happening” , LCD Soundsystem – a mistura de sons polifônicos, technos com um rock urbano. Ideal para a festa intimista que você planeja realizar no seu apartamento. Extremamente conceitual, alterna estados de humor de modo impressionante. Excelente para ouvir com um bom sistema de som, subwoofer,….

11. The Age of Adz“, Sufjan Stevens – imprescindível estar nas listas dos “melhores do ano” feito por qualquer ser racional, foi uma boa surpresa do ano. Puramente experimental, trazendo a tona vários e estilos e conseguindo despretensiosamente transformar as músicas em singles.

E, fiquem ligados que na próxima parte teremos do número 6 ao 10. E só melhora !

Written by _ricardo

15/12/2010 at 16:28

Review: Arcade Fire – The Suburbs (2010)

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“In the suburbs I learned to drive and you told me we’d never survive……

We were already bored…..

Sometimes I can’t believe it I’m movin’ past the feeling

Sometimes I can’t believe it I’m movin’ past the feeling again

Lançado na última semana, e já devidamente disseminado pela internet, o novo álbum do grupo canadense The Arcade Fire, intitulado ‘The Suburbs’ faz deste que vos escreve tirar duas conclusões imediatas:

– como pude passar tanto tempo sem dar a atenção devida a banda?

– certamente é um dos melhores álbuns do ano.

Dito isso, faz-se necessário expressar ao menos um relato sobre a energia própria que o grupo alcançou nesse trabalho. Sem querer mudar de estilo se comparados aos trabalhos anteriores, os canadenses promovem uma significativa evolução na composição e harmonia de suas músicas. Todas elas são únicas, mas todas são a essência do Arcade Fire, começando, por exemplo, com a canção que dá nome ao álbum, The Suburbs, (cujo trecho dá início ao post) um hit indie com uma melodia simples e contagiante, que assim como as demais clama por atenção,  é uma prece desesperada por um tipo de caos .

As faixas alternam ainda momentos de maior energia, como em Month of May e Empty Room, onde há uma urgência para ir ao encontro de algo, simplesmente a necessidade e desespero de não ficar imóvel a situação. Por outro lado, os fãs mais apegados a banda vão elogiar as duas versões de Sprawl (principalmente a Sprawl II) ou Suburban War, muito mais introspectivas que as demais, que evocam nostalgia e quando percebemos estamos mergulhados em memórias inestimáveis.

Sem querer fazer desse post um relato sobre cada faixa, pois escutar e sentir a música cabe a você, leitor, sinto-me na obrigação de citar Deep Blue e Wasted Hours como indispensáveis e Suburban War e The Suburbs como as melhores músicas do disco e as melhores que ouço em muito tempo, que te prendem ao momento e ao mesmo tempo clamam por uma necessidade de fuga iminente.

Enfim, esse álbum fará com que mais pessoas conheçam e admirem a banda, mas não por meio da política de “se vender para o pop”, e sim manter-se aos mesmos ideais inicias. E é por isso, que – para o bem ou para o mal – Arcade Fire continuará sendo uma banda de nicho, cult e indie. Mas, e daí?

Written by _ricardo

15/08/2010 at 12:00

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