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Os melhores Filmes de 2012 – A lista das listas

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Quem acompanha cinema sabe que o ano para a indústria cinematográfica não acaba dia 31 de dezembro e sim no domingo do Oscar. Isso se deve ao fato das produções terem datas agendadas para estreia no cinema de acordo com a data do prêmio, para estarem ainda na memória recente dos votantes. Obviamente, um filme de maio ou julho pode concorrer ao Oscar, mas os gastos na campanha publicitária do mesmo serão bem maiores, pois além de mostrar aos votantes que o filme (assim como os atores, roteiristas, …) está aí para receber a indicação será preciso relembra-los de por quê mesmo aquele filme merecia o voto dele.

Feita essa introdução, assim eu justifico a minha lista de melhores do ano que sai só agora e, compreende os filmes que são elegíveis ao Oscar 2012, ou seja, que tiveram lançamento (nos EUA) entre fevereiro de 2012 e fevereiro de 2013.

O ano de 2012 no cinema mundial (em especial, norte-americano) foi de um bom número de bons filmes, porém foi um ano sem grandes atuações de protagonistas femininas (prova disso é minha opinião que as 5 indicadas a melhor atriz no Oscar tiverem um desempenho modesto apenas). Então, pode-se dizer que foi um ano ligeiramente machista nas principais produções (veja, por exemplo, Lincoln, Django Livre, As Aventuras de Pi e Argo).

Além disso, um fato presente em grande número de filmes foi a visão autoral dos diretores que focou num aspecto mais documentarista do que ceder aos caprichos de colocar carga dramática por pura vontade própria. Como exemplo, temos A Hora Mais Escura e Lincoln, que não caem na tentação de “enfeitar” a história apenas para deixa-la mais agradável. Obviamente, existem truques e roteiros bem amarrados para ninguém ficar descontente a ponto de achar que estar assistindo um documentário do Discovery Channel em vez de um filme de Steven Spielberg.

E, fazendo-se paralelo com os últimos prêmios Oscar, esse talvez seja o ano onde houve mais filmes bons (ao meu gosto) que passaram longe das disputas principais, para nos lembrar o quanto a Academia de Ciências Cinematográficas (que organiza o Oscar) é conservadora e – retificando o primeiro parágrafo deste post – teimosa em se restringir a considerar filmes lançados num curto período do ano.

Cabe ainda mencionar o fracasso da Pixar (ao menos para os “padrões de qualidade Pixar” que estamos acostumados) neste ano com sua animação Valente. Enfim, o resultado de 2012 no cinema pode ser visto como o produto de 10% de uma década, mas jamais devemos generalizar a ponto de esquecer dos filmes que fugiram da média e se destacaram.

Por tudo isso, abaixo apresento a minha lista do meu TOP 5 de filmes do ano e meus votos caso eu pudesse escolher quem eu quisesse num “Oscar dos sonhos”. Falando em Oscar, mesmo tendo algumas certezas em prêmios importantes a edição de 2013 é uma das imprevisíveis em várias categorias (diretor, fotografia, atriz, melhor animação), muito em parte da falta de consenso entre os votantes, como foi apresentado pelos jornalistas norte-americanos.

Eis a lista:

TOP #5 de 2012

1 – Holy Motors, de Leos CaraxImagem

 2 – O Mestre, de Paul Thomas Anderson

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3 – Argo, de Ben Affleck

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4 – Marcados para morrer (End of Watch), de David Ayer

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5 – Indomável Sonhadora (Beasts of Southern Wild), de Benh Zeitlin

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Menções honrosas (ou, “outros bons filmes do ano”):

Detona Ralph (Wreck-it Ralph), Magic Mike, Ted, As Aventuras de Pi (Life of Pi), Lincoln, A Hora Mais escura (Zero Dark Thirty), César Deve Morrer (Cesare deve morire), Killer Joe, Game Change, Operação Kon Tiki (Kon Tiki), Twixt, Moonrise Kingdom.

  • Melhor filme: Holy Motors
  • Pior Filme do Ano: O homem da máfia (Killing them softly)
  • Melhor diretor:  Paul Thomas Anderson, O Mestre
  • Melhor roteiro:  Argo
  • Melhor ator: Denis Lavant, Holy Motors
  • Melhor atriz: Jessica Chastain, A Hora Mais Escura
  • Melhor ator coadjuvante: Tommy Lee Jones, Lincoln
  • Melhor atriz coadjuvante: Amy Adams, O Mestre
  • Melhor elenco em obra cinematográfica:  Argo
  • Melhor fotografia: O Mestre
  • Melhor animação:  Detona Ralph (Wreck-it Ralph)
  • Melhores efeitos especiais: As Aventuras de Pi (Life of Pi)
  • Filmes Mais Superestimados:  O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook), Amor (Amour), Cosmopolis.

Filmes de 2012 com grande potencial mas que eu não assisti (ou, “o mea culpa”):

O Som ao Redor’, ‘Alguém apaixonado (Like Someone in Love)’.

 

Written by _ricardo

24/02/2013 at 17:43

Os 12 melhores discos de 2012 – a lista das listas

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Final de ano. Tempo de festas para a maioria, menos para os blogueiros que decidem elaborar listas e listas sobre melhores, piores e mais bizarros filmes, músicas e tombos da Lady Gaga.

Embora o blog esteve respirando com ajuda de aparelhos este ano (aguarde, 2013 teremos mudanças) é minha obrigação meu desejo compartilhar a minha aguardada lista de 12 MELHORES DISCOS DO ANO.

O resultado de uma intensa procura e classificação de vários álbums produzidos em 2012 foi uma seleta lista de 12 (afinal, 2012) discos do ano. E qual o resumo do ano, na música? Dois mil e doze foi um ano que, se embora não teve uma obra-prima de alguma banda/cantor, apresentou diversos bons trabalhos, muitas vezes semelhantes na evolução e tema central do disco. De modo geral, como a lista vai comprovar, sobressairam-se os compositores que melhor exploraram temática da abstração da realidade, rotina e do cotidiano.

Mas, como não poderia deixar de acontecer, houveram também decepções. E se são decepções é porque havia potencial e para alcançarem melhores resultado. Para exemplificar, o disco do The Killers deixou muito a desejar (principalmente se lembrarmos do último ‘Day & Age‘, fantástica obra de 2008). Houve também o caso Jack White –  com o lançamento do primeiro disco solo do cantor (‘Blunderbuss‘), com ótimas músicas mas que não funcionam como disco (apenas como singles).

E, antes da lista propriamente dita, para quem chegou agora neste blog, confira também as listas dos melhores de 2010 e 2011:  aqui (2010) e aqui (2011).

*alguns dos vídeos das músicas só podem ser vistos no Youtube, devido a questões de direitos autorais. Mas, é bem simples: é só clicar em “Assista no Youtube” que você será redirecionado a página para ouvir a música


12.
 “Port of Marrow”The Shins 


11.
 “Channel Orange”Frank Ocean – rap sem agressivadade no ritmo. Mas, de sobra, nas letras.


10.
 “La Voyage Dans La Lune”Air – puramente instrumental. Uma viagem ao espaço, digna de 2001: Uma Odisséia no Espaço


9.
 “Sweet Heart Sweet Light”Spiritualized – um dos discos mais completos do ano. A combinação na medida certa entre o pop (alô publicitários! tem música aí esperando para entrar em muita propaganda) e a nostalgia do rock, perfeita para QUALQUER MOMENTO.


8.
 “Celebratin Rock”Japandroids – a dupla de canadenses faz deste o melhor disco punk do ano. Sem exagerar em maneirismos do gênero expressa frutração e vontade de estar sempre em movimento.


7.
 “Mondo”Electric Guest – embora tenha cara de trabalho experimental, o disco de estreia do Electric Guest se mostra mais do que um demo para gravadora. É maduro e traz para um 2012 arranjos que você achou que depois do Kraftwerk não seriam mais aceitáveis.


6.
 “Beacon”Two Door Cinema Club – composições com a cara do inverno. O paradoxo da dor x libertação de estar por conta própria no mundo  !


5.
 “Shields”Grizzly Bear – o grande sucesso da banda nos EUA tem explicação lógica: músicas com identidade própria, mas que seguem o perfil indie de Black Keys e Arcade Fire.


4.
 “Boys & Girls”Alabama Shakes – O soul, o jazz e o rock: todos em um, nesse incrível presente disco do ano. E, para completar, a escolha do nome da banda foi perfeita.

E O TOP 3 !

3. “Born to Die”Lana Del Rey – Lana del Rey é o típico caso de “ame ou odeie”. Enquanto muitos estão preocupados com a mudança que ela sofreu (visual, nome, estilo) eu me detenho ao que interessa ao presente momento: o seu disco (CD duplo) deste ano. Composições (para não mencionar os videoclipes) que, embora bem semelhantes entre si, são únicas no universo musical atual (assim como era Amy Winehouse) ! E, se Lana for uma farsa, devo dizer que é a melhor farsa da música atual.

2. “Sun”Cat Power – a maturidade da Cat Power nesse disco é exuberante. Ela sabe o que quer e como chegar. Para isso, basta misturar boas doses de teclado e uma singela sensualidade na voz !

1. “Strangeland”Keane – além de ótimas músicas o Keane fez o que ninguém conseguiu integralmente: lançar um disco completo, que conta uma história. Um disco que você rapidamente sabe que a música isolada faz parte de algo maior. Assim como Cat Power, é visível o amadurecimento da banda nesse disco. Mais sérios e determinados sem perder faceta pop do início da carreira. 

 

Written by _ricardo

24/12/2012 at 15:29

Publicado em Listas, Música

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Os melhores filmes do ano de 2011

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Quem acompanha cinema sabe que o ano para a indústria cinematográfica não acaba dia 31 de dezembro e sim no domingo do Oscar. Isso se deve ao fato das produções terem datas agendadas para estreia no cinema de acordo com a data do prêmio, para estarem ainda na memória recente dos votantes. Obviamente, um filme de maio ou julho pode concorrer ao Oscar, mas os gastos na campanha publicitária do mesmo serão bem maiores, pois além de mostrar aos votantes que o filme (assim como os atores, roteiristas, …) está aí para receber a indicação será preciso relembra-los de por quê mesmo aquele filme merecia o voto dele.

Feita essa introdução, assim eu justifico a minha lista de melhores do ano que sai só agora e, compreende os filmes que são elegíveis ao Oscar 2012, ou seja, que tiveram lançamento (nos EUA) entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2012.

O ano de 2011 foi estranho para o cinema: foi um ano de escassez de grandes atuações femininas (como protagonistas) e sobraram grandes interpretações masculinas. Ficou difícil para escolher, ora por falta de opções para as atrizes ora por abundância (atores). Além disso, 2011 foi um ano de excelentes trilhas sonoras: Drive, Contágio, Cavalo de Guerra, A Invenção de Hugo Cabret, O Artista, Millenium – Os homens que não amavam as mulheres, só para citar alguns.

No entanto, os fatores que caracterizaram o ano no cinema foram:

1.a busca pelo passado, a ligação nostálgica com o que era bom (‘mas, será que realmente era bom?’ pergunta que expõe o tema central de Meia-Noite em Paris, de Woody Allen) e é vista claramenteem O Artista, O Espião que Sabia Demais, A Invenção de Hugo Cabret;

2.o sentimento (ou ausência dele, como em Drive) em doses exageradas e exuberantes como em Melancolia, A Pele Que Habito, Rango e, transcendendo os sentidos e entrando no campo da sinestesia, A Árvore da Vida;

Por tudo isso, 2011 é um ano em que seus filmes (mais do que nunca) não devem ser analisados separadamente. A análise do conjunto dá uma visão mais clara do que estamos pensando e querendo como sociedade.

Eis a lista:

TOP #10 de 2011

1 – Drive (Drive), de Nicolas Refn

 

2 – O Espião que sabia demais (Tinker Tailor Soldier Spy), de Thomas Alfredson

 

3 – Melancolia  (Melancholia), de Lars Von Trier

 

4 – Toda Forma de Amor (Beginners), de Mike Mills

 

5 – A Árvore da Vida (The Tree of Life), de Terence Mallick

 6 – Habemus Papam, de Nanni Moretti

7 – A Separação (A Separation), de Asghar Farhadi

8 – Rango, de Gore Verbinski

9 – A Pele Que Habito (La Piel Que Habito), de Pedro Almodovar

10 –X-Men Primeira Classe (X-Men First Class), de Matthew Vaughn

  • Melhor filme: Drive
  • Pior Filme do Ano: Inquietos (Restless);
  • Melhor diretor:  Nicolas Refn (Drive)
  • Melhor roteiro:  O Espião que sabia demais
  • Melhor ator: Jean Dujardin em O Artista
  • Melhor atriz: Kirsten Dunst em Melancolia
  • Melhor ator coadjuvante: Andy Serkis em Planeta dos Macacos
  • Melhor atriz coadjuvante: Shailene Woodley em Os Descendentes
  • Melhor elenco em obra cinematográfica:  Carnage
  • Melhor fotografia: A Árvore da Vida
  • Melhor animação:  Rango;
  • Melhores efeitos especiais: A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
  • Filmes Mais Superestimados:  O Homem que mudou o Jogo (Moneyball), Histórias Cruzadas (The Help), Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)

– Menções honrosas (ou, “outros bons filmes do ano”):

Tudo Pelo Poder (The Ides of March), O Artista (The Artist), O Abrigo (Take Shelter), A Invenção de Hugo Cabret (Hugo), Like Crazy (Like Crazy), Carnage (Carnage), Margin Call – O dia antes do fim (Margin Call), Meia-noite em Paris (Midnight in Paris), Passe Livre (Hall Pass)

– Filmes com grande potencial mas que eu não assisti (ou, “o mea culpa”):

Shame, O Palhaço, In Darkness, Young Adult, Pina, Chico & Rita.

 

 

O ano na música brasileira

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Dando uma pausa na lista dos melhores discos do ano deste blog, que não apresenta nenhuma menção ao cenário nacional, destaco neste post o que se sobressaiu no ano no Brasil:

– O bom trabalho de Marcelo Camelo (Toque Dela)

– O R&B melódico  de Criolo (Nó na orelha)

– A volta de Chico Buarque (Chico).

Além disso, dois videoclipes chamaram a atenção (assim como os filmados em preto-e-branco por Criolo):

– Thiago Pethit com Nightwalker

Móveis Coloniais de Acaju com O Tempo

Written by _ricardo

18/12/2011 at 14:35

Publicado em Listas, Música

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Resumo de Cannes 2011 – Principais filmes

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Depois da semana de exibições de filmes no Festival de Cannes, com a premiação (no júri presidido por Robert De Niro) e comentários da crítica especializada, apresento aqui os principais filmes que você deve ficar de olho, pois Cannes, muito mais que o Oscar (e outros prêmios) é realmente uma celebração a arte, deixando o business e lobby da indústria cinematográfica de lado.

Drive – filme que mais empolgou durante todo festival e levou o prêmio de melhor diretor (para Nicolas Hefn). Conta a história de um dublê (Ryan Gosling, em excelente fase) que usa suas habilidades para crimes.

A árvore da vida (The Tree of Life) – ganhou o prêmio de Melhor Filme (Palma de Ouro). Dirigido pelo  mestre Terrence Malick, com Brad Pitt e Sean Penn tem tudo para ser um dos favoritos ao Oscar de melhor filme em 2012. Em Cannes, quem viu, saiu dizendo que era a “melhor coisa já vista” ou “a pior”. Um genérico “ame ou odeie”. Enfim, é o meu favorito entre todos os filme do ano.


Melancholia – deu prêmio de melhor atriz a Kirsten Dunst e causou polêmica pelas declarações de seu diretor. Virou notícia em todo o mundo. Quanto ao filme,  o trabalho de Lars von Trier segue sua sina intimista e, olha a ironia, melancólica. Não é um filme para o grande público.

La Havre – um dos favoritos para a Palma de Ouro, perdeu na última hora. Do cultuado diretor Aki Kaurismäki.


A Pele que habito (La piel que habito) – um dos melhores filmes de Pedro Almodóvar, que se lança no gênero terror com sucesso.

O Garoto da Bicicleta (Le gamin au vélo) – do cultuado diretor Jean-Pierre Dardenne, conta a história de um garoto que é abandonado pelos pais e passa pela mão de vários tutores.

O Artista (The Artist) – deu prêmio de melhor ator a Jean Dujardin. Tem ainda no elenco, John Goodman e James Cromwell. A história de um ator na Hollywood da década de 1920. Esse filme ainda vai dar muito o que falar na corrida do Oscar, fique de olho.

Meia-noite em Paris (Midnight in Paris) – o novo filme de Woody Allen. Melhor recebido pela crítica que os últimos do cineasta (que já eram bons). Não estava competindo pelos prêmios, apenas teve exibição em Cannes. A história de um escritor em decadência que decide ir a Paris buscar inspiração. Com Owen Wilson, Marrion Cotillard e Rachel McAdams. 


This must be the place – filme do italiano Paolo Sorrentino traz Sean Penn como um roqueiro acabado, de 50 anos, que decide procurar o seu pai, um nazista. Não foi premiado no festival mas é consenso que a atuação de Sean Penn vale uma indicação aos principais prêmios do ano.

Omiti desta lista vários filmes, que certamente (e infelizmente) “morrerão” no ano, isto é, terão estreia limitadas e provavelmente nem virão ao Brasil. Quiça em DVD.

Outro caso curioso é o do filme Footnote, que ganhou prêmio de melhor roteiro, mas foi muito criticado. A única ressalva foi o roteiro. Mas a obra em si, passa batido perto dos outros desta lista.

Os melhores discos de 2010: parte 3/3 (5 – 1)

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Os melhores álbuns de 2010 – Na parte 1 dessa lista você conferiu as posições 11 a 15, e na parte 2 as posições 6 a 10. Pois bem, chegou  hora dos 5 melhores.

*a maioria dos vídeos das músicas só podem ser vistos no Youtube, devido a questões de direitos autorais. Mas, é bem simples: é só clicar em “Assista no Youtube” que você será redirecionado a página para ouvir a música.

5.Band of Joy“, Robert Plant – depois de se tornar um ícone nas décadas de 70 e 80, como vocalista do Led Zepellin, Robert Plant, em sua carreira solo, partiu para um nicho totalmente novo: músicas com tonalidades country e folk. E após um controverso disco com a participação de Allison Kraus, em 2010, ele mostra novamente porque seu nome já é sucesso há um bom tempo. Com um lado mais sombrio que as músicas folks habituais, Plant constrói um disco que beira a psicodelia, principalmente na ânsia de procurar uma solução para suas angústias de modo urgente.

4. “Wake  Up“, John Legend and The Roots – Uma parceria que fez bem a ambos, pois deu a qualidade do timbre de voz de John Legend uma essência com a trupe do Roots. Impossível não ouvir e não associar a melodias da soul music e a música tema de Shaft. A pegada black e soul do disco é uma das melhores surpresas do ano !

e o top 3:

3.Lungs“, Florence and The MachineÉ o primeiro álbum da banda e já desponta como um diferencial na cena alternativa do rock. Foi o album que me fez perder o preconceito com bandas cujo vocal é feminino. Um disco puramente dedicado a sinestesia, ou seja, a ser “sentido” de diferentes modos sensoriais. Um ponto de exclamação num cenário musical chato e depressivo. Devido a criatividade dos videoclipes e qualidade das músicas foi bem difícil escolher um para representá-lo, mas aí está:

2.Mojo” , Tom Petty and The HeartbreakersSem produzir qualquer material inédito há muito tempo, 2010 foi o ano de conhecermos o resultado da volta de Tom Petty e dos Heartbreakers: triunfal. A sincronia dos instrumentos, principalmente da primeira guitarra e a voz de Tom são a essência nesse disco, que se escutado na íntegra tem uma sequência formidável, uma história sendo contada. Coisa rara, ultimamente. Ou se preferir, como disse a revista Rolling Stone em sua acertada crítica, eles conseguiram fazer o mais difícil, agradar a audiência mais exigente do mundo: eles mesmos.

1. The Suburbs“, Arcade Fire Como já havia escrito aqui, na crítica do álbum, 2010 trouxe essa masterpiece da banda canadense. Uma obra para ser lembrada entre os grandes discos. Uma necessidade desesperada de encontrar algo que se perdeu há muito tempo. Um clamor que alterna momentos nostálgicos e a pretensão de seguir na busca pelo nirvana. A preocupação, de acima de tudo, dar o seu melhor, a essência da banda é claramente vista nesse magnífico vídeo de um show deles em New York:

E o que dizer do videoclipe dirigido por Spike Jonze?

Para aqueles que gostam de apenas um gênero musical, 2010 pode até ter sido mediano. Mas para quem se faz valer da máxima “música boa sem rótulos” foi um ano incrível, que ainda teve tantos outros bons discos que não entraram aqui, como o do Hot Chip, do Vampire Weekend, MGMT,….mas 2010 já ficou para trás, e 2011 se anuncia como um ano promissor no mercado fonográfico, pois teremos os novos álbuns do Foo Fighters, Coldplay, Peter Bjorn and John, The Kooks,  Edward Sharpe and The Magnetic Zeros e rumores sobre novos discos do The White Stripes, Queens of Stone Age e Strokes, entre outros.

Written by _ricardo

20/12/2010 at 21:54

Os melhores discos de 2010: parte 2/3 (10 – 6)

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Os melhores álbuns de 2010 – Na parte 1 dessa lista você conferiu as posições 11 a 15, e agora entramos no top 10 !

*a maioria dos vídeos das músicas só podem ser vistos no Youtube, devido a questões de direitos autorais. Mas, é bem simples: é só clicar em “Assista no Youtube” que você será redirecionado a página para ouvir a música.

10.The Lady Killer“, Cee-lo Green – foi o último disco a entrar nessa lista (tive que deixar o trabalho do Hot Chip de fora), mas foi por uma boa causa: Cee-lo Green, conhecido pelo seu trabalho do Gnarls Barkley, faz desse disco solo um dos mais influentes de 2010. Com letras sempre irreverentes e um timbre de voz inconfundível, dita tendências para outras bandas, seja no pop, rock, R&B.

9. “My Beautiful Twisted Dark Fantasy“, Kanye West – considerado o melhor disco pelo NME e pela Rolling Stone Magazine, há de se admitir que é uma obra-prima. Nenhuma faixa é igual a outra; uma profusão de melodias difícil de classificar quanto ao gênero.

8.Le Noise“, Neil Young – Oito novas músicas do lendário cantor que há muito não lançava material inédito. Dispensa maiores descrições, afinal é Neil Young dando o seu melhor, fazendo poesia com enorme facilidade.

7.Sting in the Tail” , Scorpions – o último disco da lendária banda alemã. O melhor deles em muito tempo. A volta aos ritmos clássicos, ao velho rock que os consagrou em  1980. Bons riffs de guitarra e letras com a única pretensão de animar o ouvinte.

6. Brothers“, The Black Keys – Todos querem fazer rock atualmente, mas poucos o fazem. Caem na conversa dos empresários e gravadoras, e acabam compondo músicas pop. Mas o Black Keys continua firme na pegada geek e roqueira, sempre irreverentes. Diferentes da maioria das bandas, são indispensáveis para quem gosta de rock.


No próximo post o TOP 5 dos melhores discos de 2010 !

Written by _ricardo

18/12/2010 at 14:52

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