Blog do @_ricardo

Cinema, economia, música e atualidades convergem aqui

Posts Tagged ‘Oscar

Os melhores Filmes de 2012 – A lista das listas

leave a comment »

Quem acompanha cinema sabe que o ano para a indústria cinematográfica não acaba dia 31 de dezembro e sim no domingo do Oscar. Isso se deve ao fato das produções terem datas agendadas para estreia no cinema de acordo com a data do prêmio, para estarem ainda na memória recente dos votantes. Obviamente, um filme de maio ou julho pode concorrer ao Oscar, mas os gastos na campanha publicitária do mesmo serão bem maiores, pois além de mostrar aos votantes que o filme (assim como os atores, roteiristas, …) está aí para receber a indicação será preciso relembra-los de por quê mesmo aquele filme merecia o voto dele.

Feita essa introdução, assim eu justifico a minha lista de melhores do ano que sai só agora e, compreende os filmes que são elegíveis ao Oscar 2012, ou seja, que tiveram lançamento (nos EUA) entre fevereiro de 2012 e fevereiro de 2013.

O ano de 2012 no cinema mundial (em especial, norte-americano) foi de um bom número de bons filmes, porém foi um ano sem grandes atuações de protagonistas femininas (prova disso é minha opinião que as 5 indicadas a melhor atriz no Oscar tiverem um desempenho modesto apenas). Então, pode-se dizer que foi um ano ligeiramente machista nas principais produções (veja, por exemplo, Lincoln, Django Livre, As Aventuras de Pi e Argo).

Além disso, um fato presente em grande número de filmes foi a visão autoral dos diretores que focou num aspecto mais documentarista do que ceder aos caprichos de colocar carga dramática por pura vontade própria. Como exemplo, temos A Hora Mais Escura e Lincoln, que não caem na tentação de “enfeitar” a história apenas para deixa-la mais agradável. Obviamente, existem truques e roteiros bem amarrados para ninguém ficar descontente a ponto de achar que estar assistindo um documentário do Discovery Channel em vez de um filme de Steven Spielberg.

E, fazendo-se paralelo com os últimos prêmios Oscar, esse talvez seja o ano onde houve mais filmes bons (ao meu gosto) que passaram longe das disputas principais, para nos lembrar o quanto a Academia de Ciências Cinematográficas (que organiza o Oscar) é conservadora e – retificando o primeiro parágrafo deste post – teimosa em se restringir a considerar filmes lançados num curto período do ano.

Cabe ainda mencionar o fracasso da Pixar (ao menos para os “padrões de qualidade Pixar” que estamos acostumados) neste ano com sua animação Valente. Enfim, o resultado de 2012 no cinema pode ser visto como o produto de 10% de uma década, mas jamais devemos generalizar a ponto de esquecer dos filmes que fugiram da média e se destacaram.

Por tudo isso, abaixo apresento a minha lista do meu TOP 5 de filmes do ano e meus votos caso eu pudesse escolher quem eu quisesse num “Oscar dos sonhos”. Falando em Oscar, mesmo tendo algumas certezas em prêmios importantes a edição de 2013 é uma das imprevisíveis em várias categorias (diretor, fotografia, atriz, melhor animação), muito em parte da falta de consenso entre os votantes, como foi apresentado pelos jornalistas norte-americanos.

Eis a lista:

TOP #5 de 2012

1 – Holy Motors, de Leos CaraxImagem

 2 – O Mestre, de Paul Thomas Anderson

Imagem

3 – Argo, de Ben Affleck

Imagem

4 – Marcados para morrer (End of Watch), de David Ayer

Imagem

5 – Indomável Sonhadora (Beasts of Southern Wild), de Benh Zeitlin

Imagem

Menções honrosas (ou, “outros bons filmes do ano”):

Detona Ralph (Wreck-it Ralph), Magic Mike, Ted, As Aventuras de Pi (Life of Pi), Lincoln, A Hora Mais escura (Zero Dark Thirty), César Deve Morrer (Cesare deve morire), Killer Joe, Game Change, Operação Kon Tiki (Kon Tiki), Twixt, Moonrise Kingdom.

  • Melhor filme: Holy Motors
  • Pior Filme do Ano: O homem da máfia (Killing them softly)
  • Melhor diretor:  Paul Thomas Anderson, O Mestre
  • Melhor roteiro:  Argo
  • Melhor ator: Denis Lavant, Holy Motors
  • Melhor atriz: Jessica Chastain, A Hora Mais Escura
  • Melhor ator coadjuvante: Tommy Lee Jones, Lincoln
  • Melhor atriz coadjuvante: Amy Adams, O Mestre
  • Melhor elenco em obra cinematográfica:  Argo
  • Melhor fotografia: O Mestre
  • Melhor animação:  Detona Ralph (Wreck-it Ralph)
  • Melhores efeitos especiais: As Aventuras de Pi (Life of Pi)
  • Filmes Mais Superestimados:  O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook), Amor (Amour), Cosmopolis.

Filmes de 2012 com grande potencial mas que eu não assisti (ou, “o mea culpa”):

O Som ao Redor’, ‘Alguém apaixonado (Like Someone in Love)’.

 

Written by _ricardo

24/02/2013 at 17:43

Os melhores filmes do ano de 2011

leave a comment »

Quem acompanha cinema sabe que o ano para a indústria cinematográfica não acaba dia 31 de dezembro e sim no domingo do Oscar. Isso se deve ao fato das produções terem datas agendadas para estreia no cinema de acordo com a data do prêmio, para estarem ainda na memória recente dos votantes. Obviamente, um filme de maio ou julho pode concorrer ao Oscar, mas os gastos na campanha publicitária do mesmo serão bem maiores, pois além de mostrar aos votantes que o filme (assim como os atores, roteiristas, …) está aí para receber a indicação será preciso relembra-los de por quê mesmo aquele filme merecia o voto dele.

Feita essa introdução, assim eu justifico a minha lista de melhores do ano que sai só agora e, compreende os filmes que são elegíveis ao Oscar 2012, ou seja, que tiveram lançamento (nos EUA) entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2012.

O ano de 2011 foi estranho para o cinema: foi um ano de escassez de grandes atuações femininas (como protagonistas) e sobraram grandes interpretações masculinas. Ficou difícil para escolher, ora por falta de opções para as atrizes ora por abundância (atores). Além disso, 2011 foi um ano de excelentes trilhas sonoras: Drive, Contágio, Cavalo de Guerra, A Invenção de Hugo Cabret, O Artista, Millenium – Os homens que não amavam as mulheres, só para citar alguns.

No entanto, os fatores que caracterizaram o ano no cinema foram:

1.a busca pelo passado, a ligação nostálgica com o que era bom (‘mas, será que realmente era bom?’ pergunta que expõe o tema central de Meia-Noite em Paris, de Woody Allen) e é vista claramenteem O Artista, O Espião que Sabia Demais, A Invenção de Hugo Cabret;

2.o sentimento (ou ausência dele, como em Drive) em doses exageradas e exuberantes como em Melancolia, A Pele Que Habito, Rango e, transcendendo os sentidos e entrando no campo da sinestesia, A Árvore da Vida;

Por tudo isso, 2011 é um ano em que seus filmes (mais do que nunca) não devem ser analisados separadamente. A análise do conjunto dá uma visão mais clara do que estamos pensando e querendo como sociedade.

Eis a lista:

TOP #10 de 2011

1 – Drive (Drive), de Nicolas Refn

 

2 – O Espião que sabia demais (Tinker Tailor Soldier Spy), de Thomas Alfredson

 

3 – Melancolia  (Melancholia), de Lars Von Trier

 

4 – Toda Forma de Amor (Beginners), de Mike Mills

 

5 – A Árvore da Vida (The Tree of Life), de Terence Mallick

 6 – Habemus Papam, de Nanni Moretti

7 – A Separação (A Separation), de Asghar Farhadi

8 – Rango, de Gore Verbinski

9 – A Pele Que Habito (La Piel Que Habito), de Pedro Almodovar

10 –X-Men Primeira Classe (X-Men First Class), de Matthew Vaughn

  • Melhor filme: Drive
  • Pior Filme do Ano: Inquietos (Restless);
  • Melhor diretor:  Nicolas Refn (Drive)
  • Melhor roteiro:  O Espião que sabia demais
  • Melhor ator: Jean Dujardin em O Artista
  • Melhor atriz: Kirsten Dunst em Melancolia
  • Melhor ator coadjuvante: Andy Serkis em Planeta dos Macacos
  • Melhor atriz coadjuvante: Shailene Woodley em Os Descendentes
  • Melhor elenco em obra cinematográfica:  Carnage
  • Melhor fotografia: A Árvore da Vida
  • Melhor animação:  Rango;
  • Melhores efeitos especiais: A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
  • Filmes Mais Superestimados:  O Homem que mudou o Jogo (Moneyball), Histórias Cruzadas (The Help), Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)

– Menções honrosas (ou, “outros bons filmes do ano”):

Tudo Pelo Poder (The Ides of March), O Artista (The Artist), O Abrigo (Take Shelter), A Invenção de Hugo Cabret (Hugo), Like Crazy (Like Crazy), Carnage (Carnage), Margin Call – O dia antes do fim (Margin Call), Meia-noite em Paris (Midnight in Paris), Passe Livre (Hall Pass)

– Filmes com grande potencial mas que eu não assisti (ou, “o mea culpa”):

Shame, O Palhaço, In Darkness, Young Adult, Pina, Chico & Rita.

 

 

Short Review: Drive (2011)

leave a comment »

Após o tremendo sucesso que fez no Festival de Cannes deste ano (ganhou prêmio de melhor diretor), o filme Drive, dirigido por Nicolas Refn e estrelado por Ryan Gosling chegou a hora de você conferir a crítica desse poderoso filme.

O roteiro que gira em torno da vida do dublê que não possui nome (Gosling) de cenas de ação para o cinema e, nas horas vagas, motorista de fuga para crimes (o fato de não possuir nome é uma ótima referência aos personagens de Clint Eastwood nos westerns de Sergio Leone) dá o tom a principal característica do filme: não apresentar grandes oscilações de humor e ritmo nos diálogos. Se engana quem possa imaginar um filme monotono, pois essas oscilações ocorrem através do próprio contexto da cena, já que Ryan Gosling interpreta muito bem alguém que raramente esboça uma emoção, mas faz o que tem que ser feito, nem que isso inclua, na ótica no filme, praticar atos violentos grotescos como matar pessoas ao melhor estilo Quentin Tarantino: não basta retratar a cena de um crime ou assassinato, tem que ser cinematograficamente “bonito”.

Com um elenco coadjuvante muito bom (Carey Mulligan enfim em uma boa atuação e Albert Brooks sagaz nas suas frases – exemplo: na cena em que Brooks estende a mão para cumprimentar Gosling, este responde que está sujo [de graxa] e Brooks retruca “Também estou sujo”, mas essa sutil resposta idz respeito a sujeira dos crimes organizados por ele).

Por fim, outra grande qualidade do filme é a estética e vitalidade com que Refn filma as cenas, dando força aos personagens sem precisar intensificar ritmo da película (destaque para a ótima cena do elevador com variação da luminosidade ou a cena que Gosling apenas acompanha outro personagem sair do recinto com o olhar, sereno mas extremamente concentrado). A isso, se soma a trilha sonora que segue um mesmo tom e, mesmo assim, se altera no decorrer do filme (dica:  escute a música da introdução – http://www.youtube.com/watch?v=MV_3Dpw-BRY). A soma de todos estes pontos levantados aqui resulta num filme que poderia ser extremamente banal (quantos filmes com perseguições, crimes e dublês não existem e são apenas entretenimento?), mas não é. É um dos melhores filmes do ano.

Nota: 4/5

Written by _ricardo

17/12/2011 at 14:08

Os favoritos no Oscar 2012 – Os melhores filmes segundo a crítica

with 8 comments

Nesse post você confere os favoritos e apostas da corrida dos prêmios cinematográficos da temporada 2011/2012, culminando com o Oscar.

*Alguns trailers não rodam da página do post e são direcionados ao Youtube, devido a questões de direitos autorais.

———

Intensificaram-se as ações de marketing dos estúdios para promover seus filmes. E, antes que os prêmios passem este post traz um guia dos filmes com maior possibilidade de recebrem indicações e saírem vencedores. Antes da lista propriamente dita é bom relembrar datas principais das premiações:

  • 15/12/2011 – anúncio dos indicados ao Globo de Ouro (com menor credibilidade, mas um bom termômetro para Oscar)
  • 15/01/2011 – premiação do Globo de Ouro com apresentação de Rick Gervais
  • 24/01/2012 – Anúncio dos indicados ao Oscar
  • 26/02/2012 – Entrega do 84º Oscar sob o comando de um dos melhores hosts que o prêmio já teve: Billy Cristal

Abaixo estão os filmes que certamente aparecerão nas indicações (seja por filme, roteiros, direção, …). E notória a diferença para o ano passado, que foi um ano fraco para o cinema, mas mesmo assim produziu algumas obras formidáveis criando-se uma polarização entre poucos filmes. Nesse ano, mesmo estando quase em dezembro a briga não se concentra entre um ou dois filmes principais, mas sim entre, no mínimo, 6.

Maiores comentários a respeito de cada um ainda virão neste blog. Por enquanto, apreciem uma rápida sinopse e o trailer dos filmes, com a seguinte legenda:

  • título do filme em vermelho – o filme é considerado um dos grandes filmes do ano, luta pelas categorias mais importantes e eu recomendaria que você visse;
  • título do filme em azul – destaca-se por apenas alguma particularidade (ator, atriz, parte técnica). Chances de algumas indicações e boa opção para se assistir;
  • título do filme em preto – aposta;

A árvore da vida (The tree of life) – ganhou o festival de Cannes, mas a Academia com seu conservadorismo dificilmente reconhecerá os méritos do filme de Terrence Malick que abusa do abstrato em detrimento de diálogos.

Drive – fez sucesso em festivais e tem fôlego para ganhar algumas indicações. Um filme que conta a história de um dublê de filmes de ação.

O Artista (The Artist) – um dos mais fortes concorrentes na temporada. Além de técnica apurada tem a pitada de nostalgia (e boas atuações) que a Academia gosta. Olho nesse filme !

Cavalo de Guerra (War Horse) – dirigido por Steven Spielberg começa a aparecer como o favorito tanto em categorias técnicas como nas principais (filme, roteiro, direção). É a retomada do diretor ao gênero que ele sabe fazer muito bem: guerra (nesse caso a 1ª Grande Guerra). Olho nesse filme !

Tão forte e tão perto (Extremely Loud and Incredible Close) – Depois de seu mediano ‘O Leitor’, Stephen Daldry volta a almejar um Oscar. Desta vez com Tom Hanks como protagonista num enredo que acompanha um garoto tentando descobrir o que aconteceu com seu pai na tragédia de 11 de setembro.

Warrior – pegando carona no sucesso que filmes de luta (O Lutador, O Vencedor) fizeram  recentemente, Warrior mostra Tom Hardy (em grande fase) como um lutador de boxe que tem como adversário o irmão. Pode ganhar indicações mas não leva nenhum prêmio.

J. Edgar – dirigido por Clint Eastwood com Leonardo DiCaprio e a cinebiografia do homem que iniciou a espionagem nos EUA, criou o FBI e mudou os rumos da política mundial. Um dos filmes mais esperados do ano, mas a recepção não tem sido tão positiva quanto o hype gerado. Vai brigar por prêmios, mas no “sprint” final ficará par a trás.

O espião que sabia demais (Tinker, Tailor, Soldier, Spy) – um dos favoritos para brigar por melhor filme e atores. Colin Firth depois do seu Discurso do Rei volta com mais força no filme de Tomas Alfredson (que dirigiu o grande Deixa ela entrar) contando a história de um espião britânico que era um agente duplo na Rússia. Olho nesse filme !

Millennium – Os homens que não amavam as mulheres (The Girl with the dragon tattoo) – adaptação do romance policial sueco feita por David Fincher. Mas, as chances reais de grandes prêmios são baixas segundo o próprio diretor; não pela qualidade, mas sim por conter muitas cenas “fortes”, como de estupro.

Tudo pelo poder (The Ides of March) – George Clooney volta a direção e conduz com maestria um dos grandes filmes do ano: a história de uma campanha política para o senado americano.  Aparecerá nos prêmios importantes mas sua vitória é incerta. Tem minha simpatia.

Um método perigoso (A Dangerous Method) – a invenção da psicanálise por Freud no seu cotidiano. Grandes atores (com Michael Fassbender em ótima fase mais o sensacional Viggo Mortensen). Porém, tem desapontado um pouco os críticos. Pela fragilidade do roteiro e atuação fraca de Keira Knightley.

Contágio – uma epidemia biológica se espalha pelo mundo. Com Matt Damon como protagonista. Concorre a vários prêmios mas provavelmente não leva nenhum. Porém, a direção forte que Steven Soderbergh emprega aos seus filmes deixa Contágio na briga até o final.

50/50 – uma das comédias com melhor recepção pela crítica relata a repercussão que o diagnóstico de câncer provoca na dupla de amigos vivida por Seth Rogen e Joseph Gordon-Levitt (a cada filme melhor). Comédias no Oscar tem menos chance de prêmios, mas como os Globos de Ouro tem categoria específica para isso é um dos favoritos para esse prêmio.

Carnage – filme do Roman Polanski. Um drama sobre família e educação dos filhos em duas famílias diferentes que conquista simpatia e qualidade pela simplicidade e veracidade das situações.

A invenção de Hugo Cabret (Hugo) –  Martin Scorsese mostra que é possível fazer do 3D não só um recurso que se adapta ao filme, mas um elemento chave para transformar uma história promissora (a de uma criança e seu brinquedo mágico) em algo único.  Grande repercussão positiva entre todos que já assistiram.

O Abrigo (Take Shelter) – Michael Shannon vive um pai de família com visões apocalípticas que colocam em dúvida se o que ele vê são profecias ou é ele que deve buscar tratamento.

Shame – Steve McQueen volta a direção após o impressionante Hunger com uma história de um viciado em sexo que se vê obrigado a dividir o apartamento com a irmã. Sem grandes chances.

Martha Marcy May Marlene – Elizabeth Olsen com grandes chances de indicações pela atuação. A história de uma mulher atormentada pelo passado que decide consertar falhas cometidas depois de ser inspirada por um líder religioso.

As Aventuras de Tin Tin – animação coproduzida por Steven Spielberg e Peter Jackson. A história do famoso detetive mirim. Contudo, mesmo com grande repercussão pelos nomes e custos envolvidos tem desapontado drasticamente a crítica  especializada e já é considerado fora do páreo.

Haywire – segue o estilo Missão Impossível: um grupo de agentes secretos de elite que executam missões a mando do governo dos EUA. Um bom thriller, mas que não empolga os votantes das premiações.

We need talk about Kevin – a história da criação e educação de um menino que vai se transformando num desafio para seus pais. Como disse um crítico norte-americano “é que como se a infância do Coringa virasse filme”. Não tem o mesmo marketing de outros concorrentes mas é um dos grandes filmes do ano.

O homem que mudou o jogo (Moneyball) – boas chances de indicações. O filme aborda a história real de um gestor de um clube de baseball (Brad Pitt) que usa programa de computador para escolher os jogadores.

Melancolia (Melancholia) –  Las Von Trier dirige um filme cult sobre a apreensão do impacto de um planta com a Terra gerada numa festa de casamento e num pequeno grupo de pessoas. Agradou muito em festivais europeus.

Meia noite em Paris (Midnight in Paris) – Woody Allen faz deste filme uma das comédias favoritas da crítica em 2011.

Os Descendentes (The Descendants) – George Clooney estrela um dos filmes que na última semana tomou a crítica especializada em elogios. Um drama sereno que retrata a mudança na vida de uma família após o acidente da mãe no Hawaii.

Compramos um zoológico (We bought a Zoo) – Cameron Crowe transforma uma história simplória (a compra de uma casa e zoológico por uma família vinda da cidade grande) num filme inspirador com uma trilha fantástica (que vai de Bob Dylan a Neil Young).

Cosmopolis – David Cronnenberg dirige um filme com Juliette Binoche (fantástica) e aposta em Robert Pattison como protagonista, vivendo a história de um jovem milionário que perde todo seu dinheiro.

Jovens adultos (Young Adult) – a volta de uma escritora famosa a sua pequena cidade natal. Reencontros ao passado e amores perdidos na direção de Jason Reitman que vem numa escala de sucesso após Up in the Air. Um grande trilha sonora num filme que receberá algumas indicações.

Take this waltz – Uma dramédia da indecisão de uma mulher entre escolher ficar com seu marido ou se aventurar numa nova vida com o amante.

Toda forma de amor (Begginers) – Ewan McGregor volta a atuar bem na deliciosa comédia de um homem que convive com a notícia que seu pai virou gay aos 65 anos (e sua posterior morte) com o encontro de uma paixão. Com um excelente ritmo na direção briga nos prêmios onde existem categorias dedicadas a comédia (mesmo não sendo uma comédia ao pé da letra, para sentar no sofá e dar risada). Vi e recomendo.

Uma semana com Marilyn (My week with Marilyn) – Michelle Williams após o brilhante Namorados para sempre retorna transformada no ícone do sécuo passado, Marilyn Monroe. Brigará pelo prêmio de melhor atriz.

A Dama de Ferro (The Iron Lady) – Maryl Streep finalmente quebrará o jejum de não só concorrer, mas também ganhar o Oscar de melhor atriz? Creio que sim, depois dessa cinebiografia da premier inglesa Margareth Tatcher.

Smurfs – num ano fraco de animações o mediano Smurfs tem boas chances de receber indicações.

Carros 2 – fracasso da Pixar, que talvez pelo seu nome e prestígio ainda consiga uma indicação nas animações.

Like Crazy – romance indie sobre a paixão de um casal de jovens e os desdobramentos de sua separação. Segue a linha dos ‘Namorados para sempre’ do ano passado.

Super 8 – concorrerá nos prêmios de efeitos especiais pela técnica que a equipe de JJ Abrams criou para ilustrar a chegada de seres alienígenas na terra, filmados por crianças.

Rango – a melhor animação do ano também é uma das favoritas para prêmios. O que enfraquece suas chances e que seu lançamento se deu há muito tempo, no longínquo (para padrões de prêmios) primeiro semestre de 2011.

Gato de Botas (Puss in boots) – a volta de um filme da Dreamworks ao Oscar? Num ano com decepção da Pixar é bem provável que a sequência do personagem de Shrek almeje uma indicação.

The Wettest county in the world – a história de uma família que monta negócio de contraband de bebidas durante a Lei Seca norte-americana. A repetição da pareceria de atuações de Tom Hardy e Gary Oldman. Até então nem a crítica dos EUA sabe o que esperar do filme, mas ninguém o descarta da corrida dos prêmios. SEM TRAILER

Harry Potter e as relíquias da morte, parte II – o encerramento da saga promete juntar o sentimentalismo do fato a competência técnica do filme. Brigará fortemente por prêmios técnicos.

  • FILMES ESTRANGEIROS

Tropa de Elite 2 – Um dos melhores filmes do ano merece (sem patriotismo) uma indicação. Terá fôlego nas campanhas de marketing contra filmes europeus? Acredito que sim.

Pina – um documentário do mestre Wim Wenders que também briga para entrar em filme estrangeiro. Um dos filmes mais bonitos do ano. A arte da dança para ser assistido no cinema, em alto e bom som.

La  Havre – a história de um menino africano que foge do seu país e é adotado por um idoso na França.

Habemus Papam – O mundo de ritos da escolha de um novo papa filmado por Ninno Moretti, um dos mestres italianos do cinema, que adiciona veracidade a tradição secular do conclave.

Uma Separação (A Separation) – A difícil decisão de um marido: sair do país sozinho para garantir um emprego melhor ou permanecer no Irã e ver seu pai degenerar com Alzheimer. Somente uma coisa não é possível, segundo as leis locais: deixar sua esposa e filhos partirem. Com certeza, o mais profundo drama do ano.

O Garoto e a bicicleta (The Gamin au vello) – Dos irmãos Dardenne, um drama envolvendo um orfão que encontra, pela primeira vez na sua vida, o amor maternal da mulher que o adota. Porém, desacostumado a isso, não valoriza o amor recebido, envolvendo-se com criminosos do bairro. E, tudo isso, quase sempre sobre uma bicicleta. Apesar do sucesso na Europa, não apostaria em prêmios para ele.

A Pele que habito (La piel que habito) – Filme de Pedro Almodovar que mostra o desespero de um cirurgião plático que ficou viúvo e a obsessão por criar um tipo de pele resistente a qualquer tipo de agressão. A volta de Almodovar ao mainstram com qualidade. Olho nele !

  • DOCUMENTÁRIOS

além de Pina (já citado no post) a corrida nessa categoria é a mais incerta dos últimos anos. Conforme o quadro de concorrentes vai se delineando o post será atualizado.

Resumo de Cannes 2011 – Principais filmes

leave a comment »

Depois da semana de exibições de filmes no Festival de Cannes, com a premiação (no júri presidido por Robert De Niro) e comentários da crítica especializada, apresento aqui os principais filmes que você deve ficar de olho, pois Cannes, muito mais que o Oscar (e outros prêmios) é realmente uma celebração a arte, deixando o business e lobby da indústria cinematográfica de lado.

Drive – filme que mais empolgou durante todo festival e levou o prêmio de melhor diretor (para Nicolas Hefn). Conta a história de um dublê (Ryan Gosling, em excelente fase) que usa suas habilidades para crimes.

A árvore da vida (The Tree of Life) – ganhou o prêmio de Melhor Filme (Palma de Ouro). Dirigido pelo  mestre Terrence Malick, com Brad Pitt e Sean Penn tem tudo para ser um dos favoritos ao Oscar de melhor filme em 2012. Em Cannes, quem viu, saiu dizendo que era a “melhor coisa já vista” ou “a pior”. Um genérico “ame ou odeie”. Enfim, é o meu favorito entre todos os filme do ano.


Melancholia – deu prêmio de melhor atriz a Kirsten Dunst e causou polêmica pelas declarações de seu diretor. Virou notícia em todo o mundo. Quanto ao filme,  o trabalho de Lars von Trier segue sua sina intimista e, olha a ironia, melancólica. Não é um filme para o grande público.

La Havre – um dos favoritos para a Palma de Ouro, perdeu na última hora. Do cultuado diretor Aki Kaurismäki.


A Pele que habito (La piel que habito) – um dos melhores filmes de Pedro Almodóvar, que se lança no gênero terror com sucesso.

O Garoto da Bicicleta (Le gamin au vélo) – do cultuado diretor Jean-Pierre Dardenne, conta a história de um garoto que é abandonado pelos pais e passa pela mão de vários tutores.

O Artista (The Artist) – deu prêmio de melhor ator a Jean Dujardin. Tem ainda no elenco, John Goodman e James Cromwell. A história de um ator na Hollywood da década de 1920. Esse filme ainda vai dar muito o que falar na corrida do Oscar, fique de olho.

Meia-noite em Paris (Midnight in Paris) – o novo filme de Woody Allen. Melhor recebido pela crítica que os últimos do cineasta (que já eram bons). Não estava competindo pelos prêmios, apenas teve exibição em Cannes. A história de um escritor em decadência que decide ir a Paris buscar inspiração. Com Owen Wilson, Marrion Cotillard e Rachel McAdams. 


This must be the place – filme do italiano Paolo Sorrentino traz Sean Penn como um roqueiro acabado, de 50 anos, que decide procurar o seu pai, um nazista. Não foi premiado no festival mas é consenso que a atuação de Sean Penn vale uma indicação aos principais prêmios do ano.

Omiti desta lista vários filmes, que certamente (e infelizmente) “morrerão” no ano, isto é, terão estreia limitadas e provavelmente nem virão ao Brasil. Quiça em DVD.

Outro caso curioso é o do filme Footnote, que ganhou prêmio de melhor roteiro, mas foi muito criticado. A única ressalva foi o roteiro. Mas a obra em si, passa batido perto dos outros desta lista.

Oscar 2011: Resumo da noite

leave a comment »

Mais um Oscar passou. Registro nesse post alguns comentários aleatórios sobre o prêmio.

O que me chamou a atenção no Oscar?

– O vídeo de Modern Family sobre os indicados a melhor filme (excelente, para variar) http://youtu.be/J4iGiQWaMw0

– Melissa Leo num fingimento descarado (e que soou estranho, pois ninguém acreditou) ao receber o prêmio. E, depois ainda soltou um  “fuck” à Cee-lo Green;

– O sensacional discurso de Randy Newman ao ganhar pela Melhor Canção (Toy Story 3). Rápido, bem humorado e sincero;

– O cara (pois é, não sei o nome dele) que mais parecia um esquisitão e ganhou por melhor curta-metragem por God of Love. Virei fã dele (vou atrás do curta na internet, agora), totalmente perdido no que dizer e em como sair do palco. Freak;

– Billy Cristal, o melhor host do Oscar de volta, nem que por apenas 5 minutos;

– O clipe com os falecidos do ano que foi fraco e não chegou nem perto do ano passado quando James Taylor (uma lenda viva para os norte americanos) cantou e dedilhou Beatles;

– O número inicial de James Franco e Anne Hatthaway estando presente nos 10 indicados a melhor filme;

– Gwneth Paltrow cantando mal, mas muito mal (pela primeira vez concordo com José Wilker);

– A ironia: O Lobisomem ganhar um Oscar e Bravura Indômita (e Inverno da Alma) saírem “de mãos abanando”

– A Origem ganhar Melhor Fotografia;

– Sandra Bullock reforçando porque é uma das personalidades mais adoradas em Hollywood, com um bom humor genuíno;

– Saber que teve até bolão informal na internet para acertar em que bloco saíria uma piada sobre Charlie Sheen. Se deu bem quem apostou no 6°.

– A reclamação é velha, mas procede: por melhores que sejam os tradutores, a tradução simultânea do Oscar faz com que quem entende inglês não consiga prestar atenção nos discursos dos atores e quem não entende inglês não consiga ver nexo nas sentenças traduzidas daquele jeito. A melhor piada vira algo que gera um comentário do tipo “Só americano para achar graça nisso, né ?!” nos lares brasileiros;

– Anne Hatthaway parecer estar vislumbrada com a posição de apresentadora-do-Oscar durante toda a premiação;

– Levar Eli Wallach, de mais de 90 anos no palco, e Francis Ford Coppola ao palco apenas para dar uma desfilada nele e voltar, sem dizerem uma palavra;

– A festa terminar num clima Criança Esperança mal organizado. Pra quê ?

– Cadê o Jack Nicholson sentado na primeira fila, sempre na mesma cadeira, com seus óculos escuros? Fui eu que não vi ou ele quebrou a tradição prevendo a avalanche de prêmios de O Discurso do Rei e A Origem ?

– Steven Spielberg fazendo um discurso que lembrava a audiência que nem sempre o melhor ganha Até nisso o cara é bom. (Me lembrou um pouco do Cazé da MTV, no VMB 2010 dizendo que naquele prêmio quem votava eram os próprios telespectadores, e se Restart tinha ganho tudo, não era porque eles, de fato, eram os melhores)

– Acertei 18 dos 24 prêmios. Podia ter ido melhor mas fui teimoso com Hailee Seinfeld em vez de Melissa Leo e, como prever esse resultado absurdo em Fotografia ?

E, sobre o prêmio principal omito minha opinião aqui (pois já está bem expressa na crítica a O Discurso do Rei) e reproduzo os seguintes tweets, meio randômicos da minha timeline:

– “Gosto de filmes bons, bem feitos, que não me insultem com sua simplicidade nem que tentem se passar por filmes cabeça e cair no chato.” @cinematagrafo

– “O roteiro de Discurso do Rei tem um furo gigantesco, pois bastaria o Rei ler o discurso final com um fone tocando música.” @bettaum

– “Depois desse Oscar, Daniel Filho prepara um filme sobre o Orkut. Vai se chamar ‘Se Eu Add Vc?'” @joamarcio

– “Sou da opinião de que, pra cada Oscar de Direção errado desse jeito, o Scorsese tinha que levar o do ano seguinte” (não consegui copiar o nome do usuário e depois perdi o tweet, sorry).

Resumo do resumo (inception):

foi o Oscar de menor duração que eu lembro de ter visto.

Além de atrasar um pouco para começar (+/- 30 min.) terminou antes do habitual horário (2:00 de Brasília) – pelo menos assim evitou-se a correria que foi ano passado para não estourar o tempo que fez com que Tom Hanks anunciasse Guerra ao Terror como melhor filme tão rápido que foi difícil de entender, até mesmo para quem estava no Kodak Theater. Mas, retomando o 2011, a festa foi menor e tive a sensação de que os prêmios foram entregues mas faltou algo,  algo imponente que nos lembrasse que estavamos assistindo um dos programas mais exibidos no planeta. Da história recente (ou seja, dos que eu acompanhei) foi o Oscar mais burocrático. Os vencedores ratificam isso.

Written by _ricardo

28/02/2011 at 04:42

Oscar 2011 – Minhas apostas e os favoritos ao prêmio de melhor filme e principais categorias

leave a comment »

Neste post trago as minhas apostas aos vencedores do Oscar, que se realizará no próximo domingo à partir das 22:00 no horário de Brasília (TNT transmite toda a cerimônia e a Globo somente a metade final, ou seja, depois do Big Brother) . As minhas preferências, no entanto, vem num próximo post que fará um balanço dos melhores, independentes de prêmios.

E, empregando a tradicional frase (que foi abolida ano passado mas voltará a ser dita no prêmio desse ano) “And the Oscar goes to………….”

MELHOR FILME

Quem vai ganhar: O Discurso do Rei

Por quê? Ganhou os prêmios cujos votantes também são do Oscar (PGA, DGA) e traz uma história sobre superação, temática que predispõem prêmios. Não é nem de longe o melhor entre os concorrentes, mas parece que sua escalada a vitória já não tem mais volta.

MELHOR DIRETOR

Quem vai ganhar: Tom Hooper (O Discurso do Rei)

Por quê? Para selar a habitual dobradinha melhor filme + melhor diretor. Além disso, Hooper dirige seu filme com muita prudência e não comete erros graves, mesmo optando sempre pela obviedade.

MELHOR ATOR

Quem vai ganhar: Colin Firth (O Discurso do Rei)

Por quê? Porque a história já nos mostrou que a Academia prefere atuações que denotem grandes transformações. Firth faz seu papel com maestria e esse Oscar que ele irá ganhar é também um reconhecimento a sua carreira, que há tempos vem apresentado grandes atuações.

MELHOR ATRIZ

Quem vai ganhar: Natalie Portman (Cisne Negro)

Por que ? Porque é a melhor. Essa é uma categoria que a crítica especializada já nem gosta mais de falar, pois não gera discussões ou controvérsias, já que o nome de Portman é unanimidade. Merece, e muito. Mas, cabe espaço aqui para elogiar Annette Bening em sua interpretação em Minhas Mães e Meu Pai, especialmente na cena do jantar na casa da personagem de Mark Ruffalo.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Quem vai ganhar: Christian Bale (O Vencedor)

Por quê? Depois do Batman ou do Exterminador do Futuro 4, teve a chance de mostrar uma personalidade mais humana e problemática. Por sua atuação se destaca mais que o protagonista (vivido por Mark Wahlberg). E, congratulações para o diretor David O. Russell que soube aproveitar as feições caipiras de Bale ao personagem. Além disso, a concorrência nessa categoria é fraca.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Quem vai ganhar: Hailee Seinfeld (Bravura Indômita)

Por quê? Diferentemente do restante da crítica, que aposta em Melissa Leo (O Vencedor), acredito que a jovem atriz de 16 anos irá ganhar por sua interpretação em Bravura Indômita. Ao meu ver, soube desempenhar o clima western e sereno do filme, bem como se adaptou muito bem a estética própria dos irmãos Coen, os diretores.

MELHOR ANIMAÇÃO

Quem vai ganhar: Toy Story 3

Por quê? Porque é a unanimidade de um ano mais fraco para animações desse nível. Isso se comprova ainda mais ao compararmos com o ano passado, onde tínhamos o genial Mary and Max (um das melhores animações que já vi, vale como dica de filme) e com os muito bons O Fantástico Sr. Raposo e Up – Altas Aventuras. Mas, quem assistir aos outros filmes da categoria (Como Treinar seu Dragão e principalmente o triste, mas tocante, O Ilusionista) não se arrependerá. TS3, além de ser nostálgico na medida certa, é uma das poucas contnuações no cinema (e isso vale para todo o tipo de filme) que mantem a qualidade dos anteriores.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Quem vai ganhar: Incendies (Canadá)

Por quê? Se no ano passado tínhamos duas obras primas (O Segredo dos Seus Olhos e A Fita Branca) além do muito bom O Profeta nesse ano, a produção canadense é a única entre os concorrentes que é acima da média. Mas, caso não vença, pelo menos a torcida é para que Biutiful não ganhe.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Quem vai ganhar: O Discurso do Rei

Por quê? Porque a Academia amou esse filme, que é bom, mas falha especialmente em seu roteiro.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? Porque o roteiro de Aaron Sorkin é ágil, inteligente e diferente do que se está acostumado a ver numa história que retoma a criação ou realização de algo importante.

MELHOR FOTOGRAFIA

Quem vai ganhar: Bravura Indômita

Por quê? Porque a refilmagem do clássico de John Wayne é resgatada com um acréscimo de qualidade na construção do ambiente rústico do velho oeste que dá espaço para que as grandes atuações de Jeff Bridges e Hailee Seinfeld prevaleçam.

MELHOR TRILHA SONORA

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? Apesar de gostar da trilha de A Origem, ela se assemelha muito aos trabalhos anteriores de Hans Zimmer, e a trilha de A Rede Social convence durante todo o filme, sendo um poderoso auxílio para ilustrar os pensamentos do protagonista (Jesse Eisenberg) que teima em ocultá-los sob sua faceta minimalista e anti-social. Especula-se ainda, que a trilha de O Discurso do Rei possa ganhar, mas acho muito difícil.

MELHOR CANÇÃO

Quem vai ganhar: We belong together, de Toy Story 3

Por quê? Porque retoma a nostalgia de Toy Story 1 e 2 e tem um papel fundamental no filme.

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Quem vai ganhar: A Origem

Por quê? Porque Cristopher Nolan e a equipe técnica construíram com perfeição um novo mundo no campo dos sonhos.

MELHOR EDIÇÃO

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? A ideia de introduzir os acontecimentos da história do protagonista a partir das revelações feitas nas mediações entre seus advogados funcionou extremamente bem para a história.

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Quem vai ganhar: Trabalho Interno

Por quê? Porque é explora um tema (a crise econômica de 2008) que os americanos tem imensa curiosidade de conhecer mais para entender e aprender a evitar uma nova sucessão de catástrofes econômicas. O melhor documentário (Esperando pelo Super Homem), porém, nem concorre. E, se você chegou até aqui e acredita que o documentário rodado no Brasil, Lixo Extraordinário, tem chances, bem, serei eu o obrigado a dizer que ele é um figurante de luxo na festa do Oscar.

 

 

As demais categorias, principalmente as de curta-metragem são uma incógnita. No entanto, nas categorias técnicas não mencionadas aqui, a aposta principal é A Origem, como em Edição de Som e Mixagem de Som.

Agora, você já pode participar dos famosos bolões do Oscar, sendo que algumas estão aí oferecendo tentadores prêmios, como o do HitFix que dará um iPad ao ganhador (brasileiro pode participar também).

Diferentemente do ano passado, onde apostei em Guerra ao Terror como grande vencedor do prêmio (e obtive êxito), nesse ano, se por um lado prefiro acertar nas minhas apostas, por outro ficarei bem satisfeito com o prêmio se os vencedores de Melhor Filme e Melhor Diretor forem diferentes dos mencionados.

Written by _ricardo

26/02/2011 at 16:30

%d blogueiros gostam disto: