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Os melhores discos de 2011 – parte 1 de 2 (20º ao 11º)

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O que seria dos finais de ano sem todas as listas de melhores filmes, músicas, séries, fotos, times de futebol, etc? Além de compartilharem a visão de quem elaborou a lista, esse hábito é sadio quando estimula a busca e investigação sobre os itens apresentados e inspira a comparação com o seu gosto pessoal, leitor.

Nesse post, apresenta-se a lista dos considerados 20 Melhores Discos de 2011 para o editor do underlinericardo.wordpress.com.br. Foi uma tarefa árdua incialmente levantar todos os discos com saldo positivo do ano, totalizando 55 !!! E, depois disso, o trabalho ficou mais criterioso ao elaborar a ordem de qualidade e apenas apresentar os 20 melhores. A ideia inicial era que se apresentasse apenas o top 15, mas depois dos 10 primeiros, os demais estão um nível muito semelhante. Por isso, são os 20 melhores do ano. Para dar tempo de você conhecer (e apreciar) eles, a lista foi dividida em 2 posts, começando com este que apresenta da 20ª a 11ª posição e o grande top 10 fica para o próximo post.

Mas, antes da lista, um resumo do ano: 2011 foi um ano fantástico em termos fonográficos. Se, no ano passado houve poucos bons discos e muitos discos medianos, em 2011 foram vários bons discos fazendo que a tarefa de ordená-los nesse post ficasse mais difícil.. Num balanço geral, foi um ano positivo para música nacional e internacional, onde o rock, em suas diversas vertentes, foi o grande destaque no quesito qualidade.

Você verá que nenhum disco nacional está na lista, em função do autor não ter acompanhado o cenário nacional na mesma intensidade que o dos gringos. Porém, no próximo post vão estar presentes algumas dicas do que o Brasil produziu na música em 2011.

E, para quem ficar saudosista e quiser relembrar os 15 melhores discos do ano passado eles estão nesse post: 15º ao 11º; 10º ao 6º; top5 5º ao 1º.

Confira abaixo a primeira parte dos 20 melhores discos de 2011*

*alguns dos vídeos das músicas só podem ser vistos no Youtube, devido a questões de direitos autorais. Mas, é bem simples: é só clicar em “Assista no Youtube” que você será redirecionado a página para ouvir a música.

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20. “El Camino“, The Black Keys – após o grande sucesso do o último trabalho, a dupla vai para o mainstream  e produz esse disco que segue a linha do álbum do ano passado. Em termos de qualidade é indiscutível, porém parece que eles continuam em 2010. Por outro lado, é uma das poucas bandas que mantem um apelo indie e provocativo no rock mundial. Recomendo a banda de olhos fechados.


19. “Anna Calvi“, Anna Calvi – uma profusão de sons e a raiva da cantora convertida em energia em suas músicas.

18. “Move Like This“, The Cars – a banda que fez muita sucesso no rock dos EUA de 1970 a 1978 decide voltar em 2011 para lançar esse álbum. E, mesmo com tempo parado eles não deaprenderam como criar riffs e dar uma cara contemporânea as suas composições.

17. “Cerimonials“, Florence and the Machine – A banda encontrou um tom mais harmonioso entre todas as músicas do disco e repete o sucesso e qualidade do trabalho anterior. Para ouvir e esquecer que existem problemas impossíveis de se solucionar.

16. “Smother“, Wild Beasts – batidas eletrônicas dão o tom a esse verdadeiro estudo contemplativo da banda. Para escutar, sentado na sacada com a leve brisa de verão.

15. “The World is Yours“, Motörhead – o rock heavy metal como tem que ser: o ritmo impulsionando a letra e significado.

14. “Blood Pressures“, The Kills – uma das melhores bandas da década em seu trabalho deste ano mantem seu estilo inovador (que o Black Keys tomou emprestado, também). A ideia de “cantar como se não houvesse amanhã” se faz presente e, se o disco não tem uma evolução tão primordial, as qualidades individuais se destacam.

13. “The Whole Love“, Wilco – cada vez mais reflexivo, o Wilco em alguns momentos do álbum até esboça sentimento de esperança que é rapidamente inundado por um pessimismo sutil. Quase como se eles dissessem “assim caminha a humanidade……”.

12. “Velociraptor“, Kasabian – um disco um pouco repetitivo, mas com identidade britânica única e fantástica. Escutá-lo e não pensar “Quero uma cerveja”, tarefa impossível.

11. “Demolished Thoughts“, Thurston Moores – considerado o melhor do ano para alguns críticos, é inegável a qualidade do artista em criar excelentes composições e montar um disco que conta uma história, tem ritmo e elegância. Coisa rara.

E, no próximo post, os 10 melhores !

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Written by _ricardo

18/12/2011 at 14:16

Review: Scenes from Suburbs (2011) – o disco do Arcade Fire que virou filme

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Em 2010 o Arcade Fire gravou um álbum intitulado The Suburbs – e esse foi um dos melhores discos do ano. Mas a ousadia da banda canadense não parou na qualidade fonográfica. Para o primeiro videoclipe do álbum, da música Suburbs, o diretor escolhido foi ninguém menos que Spike Jonze, aclamado pelos seus trabalhos recentes no cinema e reconhecido como um dos melhores diretores de clipes musicais.

Mas, além do clipe (que está no vídeo acima), a parceria entre Jonze e o Arcade Fire resultou em um curta metragem intitulado Scenes from Suburbs, onde a trama do vídeo acima é desenvolvida ao som do disco da bandas. E o que é possível dizer sobre esse projeto ousado: transformar um disco conceitual em filme ? Eis as minhas impressões:

O filme, de aproximadamente 30 minutos é uma obra corajosa que tem êxito ao transmitir o clima do disco The Suburbs ao espectador e funciona assim: quem não escutou o álbum consegue captar seus conceitos (e provavelmente se sentirá tentado a escutá-lo posteriormente) e quem já conhecia as letras olha o filme encantado com as interpretações feitas para as músicas. A utilização das faixas Sprawl (I e II), assim como Month of May – que embala uma festa no filme – são primorosas. Mas, deixando a música de lado, é importante informar a trama do filme: é o mesmo grupo de amigos retratado no clipe do vídeo deste post, onde o protagonista vai revivendo os acontecimentos do grupo em flashbacks. E aí está o maior mérito de Spike Jonze, por usar esse tipo de narrativa, pois um desenvolvimento linear não seria possível nesse tipo de projeto. E é claro, todos os jovens vivem no subúrbio norte-americano, que vai sofrendo grande transformações, assim como os próprios personagens –  e este também é o tema central do disco ! A atuação dos garotos (que nunca tinham atuado; foram escolhidos em escolas dos EUA pelo diretor, mas não poderiam ter experiência profissional) é boa. Uma ressalva que é necessária fazer é o personagem Winter, que vai se tornando instrospectivo mas falta um desenvolvimento maior que os quase 30 minutos não dão. No fim, prevalece o clichê de que “eles continuam jovens, mas o que eles viveram os transformou” que é banal em termos cinematográficos mas tão verdadeiro que não vi problema nenhum no modo em como ele é colocado. E o filme termina com Suburban War (minha música favorita da banda) num clima pra lá de nostálgico.

Obs.: a cena da festa onde dá a entender que Kyle (o protagonista) beija a garota – mas isso não é mostrado – é genial !

E a melhor parte de tudo isso é que o curta está disponível para ser assistido na integra no portal Mubi.com, através deste link. Corre para assistir (ainda mais se você gostou do vídeo do post)!

Nota: 4/5

 

Update1 – o filme foi retirado do portal Mubi.com, mas é fácil encontrá-lo para download após uma rápida busca no Google 😉

Written by _ricardo

27/06/2011 at 19:53

Os melhores discos de 2010: parte 3/3 (5 – 1)

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Os melhores álbuns de 2010 – Na parte 1 dessa lista você conferiu as posições 11 a 15, e na parte 2 as posições 6 a 10. Pois bem, chegou  hora dos 5 melhores.

*a maioria dos vídeos das músicas só podem ser vistos no Youtube, devido a questões de direitos autorais. Mas, é bem simples: é só clicar em “Assista no Youtube” que você será redirecionado a página para ouvir a música.

5.Band of Joy“, Robert Plant – depois de se tornar um ícone nas décadas de 70 e 80, como vocalista do Led Zepellin, Robert Plant, em sua carreira solo, partiu para um nicho totalmente novo: músicas com tonalidades country e folk. E após um controverso disco com a participação de Allison Kraus, em 2010, ele mostra novamente porque seu nome já é sucesso há um bom tempo. Com um lado mais sombrio que as músicas folks habituais, Plant constrói um disco que beira a psicodelia, principalmente na ânsia de procurar uma solução para suas angústias de modo urgente.

4. “Wake  Up“, John Legend and The Roots – Uma parceria que fez bem a ambos, pois deu a qualidade do timbre de voz de John Legend uma essência com a trupe do Roots. Impossível não ouvir e não associar a melodias da soul music e a música tema de Shaft. A pegada black e soul do disco é uma das melhores surpresas do ano !

e o top 3:

3.Lungs“, Florence and The MachineÉ o primeiro álbum da banda e já desponta como um diferencial na cena alternativa do rock. Foi o album que me fez perder o preconceito com bandas cujo vocal é feminino. Um disco puramente dedicado a sinestesia, ou seja, a ser “sentido” de diferentes modos sensoriais. Um ponto de exclamação num cenário musical chato e depressivo. Devido a criatividade dos videoclipes e qualidade das músicas foi bem difícil escolher um para representá-lo, mas aí está:

2.Mojo” , Tom Petty and The HeartbreakersSem produzir qualquer material inédito há muito tempo, 2010 foi o ano de conhecermos o resultado da volta de Tom Petty e dos Heartbreakers: triunfal. A sincronia dos instrumentos, principalmente da primeira guitarra e a voz de Tom são a essência nesse disco, que se escutado na íntegra tem uma sequência formidável, uma história sendo contada. Coisa rara, ultimamente. Ou se preferir, como disse a revista Rolling Stone em sua acertada crítica, eles conseguiram fazer o mais difícil, agradar a audiência mais exigente do mundo: eles mesmos.

1. The Suburbs“, Arcade Fire Como já havia escrito aqui, na crítica do álbum, 2010 trouxe essa masterpiece da banda canadense. Uma obra para ser lembrada entre os grandes discos. Uma necessidade desesperada de encontrar algo que se perdeu há muito tempo. Um clamor que alterna momentos nostálgicos e a pretensão de seguir na busca pelo nirvana. A preocupação, de acima de tudo, dar o seu melhor, a essência da banda é claramente vista nesse magnífico vídeo de um show deles em New York:

E o que dizer do videoclipe dirigido por Spike Jonze?

Para aqueles que gostam de apenas um gênero musical, 2010 pode até ter sido mediano. Mas para quem se faz valer da máxima “música boa sem rótulos” foi um ano incrível, que ainda teve tantos outros bons discos que não entraram aqui, como o do Hot Chip, do Vampire Weekend, MGMT,….mas 2010 já ficou para trás, e 2011 se anuncia como um ano promissor no mercado fonográfico, pois teremos os novos álbuns do Foo Fighters, Coldplay, Peter Bjorn and John, The Kooks,  Edward Sharpe and The Magnetic Zeros e rumores sobre novos discos do The White Stripes, Queens of Stone Age e Strokes, entre outros.

Written by _ricardo

20/12/2010 at 21:54

Os melhores discos de 2010: parte 2/3 (10 – 6)

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Os melhores álbuns de 2010 – Na parte 1 dessa lista você conferiu as posições 11 a 15, e agora entramos no top 10 !

*a maioria dos vídeos das músicas só podem ser vistos no Youtube, devido a questões de direitos autorais. Mas, é bem simples: é só clicar em “Assista no Youtube” que você será redirecionado a página para ouvir a música.

10.The Lady Killer“, Cee-lo Green – foi o último disco a entrar nessa lista (tive que deixar o trabalho do Hot Chip de fora), mas foi por uma boa causa: Cee-lo Green, conhecido pelo seu trabalho do Gnarls Barkley, faz desse disco solo um dos mais influentes de 2010. Com letras sempre irreverentes e um timbre de voz inconfundível, dita tendências para outras bandas, seja no pop, rock, R&B.

9. “My Beautiful Twisted Dark Fantasy“, Kanye West – considerado o melhor disco pelo NME e pela Rolling Stone Magazine, há de se admitir que é uma obra-prima. Nenhuma faixa é igual a outra; uma profusão de melodias difícil de classificar quanto ao gênero.

8.Le Noise“, Neil Young – Oito novas músicas do lendário cantor que há muito não lançava material inédito. Dispensa maiores descrições, afinal é Neil Young dando o seu melhor, fazendo poesia com enorme facilidade.

7.Sting in the Tail” , Scorpions – o último disco da lendária banda alemã. O melhor deles em muito tempo. A volta aos ritmos clássicos, ao velho rock que os consagrou em  1980. Bons riffs de guitarra e letras com a única pretensão de animar o ouvinte.

6. Brothers“, The Black Keys – Todos querem fazer rock atualmente, mas poucos o fazem. Caem na conversa dos empresários e gravadoras, e acabam compondo músicas pop. Mas o Black Keys continua firme na pegada geek e roqueira, sempre irreverentes. Diferentes da maioria das bandas, são indispensáveis para quem gosta de rock.


No próximo post o TOP 5 dos melhores discos de 2010 !

Written by _ricardo

18/12/2010 at 14:52

Review: Arcade Fire – The Suburbs (2010)

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“In the suburbs I learned to drive and you told me we’d never survive……

We were already bored…..

Sometimes I can’t believe it I’m movin’ past the feeling

Sometimes I can’t believe it I’m movin’ past the feeling again

Lançado na última semana, e já devidamente disseminado pela internet, o novo álbum do grupo canadense The Arcade Fire, intitulado ‘The Suburbs’ faz deste que vos escreve tirar duas conclusões imediatas:

– como pude passar tanto tempo sem dar a atenção devida a banda?

– certamente é um dos melhores álbuns do ano.

Dito isso, faz-se necessário expressar ao menos um relato sobre a energia própria que o grupo alcançou nesse trabalho. Sem querer mudar de estilo se comparados aos trabalhos anteriores, os canadenses promovem uma significativa evolução na composição e harmonia de suas músicas. Todas elas são únicas, mas todas são a essência do Arcade Fire, começando, por exemplo, com a canção que dá nome ao álbum, The Suburbs, (cujo trecho dá início ao post) um hit indie com uma melodia simples e contagiante, que assim como as demais clama por atenção,  é uma prece desesperada por um tipo de caos .

As faixas alternam ainda momentos de maior energia, como em Month of May e Empty Room, onde há uma urgência para ir ao encontro de algo, simplesmente a necessidade e desespero de não ficar imóvel a situação. Por outro lado, os fãs mais apegados a banda vão elogiar as duas versões de Sprawl (principalmente a Sprawl II) ou Suburban War, muito mais introspectivas que as demais, que evocam nostalgia e quando percebemos estamos mergulhados em memórias inestimáveis.

Sem querer fazer desse post um relato sobre cada faixa, pois escutar e sentir a música cabe a você, leitor, sinto-me na obrigação de citar Deep Blue e Wasted Hours como indispensáveis e Suburban War e The Suburbs como as melhores músicas do disco e as melhores que ouço em muito tempo, que te prendem ao momento e ao mesmo tempo clamam por uma necessidade de fuga iminente.

Enfim, esse álbum fará com que mais pessoas conheçam e admirem a banda, mas não por meio da política de “se vender para o pop”, e sim manter-se aos mesmos ideais inicias. E é por isso, que – para o bem ou para o mal – Arcade Fire continuará sendo uma banda de nicho, cult e indie. Mas, e daí?

Written by _ricardo

15/08/2010 at 12:00

Como não fazer um álbum

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Sabe, por mais que a banda negue que um disco que por ser diferente do seu estilo habitual causará polêmicas, sabemos que na realidade as coisas são bem diferentes. Ganham uns poucos fãs, mas e os seguidores de longa data ?

Isto escrevo porque dediquei meu dia hoje para, felizmente pensava eu ao me propor, escutar os novos trabalhos de Franz Ferdinand, intitulado “Tonight” e da parceria de Robert Plant e Alison Krauss.

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Written by _ricardo

19/03/2009 at 23:46

Estrelato, modo randômico

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Como seria seu primeiro CD em uma banda megasuperfamosa?

Deixe o modo aleatório decidir por você.

Essa idéia outros blogs já compartilharam e, nesse não seria diferente.

O nome da banda vc faz entrando indo nesse site: http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Randomo título do artigo será o nome da banda


O título do disco vem do site: http://www.quotationspage.com/random.php3 as últimas quatro palavras da última frase da página é o próprio nome do álbum

Só falta o principal, a imagem da capa, tudo através de http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco

A minha ficou assim

Até que ficou bem engraçadinha, e com um título pra lá de estranho.

Vai lá. Agora é sua vez.

Written by _ricardo

18/09/2008 at 22:58

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