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Os melhores filmes do ano de 2011

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Quem acompanha cinema sabe que o ano para a indústria cinematográfica não acaba dia 31 de dezembro e sim no domingo do Oscar. Isso se deve ao fato das produções terem datas agendadas para estreia no cinema de acordo com a data do prêmio, para estarem ainda na memória recente dos votantes. Obviamente, um filme de maio ou julho pode concorrer ao Oscar, mas os gastos na campanha publicitária do mesmo serão bem maiores, pois além de mostrar aos votantes que o filme (assim como os atores, roteiristas, …) está aí para receber a indicação será preciso relembra-los de por quê mesmo aquele filme merecia o voto dele.

Feita essa introdução, assim eu justifico a minha lista de melhores do ano que sai só agora e, compreende os filmes que são elegíveis ao Oscar 2012, ou seja, que tiveram lançamento (nos EUA) entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2012.

O ano de 2011 foi estranho para o cinema: foi um ano de escassez de grandes atuações femininas (como protagonistas) e sobraram grandes interpretações masculinas. Ficou difícil para escolher, ora por falta de opções para as atrizes ora por abundância (atores). Além disso, 2011 foi um ano de excelentes trilhas sonoras: Drive, Contágio, Cavalo de Guerra, A Invenção de Hugo Cabret, O Artista, Millenium – Os homens que não amavam as mulheres, só para citar alguns.

No entanto, os fatores que caracterizaram o ano no cinema foram:

1.a busca pelo passado, a ligação nostálgica com o que era bom (‘mas, será que realmente era bom?’ pergunta que expõe o tema central de Meia-Noite em Paris, de Woody Allen) e é vista claramenteem O Artista, O Espião que Sabia Demais, A Invenção de Hugo Cabret;

2.o sentimento (ou ausência dele, como em Drive) em doses exageradas e exuberantes como em Melancolia, A Pele Que Habito, Rango e, transcendendo os sentidos e entrando no campo da sinestesia, A Árvore da Vida;

Por tudo isso, 2011 é um ano em que seus filmes (mais do que nunca) não devem ser analisados separadamente. A análise do conjunto dá uma visão mais clara do que estamos pensando e querendo como sociedade.

Eis a lista:

TOP #10 de 2011

1 – Drive (Drive), de Nicolas Refn

 

2 – O Espião que sabia demais (Tinker Tailor Soldier Spy), de Thomas Alfredson

 

3 – Melancolia  (Melancholia), de Lars Von Trier

 

4 – Toda Forma de Amor (Beginners), de Mike Mills

 

5 – A Árvore da Vida (The Tree of Life), de Terence Mallick

 6 – Habemus Papam, de Nanni Moretti

7 – A Separação (A Separation), de Asghar Farhadi

8 – Rango, de Gore Verbinski

9 – A Pele Que Habito (La Piel Que Habito), de Pedro Almodovar

10 –X-Men Primeira Classe (X-Men First Class), de Matthew Vaughn

  • Melhor filme: Drive
  • Pior Filme do Ano: Inquietos (Restless);
  • Melhor diretor:  Nicolas Refn (Drive)
  • Melhor roteiro:  O Espião que sabia demais
  • Melhor ator: Jean Dujardin em O Artista
  • Melhor atriz: Kirsten Dunst em Melancolia
  • Melhor ator coadjuvante: Andy Serkis em Planeta dos Macacos
  • Melhor atriz coadjuvante: Shailene Woodley em Os Descendentes
  • Melhor elenco em obra cinematográfica:  Carnage
  • Melhor fotografia: A Árvore da Vida
  • Melhor animação:  Rango;
  • Melhores efeitos especiais: A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
  • Filmes Mais Superestimados:  O Homem que mudou o Jogo (Moneyball), Histórias Cruzadas (The Help), Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)

– Menções honrosas (ou, “outros bons filmes do ano”):

Tudo Pelo Poder (The Ides of March), O Artista (The Artist), O Abrigo (Take Shelter), A Invenção de Hugo Cabret (Hugo), Like Crazy (Like Crazy), Carnage (Carnage), Margin Call – O dia antes do fim (Margin Call), Meia-noite em Paris (Midnight in Paris), Passe Livre (Hall Pass)

– Filmes com grande potencial mas que eu não assisti (ou, “o mea culpa”):

Shame, O Palhaço, In Darkness, Young Adult, Pina, Chico & Rita.

 

 

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Short Review: Rango (2011)

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Nesta animação de 2011, da Paramount, Johnny Depp dubla Rango, uma lagarto que acostumado com a solidão que se vê popular ao ludibriar uma cidade no Velho Oeste, fazendo com que os habitantes locais o reconheçam como um verdadeiro bad boy, sem medos e que pode salvar/trazer esperança a cidade que vive com cada vez menos água. Tudo que o personagem Rango procura é uma razão para ser feliz e uma oportunidade de ser necessário para alguém.

Assim, o filme em 100 minutos recria velhas temáticas dos filmes westerns, como os de Sergio Leone (Três Homens em Conflito, Por Um Punhado de Dólares, entre outros) e com direito a participação de um Clint Eastwood jovem, nos seus papéis da década de 60. A impressão principal que o filme traz é a de que, ao fazer uso da sucessão de temáticas dos filmes westerns e filmes de anti-heróis, em vez de deixar tudo mais confuso, acaba por construir material ágil e genuíno. Mesmo que essas palavras lidas assim não pareçam fazer sentido, pois, normalmente ter muitas paródias/clichês de outros filmes consagrados é uma tentativa única e desesperada de entreter massas (e alienar, para os mais ácidos). Mas, em Rango essa mistura, que ainda inclui metalinguagem e uma recriação da famosa cena de Apocalypse Now com som da ópera  Ryde of Valkyires, de Wagner,  faz com que a investida da Paramount em animações seja vitoriosa.

A qualidade da animação (não é um “filme da Pixar”) me surpreendeu positivamente em alguns pontos, como ao criar um céu estilo Van Gogh em algumas cenas e integrar bem a interpretação do personagem de Depp a sua constituição física desajeitada e esquelética. Mas, em outras partes, ela poderia ser melhor, ficando evidenciado nas cenas onde aparece a cobra cascavel.

Outro ponto fundamental é o bom uso dos diversos personagens (principais, secundários e de apoio). Na primeira metade do filme (onde sua apresentação/caracterização precisa acontecer), ela acontece por meio da esperança que eles encontrem no novo-atrapalhado-anti-herói Rango; uma esperança tão genuína que lembra outras já vistas em filmes como Procurando Nemo ou Up – Altas Aventuras, por exemplo. E, quando, em seus momentos finais, o filme emprega uma boa dose de moralismo, ela vem de uma forma tão bela na cena em que a metáfora do “ir para o outro lado” é recriada sublimemente e o espectador atesta mais uma vez a qualidade da animação Rango.

NOTA: 4/5

Written by _ricardo

03/04/2011 at 02:57

Publicado em filmes e seriados

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Oscar 2011 – Minhas apostas e os favoritos ao prêmio de melhor filme e principais categorias

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Neste post trago as minhas apostas aos vencedores do Oscar, que se realizará no próximo domingo à partir das 22:00 no horário de Brasília (TNT transmite toda a cerimônia e a Globo somente a metade final, ou seja, depois do Big Brother) . As minhas preferências, no entanto, vem num próximo post que fará um balanço dos melhores, independentes de prêmios.

E, empregando a tradicional frase (que foi abolida ano passado mas voltará a ser dita no prêmio desse ano) “And the Oscar goes to………….”

MELHOR FILME

Quem vai ganhar: O Discurso do Rei

Por quê? Ganhou os prêmios cujos votantes também são do Oscar (PGA, DGA) e traz uma história sobre superação, temática que predispõem prêmios. Não é nem de longe o melhor entre os concorrentes, mas parece que sua escalada a vitória já não tem mais volta.

MELHOR DIRETOR

Quem vai ganhar: Tom Hooper (O Discurso do Rei)

Por quê? Para selar a habitual dobradinha melhor filme + melhor diretor. Além disso, Hooper dirige seu filme com muita prudência e não comete erros graves, mesmo optando sempre pela obviedade.

MELHOR ATOR

Quem vai ganhar: Colin Firth (O Discurso do Rei)

Por quê? Porque a história já nos mostrou que a Academia prefere atuações que denotem grandes transformações. Firth faz seu papel com maestria e esse Oscar que ele irá ganhar é também um reconhecimento a sua carreira, que há tempos vem apresentado grandes atuações.

MELHOR ATRIZ

Quem vai ganhar: Natalie Portman (Cisne Negro)

Por que ? Porque é a melhor. Essa é uma categoria que a crítica especializada já nem gosta mais de falar, pois não gera discussões ou controvérsias, já que o nome de Portman é unanimidade. Merece, e muito. Mas, cabe espaço aqui para elogiar Annette Bening em sua interpretação em Minhas Mães e Meu Pai, especialmente na cena do jantar na casa da personagem de Mark Ruffalo.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Quem vai ganhar: Christian Bale (O Vencedor)

Por quê? Depois do Batman ou do Exterminador do Futuro 4, teve a chance de mostrar uma personalidade mais humana e problemática. Por sua atuação se destaca mais que o protagonista (vivido por Mark Wahlberg). E, congratulações para o diretor David O. Russell que soube aproveitar as feições caipiras de Bale ao personagem. Além disso, a concorrência nessa categoria é fraca.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Quem vai ganhar: Hailee Seinfeld (Bravura Indômita)

Por quê? Diferentemente do restante da crítica, que aposta em Melissa Leo (O Vencedor), acredito que a jovem atriz de 16 anos irá ganhar por sua interpretação em Bravura Indômita. Ao meu ver, soube desempenhar o clima western e sereno do filme, bem como se adaptou muito bem a estética própria dos irmãos Coen, os diretores.

MELHOR ANIMAÇÃO

Quem vai ganhar: Toy Story 3

Por quê? Porque é a unanimidade de um ano mais fraco para animações desse nível. Isso se comprova ainda mais ao compararmos com o ano passado, onde tínhamos o genial Mary and Max (um das melhores animações que já vi, vale como dica de filme) e com os muito bons O Fantástico Sr. Raposo e Up – Altas Aventuras. Mas, quem assistir aos outros filmes da categoria (Como Treinar seu Dragão e principalmente o triste, mas tocante, O Ilusionista) não se arrependerá. TS3, além de ser nostálgico na medida certa, é uma das poucas contnuações no cinema (e isso vale para todo o tipo de filme) que mantem a qualidade dos anteriores.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Quem vai ganhar: Incendies (Canadá)

Por quê? Se no ano passado tínhamos duas obras primas (O Segredo dos Seus Olhos e A Fita Branca) além do muito bom O Profeta nesse ano, a produção canadense é a única entre os concorrentes que é acima da média. Mas, caso não vença, pelo menos a torcida é para que Biutiful não ganhe.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Quem vai ganhar: O Discurso do Rei

Por quê? Porque a Academia amou esse filme, que é bom, mas falha especialmente em seu roteiro.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? Porque o roteiro de Aaron Sorkin é ágil, inteligente e diferente do que se está acostumado a ver numa história que retoma a criação ou realização de algo importante.

MELHOR FOTOGRAFIA

Quem vai ganhar: Bravura Indômita

Por quê? Porque a refilmagem do clássico de John Wayne é resgatada com um acréscimo de qualidade na construção do ambiente rústico do velho oeste que dá espaço para que as grandes atuações de Jeff Bridges e Hailee Seinfeld prevaleçam.

MELHOR TRILHA SONORA

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? Apesar de gostar da trilha de A Origem, ela se assemelha muito aos trabalhos anteriores de Hans Zimmer, e a trilha de A Rede Social convence durante todo o filme, sendo um poderoso auxílio para ilustrar os pensamentos do protagonista (Jesse Eisenberg) que teima em ocultá-los sob sua faceta minimalista e anti-social. Especula-se ainda, que a trilha de O Discurso do Rei possa ganhar, mas acho muito difícil.

MELHOR CANÇÃO

Quem vai ganhar: We belong together, de Toy Story 3

Por quê? Porque retoma a nostalgia de Toy Story 1 e 2 e tem um papel fundamental no filme.

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Quem vai ganhar: A Origem

Por quê? Porque Cristopher Nolan e a equipe técnica construíram com perfeição um novo mundo no campo dos sonhos.

MELHOR EDIÇÃO

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? A ideia de introduzir os acontecimentos da história do protagonista a partir das revelações feitas nas mediações entre seus advogados funcionou extremamente bem para a história.

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Quem vai ganhar: Trabalho Interno

Por quê? Porque é explora um tema (a crise econômica de 2008) que os americanos tem imensa curiosidade de conhecer mais para entender e aprender a evitar uma nova sucessão de catástrofes econômicas. O melhor documentário (Esperando pelo Super Homem), porém, nem concorre. E, se você chegou até aqui e acredita que o documentário rodado no Brasil, Lixo Extraordinário, tem chances, bem, serei eu o obrigado a dizer que ele é um figurante de luxo na festa do Oscar.

 

 

As demais categorias, principalmente as de curta-metragem são uma incógnita. No entanto, nas categorias técnicas não mencionadas aqui, a aposta principal é A Origem, como em Edição de Som e Mixagem de Som.

Agora, você já pode participar dos famosos bolões do Oscar, sendo que algumas estão aí oferecendo tentadores prêmios, como o do HitFix que dará um iPad ao ganhador (brasileiro pode participar também).

Diferentemente do ano passado, onde apostei em Guerra ao Terror como grande vencedor do prêmio (e obtive êxito), nesse ano, se por um lado prefiro acertar nas minhas apostas, por outro ficarei bem satisfeito com o prêmio se os vencedores de Melhor Filme e Melhor Diretor forem diferentes dos mencionados.

Written by _ricardo

26/02/2011 at 16:30

Os favoritos no Oscar 2011 – Os melhores filmes segundo a crítica

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Nesse post você confere os favoritos e apostas a corrida do Oscar muito antes das indicações e especulação, mas AQUI você pode ler a minha lista de melhores filmes do ano, as minhas escolhas de pior filme, melhor ator, diretor,…..

 

Se você procura os filmes que vão disputar o Oscar de 2012, o post é nesse LINK.

———


A temporada dos prêmios mais importantes do cinema já começou. Começaram as ações de marketing dos estúdios para promover seus filmes. E, antes que os prêmios passem este blog lhe traz todos os filmes com maior aceitação/destaque do ano (alguns ainda nem foram lançados).

Mesmo sabendo que a disputa de Melhor Filme se polarizará entre 2 ou 3 candidatos, cinéfilo que se prezes olha, pelo menos, os 10 que concorrem a melhor filme no Oscar.

Mas, antes, lembre-se destas datas:

  • 14/12/2010 – anúncio dos indicados ao Globo de Ouro (com menor credibilidade, mas um bom termômetro para Oscar)
  • 16/01/2010 – premiação do Globo de Ouro
  • 25/01/11 – Anúncio dos indicados ao Oscar
  • 27/02/11 – Entrega do 83º Oscar

Abaixo estão os filmes que certamente aparecerão nas indicações (seja por filme, roteiros, direção, …..)

Maiores comentários a respeito de cada um ainda virão neste blog. Por enquanto apreciem uma rápida sinopse e o trailer dos filmes, com a seguinte legenda:

  • título do filme em vermelho – o filme é considerado um dos grandes filmes do ano, luta pelas categorias mais importantes e eu recomendaria que você visse;
  • título do filme em azul – destaca-se por apenas alguma particularidade (ator, atriz, parte técnica). Chances de algumas indicações;
  • título do filme em preto – está mais para uma aposta;

Ilha do Medo (Shutter Island) – A combinação de arte com filme para arrecadar dinheiro. Mas, por ser lançado no longínquo 1º semestre de 2010 enfraquece suas chances.

O vencedor (The Fighter) – Mark Wahlberg encarna um lutador, numa história real, cercada de altos e baixos. Rende, no mínimo, uma indicação de melhor ator para Christian Bale (o Batman) na sua participação como coadjuvante. E que título ruim o filme ganhou no Brasil !

Hereafter – uma história sobre a vida após a morte, dirigida por Clint Eastwood. Com Matt Damon no elenco. Dividiu a crítica.

127 Horas – James Franco numa história real do drama de um aventureiro que se vê preso e sozinho entre rochas e para sair dessa situação toma uma atitude drástica. Um dos meus favoritos. O melhor trailer entre os favoritos! (o que, convenhamos, não significa nada)

A Rede Social – A história da criação do Facebook e a persoanlidade controversa do seu criador. Crítica aqui no blog.

A Origem (Inception) –  ficção de Christopher Nolan. Junto com “A Rede Social” é o que desponta como favorito.

Cisne Negro (Black Swan) – um profundo drama, com o balé como pano de fundo. Além disso, exuberante Natalie Portman. Fique de olho.

O Discurso do Rei (King’s Speech) – Colin Firth mostrando porque é um dos melhores atores de Hollywod. Fique de olho nesse filme. Favoritaço a ganhar por melhor filme (crítica dele aqui).

Minhas mães e meu pai (The Kids are all right) – um dos destaques do ano, conta a história de um casal de lésbicas com 2 filhos adolescentes. Pode não ganhar como melhor filme, mas suas chances para melhor atriz (Anette Benning e Juliane Moore) são grandes e bem reais.

Eu sou o amor (I am love) –  Só pela interpretação de Tilda Swinton já vale o ingresso ao cinema. Filme de pequeno orçamento mas que tem se destacado bastante.

Somewhere –  De Sofia Coppola. Muito semelhante a “Encontros e Desencontros” vem encantando plateias na Europa e ganhou melhor filme em Veneza. Já nos EUA, dividiu a crítica. Retrata o escapismo na vida de um ator de Hollywood fronte a relação com sua filha.

O turista (The tourist) – talvez o “patinho feio” dessa lista. Mas a popularidade de Johnny Depp e Angelina Jolie o colocam na mira.

Toy Story 3 – o filme mais elogiado pela crítica no ano, e que certamente ganhará na categoria de animação.

Animal Kingdom – filme australiano sobre família de criminosos tem um dos trailers mais chocantes, vem recebendo excelentes elogios. Mas trailer é trailer e filme é filme. De qualquer modo, depósito algumas esperanças.

Biutiful – obra do espanhol Innarritu (que fez Babel e 21 Gramas) fez muito sucesso nos festivais europeus. Na América está sendo muito questionado. Mas uma coisa é certa, Javier Bardem mais uma vez é candidato ao posto de melhor ator. Por ser falado em espanhol, certamente emplaca uma indicação e a melhor filme estrangeiro.

The Way Back – do respeitado diretor Peter Weir que agrega a boa fase de Colin Farrell. A fuga de soldados fugidos de uma prisão na Sibéria. Tem minha simpatia.

Não me abandone jamais (Never let me go) – Um cast com grandes atrizes em ótima forma num profundo drama. Era um dos filmes que tinham maior força antes de sua estreia, mas que perdeu um pouco seu apelo junto a crítica.

Another Year – drama sobre a vida e o casamento. Despontou em Cannes. Bem criticado, terá algumas indicações, mas ficará longe das estatuetas e holofotes.

Bravura Indômita (True Grit) – o novo filme dos irmãos Coen (de “Onde os fracos Não tem Vez”). Um história de faroeste. Além dos aclamados diretores traz o atual vencedor do Oscar de melhor ator, Jeffrey Bridges. Combinação que agrada, e muito, quem vota no Oscar.

Conviction – Sam Rockwell (em excelente fase!) e Hillary Swack num drama de tribunal que envolve o julgamento de um crime brutal.

Miral – de Julian Schnabel (que dirigiu “O escafandro e a Borboleta”) retrata a vida de um orfão na Palestina, em meio a guerra santa.

Morning Glory – o cotidiano de um jornal televisivo, com um bom cast vem despertando a curiosidade da crítica especializada. Mas,  independente de sua qualidade, não parece-me um filme que disputa prêmios.

Amor e outras drogas (Love and other drugs) – Uma comédia romântica que mostra que esse gênero pode apresentar bons filmes.

Atração Perigosa (The Town) – segundo trabalho de Ben Affleck como diretor, no qual saí-se muito bem nesta história de ação com muitas semelhanças com Os Infiltrados. Resta saber se consegue superar os outros concorrente e conseguir uma indicação. Além disso, primeiro grande filme do astro da série Mad Men, Jon Hamm.

Fair Game – o jogo de influências na política, estrelado pela talentosa Naomi Watts. Fiquem de olho nela.

Blue Valentine – com uma pegada totalmente indie e um belo trailer tenta trazer uma abordagem mais realista de uma relação. Corre “por fora” na disuputa.

The Tempest – Helen Mirren numa adaptação da última obra de Shakespeare. Uma história épica, do século 16. Acho difícil almejar qualquer coisa.

Rabbit Hole – a vida de um casal após a morte do seu filho. Nicole Kidman num filme que tem tudo para ser entediante, mas que está em todas as listas de melhores dos críticos mais influentes.

Secretariat – o mundo das corridas de cavalo dirigido por Randal Wallace. Se fizer parecido com Seabiscuit é bom ficar de olho.

Welcome to the Rileys – junto com “O Turista” é a maior zebra dessa lista. Na verdade só de estar sendo cogitado é um grande trunfo para esse drama entre pai e filha (Kristen Stewart mostrando que sabe atuar bem).

Get Low – a história de um homem que forja seu funeral para se ver livre para viver sozinho do mundo. Provavelmente renderá indicação a melhor ator para o veterano Robert Duvall, e quem sabe a Bill Murray como coadjuvante.

Em busca da Verdade (Winter’s Bone) – depois de Toy Story 3, foi o filme mais elogiado no ano. Porém, controversamente é tido como um palpite fraco para os prêmios (vá entender!). É a história de uma jovem que adentra num mundo de drogras e crimes.

Of Gods and Men – favoritaço ao prêmio de melhor filme estrangeiro, este filme francês mostra a vida de monges que são confrontados por fundamentalistas.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 – muito bem nas bilheterias tem boas chances em alguns prêmios técnicos.

Splice – pegando carona no sucesso de ficções com cunho científico, como Distrito 9 ou Lunar (ambos de 2009), retrata a história de dois cientistas que criam um ser em laboratório. Já vi e não recomendo.

O Americano (The American) – o novo filme de George Clooney. A história da última missão de um assassino profissional erradicado na Itália. Um bom filme que até merece uma indicação ou outra, mas nada além disso.

Enterrado Vivo (Buried) o título revela a trama. É uma grande incógnita, até mesmo para a crítica, visto que maior parte do filme é apenas a atuação do mediano Ryan Reinolds.

Documentários:

Inside Job – a análise da crise financeira que acometeu o mundo.

Esperando pelo super homem (Wainting for Superman) – a verdadeira situação do sistema educacional norte-americano e o impacto disso nas próximas gerações.

A partir de agora é hora de assistir os filmes e torcer pelos seus favoritos.

Se hoje eu tivesse que apostar nos 10 indicados ao prêmio de melhor filme, impreterivelmente:

  • apostaria que os 5 principais filmes do ano (e com indicação garantida) seriam: Toy Story 3, A Origem, A Rede Social, 127 Horas, Cisne Negro;
  • E que a luta pelas 5 vagas restantes se concentraria entre (com destaque para aos “em negrito”): O Discurso do Rei, The Way Back, Bravura Indômita, Somewhere, Winter’s Bone, Minhas mães e meu pai, Não me abandones jamais

De modo geral, já pode-se afirmar que nesse ano temos mais concorrentes de alto nível que no ano passado !

E, no dia 25/01/2011 veremos se eu estava certo. Até lá, bons filmes.

Written by _ricardo

27/11/2010 at 15:30

Oscar: As músicas, as animações e os filmes estrangeiros

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Melhor filme de animação  –

  • Coraline
  • O Fantástico Sr. Raposo (Fantastic Mr. Fox)
  • A Princesa e o Sapo (The Princess and the Frog)
  • The Secret of Kells
  • Up – Altas Aventuras (Up)

Quem vai ganhar: Up.

Por que ?  Por ser muito óbvio (é a única animação indicada a melhor filme, na disputa geral). É um grande filme, que ousa e convence na simplicidade de falar sobre um tema tão profundo (e que bela primeira cena !). Mas, tenho medo que com o tempo a Academia fique tão cega que sempre vote Pixar pelo status das suas realizações (‘Ratatouille’, ‘Wall-E’, entre outros).  Essa é uma categoria onde tirando o ‘Secret of Kells’, que não vi, tem ótimos filmes, principalmente ‘Coraline’ e ‘Fantástico Sr. Raposo’, este último seria o meu voto por ser absurdamente simples mas fascinante. Enfim, ‘Up’ ganhará com méritos, obviamente, mas tenho a sensação que tivemos um ótimo ano no gênero. Um possível voto seria em ‘Mary an Max‘  (talvez a melhor animação do ano) mas que não figura na lista.

Melhor filme estrangeiro –

  • Ajami (Israel)
  • O Segredo dos Seus Olhos (Argentina)
  • O Leite da Amargura (Peru )
  • O Profeta (França)
  • A Fita Branca (Alemanha)

Quem vai ganhar: A fita branca.

Por que ?  Porque vem ganhando a maior parte dos prêmios, além de ser fenomenal em sua construção psicológica, onde as personagens são sujeitas à muitas barreiras, como a da religião e do período político alemão. Ressalto também o francês ‘O Profeta’, que para mim, está no mesmo nível que o filme alemão e retrata o dia-dia numa prisão francesa controlada de dentro por mafiosos e de forma mais profunda questiona o problema xenofóbico do povo francês em aceitar os imigrantes árabes que hoje sustentam a economia do país. Em resumo, são dois filmes que merecem serem vistos e que estariam indicados a melhor filme, caso fossem norte-americanos.

Melhor canção –

  • “Almost There” – A Princesa e o Sapo (The Princess and the frog)
  • “Down in New Orleans” – A Princesa e o Sapo (The Princess and the frog)
  • “Loin De Paname” – Paris 36
  • “Take it All” – Nine
  • “The Weary Kind” – Coração Louco (Crazy Heart)

Quem vai ganhar: “The Weary Kind’ Coração Louco.

Por que ?  Porque dentre os indicados é a única que se salva e tem brilho próprio.

Melhor trilha sonora –

  • Avatar
  • O Fantástico Sr. Raposo (Fantastic Mr. Fox)
  • Guerra ao Terror (The Hurt Locker)
  • Sherlock Holmes
  • Up – Altas Aventuras (Up)

Quem vai ganhar: Up.

Por que ?  Pelo reconhecimento a Michael Giacchino (que assina outras trilhas importantes, como a de ‘Os Incríveis’ e faz toda a trilha sonora expetacular do seriado ‘Lost’) mas que nunca foi premiado. É uma trilha muito boa, que dentre os candidatos só está no mesmo nível do ‘Fantástico Sr. Raposo’. Porém, faço um singilo comentário agora: a melhor trilha do ano é a de ‘Amor sem escalas’ (‘Up in the Air’) que, por não ter sido composta para o filme não concorre.

Written by _ricardo

05/03/2010 at 01:53

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