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Oscar 2011 – Minhas apostas e os favoritos ao prêmio de melhor filme e principais categorias

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Neste post trago as minhas apostas aos vencedores do Oscar, que se realizará no próximo domingo à partir das 22:00 no horário de Brasília (TNT transmite toda a cerimônia e a Globo somente a metade final, ou seja, depois do Big Brother) . As minhas preferências, no entanto, vem num próximo post que fará um balanço dos melhores, independentes de prêmios.

E, empregando a tradicional frase (que foi abolida ano passado mas voltará a ser dita no prêmio desse ano) “And the Oscar goes to………….”

MELHOR FILME

Quem vai ganhar: O Discurso do Rei

Por quê? Ganhou os prêmios cujos votantes também são do Oscar (PGA, DGA) e traz uma história sobre superação, temática que predispõem prêmios. Não é nem de longe o melhor entre os concorrentes, mas parece que sua escalada a vitória já não tem mais volta.

MELHOR DIRETOR

Quem vai ganhar: Tom Hooper (O Discurso do Rei)

Por quê? Para selar a habitual dobradinha melhor filme + melhor diretor. Além disso, Hooper dirige seu filme com muita prudência e não comete erros graves, mesmo optando sempre pela obviedade.

MELHOR ATOR

Quem vai ganhar: Colin Firth (O Discurso do Rei)

Por quê? Porque a história já nos mostrou que a Academia prefere atuações que denotem grandes transformações. Firth faz seu papel com maestria e esse Oscar que ele irá ganhar é também um reconhecimento a sua carreira, que há tempos vem apresentado grandes atuações.

MELHOR ATRIZ

Quem vai ganhar: Natalie Portman (Cisne Negro)

Por que ? Porque é a melhor. Essa é uma categoria que a crítica especializada já nem gosta mais de falar, pois não gera discussões ou controvérsias, já que o nome de Portman é unanimidade. Merece, e muito. Mas, cabe espaço aqui para elogiar Annette Bening em sua interpretação em Minhas Mães e Meu Pai, especialmente na cena do jantar na casa da personagem de Mark Ruffalo.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Quem vai ganhar: Christian Bale (O Vencedor)

Por quê? Depois do Batman ou do Exterminador do Futuro 4, teve a chance de mostrar uma personalidade mais humana e problemática. Por sua atuação se destaca mais que o protagonista (vivido por Mark Wahlberg). E, congratulações para o diretor David O. Russell que soube aproveitar as feições caipiras de Bale ao personagem. Além disso, a concorrência nessa categoria é fraca.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Quem vai ganhar: Hailee Seinfeld (Bravura Indômita)

Por quê? Diferentemente do restante da crítica, que aposta em Melissa Leo (O Vencedor), acredito que a jovem atriz de 16 anos irá ganhar por sua interpretação em Bravura Indômita. Ao meu ver, soube desempenhar o clima western e sereno do filme, bem como se adaptou muito bem a estética própria dos irmãos Coen, os diretores.

MELHOR ANIMAÇÃO

Quem vai ganhar: Toy Story 3

Por quê? Porque é a unanimidade de um ano mais fraco para animações desse nível. Isso se comprova ainda mais ao compararmos com o ano passado, onde tínhamos o genial Mary and Max (um das melhores animações que já vi, vale como dica de filme) e com os muito bons O Fantástico Sr. Raposo e Up – Altas Aventuras. Mas, quem assistir aos outros filmes da categoria (Como Treinar seu Dragão e principalmente o triste, mas tocante, O Ilusionista) não se arrependerá. TS3, além de ser nostálgico na medida certa, é uma das poucas contnuações no cinema (e isso vale para todo o tipo de filme) que mantem a qualidade dos anteriores.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Quem vai ganhar: Incendies (Canadá)

Por quê? Se no ano passado tínhamos duas obras primas (O Segredo dos Seus Olhos e A Fita Branca) além do muito bom O Profeta nesse ano, a produção canadense é a única entre os concorrentes que é acima da média. Mas, caso não vença, pelo menos a torcida é para que Biutiful não ganhe.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Quem vai ganhar: O Discurso do Rei

Por quê? Porque a Academia amou esse filme, que é bom, mas falha especialmente em seu roteiro.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? Porque o roteiro de Aaron Sorkin é ágil, inteligente e diferente do que se está acostumado a ver numa história que retoma a criação ou realização de algo importante.

MELHOR FOTOGRAFIA

Quem vai ganhar: Bravura Indômita

Por quê? Porque a refilmagem do clássico de John Wayne é resgatada com um acréscimo de qualidade na construção do ambiente rústico do velho oeste que dá espaço para que as grandes atuações de Jeff Bridges e Hailee Seinfeld prevaleçam.

MELHOR TRILHA SONORA

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? Apesar de gostar da trilha de A Origem, ela se assemelha muito aos trabalhos anteriores de Hans Zimmer, e a trilha de A Rede Social convence durante todo o filme, sendo um poderoso auxílio para ilustrar os pensamentos do protagonista (Jesse Eisenberg) que teima em ocultá-los sob sua faceta minimalista e anti-social. Especula-se ainda, que a trilha de O Discurso do Rei possa ganhar, mas acho muito difícil.

MELHOR CANÇÃO

Quem vai ganhar: We belong together, de Toy Story 3

Por quê? Porque retoma a nostalgia de Toy Story 1 e 2 e tem um papel fundamental no filme.

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Quem vai ganhar: A Origem

Por quê? Porque Cristopher Nolan e a equipe técnica construíram com perfeição um novo mundo no campo dos sonhos.

MELHOR EDIÇÃO

Quem vai ganhar: A Rede Social

Por quê? A ideia de introduzir os acontecimentos da história do protagonista a partir das revelações feitas nas mediações entre seus advogados funcionou extremamente bem para a história.

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Quem vai ganhar: Trabalho Interno

Por quê? Porque é explora um tema (a crise econômica de 2008) que os americanos tem imensa curiosidade de conhecer mais para entender e aprender a evitar uma nova sucessão de catástrofes econômicas. O melhor documentário (Esperando pelo Super Homem), porém, nem concorre. E, se você chegou até aqui e acredita que o documentário rodado no Brasil, Lixo Extraordinário, tem chances, bem, serei eu o obrigado a dizer que ele é um figurante de luxo na festa do Oscar.

 

 

As demais categorias, principalmente as de curta-metragem são uma incógnita. No entanto, nas categorias técnicas não mencionadas aqui, a aposta principal é A Origem, como em Edição de Som e Mixagem de Som.

Agora, você já pode participar dos famosos bolões do Oscar, sendo que algumas estão aí oferecendo tentadores prêmios, como o do HitFix que dará um iPad ao ganhador (brasileiro pode participar também).

Diferentemente do ano passado, onde apostei em Guerra ao Terror como grande vencedor do prêmio (e obtive êxito), nesse ano, se por um lado prefiro acertar nas minhas apostas, por outro ficarei bem satisfeito com o prêmio se os vencedores de Melhor Filme e Melhor Diretor forem diferentes dos mencionados.

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Written by _ricardo

26/02/2011 at 16:30

Os favoritos no Oscar 2011 – Os melhores filmes segundo a crítica

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Nesse post você confere os favoritos e apostas a corrida do Oscar muito antes das indicações e especulação, mas AQUI você pode ler a minha lista de melhores filmes do ano, as minhas escolhas de pior filme, melhor ator, diretor,…..

 

Se você procura os filmes que vão disputar o Oscar de 2012, o post é nesse LINK.

———


A temporada dos prêmios mais importantes do cinema já começou. Começaram as ações de marketing dos estúdios para promover seus filmes. E, antes que os prêmios passem este blog lhe traz todos os filmes com maior aceitação/destaque do ano (alguns ainda nem foram lançados).

Mesmo sabendo que a disputa de Melhor Filme se polarizará entre 2 ou 3 candidatos, cinéfilo que se prezes olha, pelo menos, os 10 que concorrem a melhor filme no Oscar.

Mas, antes, lembre-se destas datas:

  • 14/12/2010 – anúncio dos indicados ao Globo de Ouro (com menor credibilidade, mas um bom termômetro para Oscar)
  • 16/01/2010 – premiação do Globo de Ouro
  • 25/01/11 – Anúncio dos indicados ao Oscar
  • 27/02/11 – Entrega do 83º Oscar

Abaixo estão os filmes que certamente aparecerão nas indicações (seja por filme, roteiros, direção, …..)

Maiores comentários a respeito de cada um ainda virão neste blog. Por enquanto apreciem uma rápida sinopse e o trailer dos filmes, com a seguinte legenda:

  • título do filme em vermelho – o filme é considerado um dos grandes filmes do ano, luta pelas categorias mais importantes e eu recomendaria que você visse;
  • título do filme em azul – destaca-se por apenas alguma particularidade (ator, atriz, parte técnica). Chances de algumas indicações;
  • título do filme em preto – está mais para uma aposta;

Ilha do Medo (Shutter Island) – A combinação de arte com filme para arrecadar dinheiro. Mas, por ser lançado no longínquo 1º semestre de 2010 enfraquece suas chances.

O vencedor (The Fighter) – Mark Wahlberg encarna um lutador, numa história real, cercada de altos e baixos. Rende, no mínimo, uma indicação de melhor ator para Christian Bale (o Batman) na sua participação como coadjuvante. E que título ruim o filme ganhou no Brasil !

Hereafter – uma história sobre a vida após a morte, dirigida por Clint Eastwood. Com Matt Damon no elenco. Dividiu a crítica.

127 Horas – James Franco numa história real do drama de um aventureiro que se vê preso e sozinho entre rochas e para sair dessa situação toma uma atitude drástica. Um dos meus favoritos. O melhor trailer entre os favoritos! (o que, convenhamos, não significa nada)

A Rede Social – A história da criação do Facebook e a persoanlidade controversa do seu criador. Crítica aqui no blog.

A Origem (Inception) –  ficção de Christopher Nolan. Junto com “A Rede Social” é o que desponta como favorito.

Cisne Negro (Black Swan) – um profundo drama, com o balé como pano de fundo. Além disso, exuberante Natalie Portman. Fique de olho.

O Discurso do Rei (King’s Speech) – Colin Firth mostrando porque é um dos melhores atores de Hollywod. Fique de olho nesse filme. Favoritaço a ganhar por melhor filme (crítica dele aqui).

Minhas mães e meu pai (The Kids are all right) – um dos destaques do ano, conta a história de um casal de lésbicas com 2 filhos adolescentes. Pode não ganhar como melhor filme, mas suas chances para melhor atriz (Anette Benning e Juliane Moore) são grandes e bem reais.

Eu sou o amor (I am love) –  Só pela interpretação de Tilda Swinton já vale o ingresso ao cinema. Filme de pequeno orçamento mas que tem se destacado bastante.

Somewhere –  De Sofia Coppola. Muito semelhante a “Encontros e Desencontros” vem encantando plateias na Europa e ganhou melhor filme em Veneza. Já nos EUA, dividiu a crítica. Retrata o escapismo na vida de um ator de Hollywood fronte a relação com sua filha.

O turista (The tourist) – talvez o “patinho feio” dessa lista. Mas a popularidade de Johnny Depp e Angelina Jolie o colocam na mira.

Toy Story 3 – o filme mais elogiado pela crítica no ano, e que certamente ganhará na categoria de animação.

Animal Kingdom – filme australiano sobre família de criminosos tem um dos trailers mais chocantes, vem recebendo excelentes elogios. Mas trailer é trailer e filme é filme. De qualquer modo, depósito algumas esperanças.

Biutiful – obra do espanhol Innarritu (que fez Babel e 21 Gramas) fez muito sucesso nos festivais europeus. Na América está sendo muito questionado. Mas uma coisa é certa, Javier Bardem mais uma vez é candidato ao posto de melhor ator. Por ser falado em espanhol, certamente emplaca uma indicação e a melhor filme estrangeiro.

The Way Back – do respeitado diretor Peter Weir que agrega a boa fase de Colin Farrell. A fuga de soldados fugidos de uma prisão na Sibéria. Tem minha simpatia.

Não me abandone jamais (Never let me go) – Um cast com grandes atrizes em ótima forma num profundo drama. Era um dos filmes que tinham maior força antes de sua estreia, mas que perdeu um pouco seu apelo junto a crítica.

Another Year – drama sobre a vida e o casamento. Despontou em Cannes. Bem criticado, terá algumas indicações, mas ficará longe das estatuetas e holofotes.

Bravura Indômita (True Grit) – o novo filme dos irmãos Coen (de “Onde os fracos Não tem Vez”). Um história de faroeste. Além dos aclamados diretores traz o atual vencedor do Oscar de melhor ator, Jeffrey Bridges. Combinação que agrada, e muito, quem vota no Oscar.

Conviction – Sam Rockwell (em excelente fase!) e Hillary Swack num drama de tribunal que envolve o julgamento de um crime brutal.

Miral – de Julian Schnabel (que dirigiu “O escafandro e a Borboleta”) retrata a vida de um orfão na Palestina, em meio a guerra santa.

Morning Glory – o cotidiano de um jornal televisivo, com um bom cast vem despertando a curiosidade da crítica especializada. Mas,  independente de sua qualidade, não parece-me um filme que disputa prêmios.

Amor e outras drogas (Love and other drugs) – Uma comédia romântica que mostra que esse gênero pode apresentar bons filmes.

Atração Perigosa (The Town) – segundo trabalho de Ben Affleck como diretor, no qual saí-se muito bem nesta história de ação com muitas semelhanças com Os Infiltrados. Resta saber se consegue superar os outros concorrente e conseguir uma indicação. Além disso, primeiro grande filme do astro da série Mad Men, Jon Hamm.

Fair Game – o jogo de influências na política, estrelado pela talentosa Naomi Watts. Fiquem de olho nela.

Blue Valentine – com uma pegada totalmente indie e um belo trailer tenta trazer uma abordagem mais realista de uma relação. Corre “por fora” na disuputa.

The Tempest – Helen Mirren numa adaptação da última obra de Shakespeare. Uma história épica, do século 16. Acho difícil almejar qualquer coisa.

Rabbit Hole – a vida de um casal após a morte do seu filho. Nicole Kidman num filme que tem tudo para ser entediante, mas que está em todas as listas de melhores dos críticos mais influentes.

Secretariat – o mundo das corridas de cavalo dirigido por Randal Wallace. Se fizer parecido com Seabiscuit é bom ficar de olho.

Welcome to the Rileys – junto com “O Turista” é a maior zebra dessa lista. Na verdade só de estar sendo cogitado é um grande trunfo para esse drama entre pai e filha (Kristen Stewart mostrando que sabe atuar bem).

Get Low – a história de um homem que forja seu funeral para se ver livre para viver sozinho do mundo. Provavelmente renderá indicação a melhor ator para o veterano Robert Duvall, e quem sabe a Bill Murray como coadjuvante.

Em busca da Verdade (Winter’s Bone) – depois de Toy Story 3, foi o filme mais elogiado no ano. Porém, controversamente é tido como um palpite fraco para os prêmios (vá entender!). É a história de uma jovem que adentra num mundo de drogras e crimes.

Of Gods and Men – favoritaço ao prêmio de melhor filme estrangeiro, este filme francês mostra a vida de monges que são confrontados por fundamentalistas.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 – muito bem nas bilheterias tem boas chances em alguns prêmios técnicos.

Splice – pegando carona no sucesso de ficções com cunho científico, como Distrito 9 ou Lunar (ambos de 2009), retrata a história de dois cientistas que criam um ser em laboratório. Já vi e não recomendo.

O Americano (The American) – o novo filme de George Clooney. A história da última missão de um assassino profissional erradicado na Itália. Um bom filme que até merece uma indicação ou outra, mas nada além disso.

Enterrado Vivo (Buried) o título revela a trama. É uma grande incógnita, até mesmo para a crítica, visto que maior parte do filme é apenas a atuação do mediano Ryan Reinolds.

Documentários:

Inside Job – a análise da crise financeira que acometeu o mundo.

Esperando pelo super homem (Wainting for Superman) – a verdadeira situação do sistema educacional norte-americano e o impacto disso nas próximas gerações.

A partir de agora é hora de assistir os filmes e torcer pelos seus favoritos.

Se hoje eu tivesse que apostar nos 10 indicados ao prêmio de melhor filme, impreterivelmente:

  • apostaria que os 5 principais filmes do ano (e com indicação garantida) seriam: Toy Story 3, A Origem, A Rede Social, 127 Horas, Cisne Negro;
  • E que a luta pelas 5 vagas restantes se concentraria entre (com destaque para aos “em negrito”): O Discurso do Rei, The Way Back, Bravura Indômita, Somewhere, Winter’s Bone, Minhas mães e meu pai, Não me abandones jamais

De modo geral, já pode-se afirmar que nesse ano temos mais concorrentes de alto nível que no ano passado !

E, no dia 25/01/2011 veremos se eu estava certo. Até lá, bons filmes.

Written by _ricardo

27/11/2010 at 15:30

The Runaways: vivendo no limite – uma bela surpresa

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A banda ‘The Runaways’, que se originou em meados da década de 70 enfim ganha um filme mainstream.

E ele não decepciona.

The Runaways: a banda real

Ver no cast nomes como Dakota Fenning e Kirsten Stewart pode fazer um crítico de cinema duvidar do êxito da película, em função da recente carreira das duas ser recheada de “bombas”, como a “saga” Crepúsculo. Mas, dessa vez foi diferente. Kirsten Stewart, também conhecida como protagonista de Crepúsculo interpreta a líder da banda Joan Jett, e se sai muito bem, dando os contornos masculinos que a personagem realmente tinha e liberando toda sua agressividade em cima do palco. Já Dakota, faz a sua melhor performance da carreira, trazendo pra si toda a responsabilidade da garota do subúrbio que se liberta no submundo do rock ‘n roll da década de 70. Somado a isso ainda há a atuação excelente de Michael Shannon, indicado ao Oscar pelo brilhante Revolutionary Road (Foi Apenas um Sonho), que agora é o produtor que tem o feeling para toda sexualidade que as garotas (que tinham em média 16 anos quando começaram) precisavam encarnar para serem rainhas do rock.

Com vários elementos claramente inspirados naquele que é um marco aos filmes de banda, Quase Famosos (Almost Famous) de 2000, a direção tem um ritmo excelente, sabendo sincronizar as músicas com a agressividade do momento.  Os pontos fracos do filme dizem respeito a história real da banda, onde o rompimento entre as garotas não aconteceu num simples final de semana, foi um ódio crescente entre as cantoras que levou algum tempo. Além disso, demais integrantes da banda são um staff para as personagens Joan Jett(Kirsten) e Cherry ‘Bomb’ Currie (Dakota), pois não desempenham nada significante na trama.

Porém, se é incapaz se retratar toda a trajetória da banda em quase duas horas de filme, o tributo prestado a elas, bem como a habilidade das atrizes em cantar os hits como ‘Cherry Bomb’ e ‘I love Playin with fire’ é digno de nota e merece elogios pela vivacidade dos momentos – como a turnê no Japão com os japoneses fanáticos pela banda – e das letras poderosas para a época.

O filme que inicialmente tinha tudo para me decepcionar é uma bela surpresa que vale o ingresso no cinema e conhecer um pouco mais sobre a banda. Abaixo há o trailer do filme com a onipresente ‘Cherry Bomb’ como trilha.

A história das 4 garotas que queriam tocar rock e adentrar num mundo onde só os homens faziam sucesso chega aos cinemas do Brasil ainda em setembro de 2010.

*Update: a estreia nos cinemas nacionais foi adiada para dia 08/10.


Nota: 8/10

Written by _ricardo

30/07/2010 at 22:12

Oscar: Roteiros e Diretor

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Melhor roteiro original  –

  • Guerra ao Terror (The Hurt Locker)
  • Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds)
  • O Mensageiro (The Messenger)
  • Um Homem Sério (A serious Man)
  • Up – Altas Aventuras (Up)

Quem vai ganhar: Guerra ao Terror.

Por que ?  Embora seja uma categoria difícil normalmente faz coro ao vencedor de melhor filme, e junto com ‘A serious man’ é realmente o melhor roteiro.

Melhor roteiro adaptado  –

  • Distrito 9 (District 9)
  • Educação (An Education)
  • In The Loop
  • Preciosa (Precious)
  • Amor Sem Escalas (Up in the Air)

Quem vai ganhar: Amor sem escalas.

Por que ?  Porque teve simpatia de todos os votantes. Este filme no início da chamada corrida do ouro (que culmina no Oscar) era um dos (senão, ‘O’) favorito a maioria dos prÊmios, incluindo  o de filme. Provavelmente ganhará somente esse mas de forma merecida (seria meu voto também). Mas, caso dê zebra, fico feliz com Ditrito 9 vencendo. Mais motivos sobre ‘Amor sem escalas’ estão na resenha que eu escrevi (neste link).


Melhor diretor –

  • James Cameron – Avatar
  • Kathryn Bigelow – Guerra ao Terror (The Hurt Locker)
  • Quentin Tarantino – Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds)
  • Lee Daniels – Preciosa (Precious)
  • Jason Reitman – Amor Sem Escalas (Up in the Air)

Quem vai ganhar: Kathryn Bigelow.

Por que ?   Porque a Academia normalmente gosta de premiar o ‘serviço completo’, isto é, o pacote melhor filme + melhor diretor e, explicarei no próximo post acredito veementemente que ‘Guerra ao Terror’ ganhará o prêmio máximo. Falando em mérito, é indiscutível que os melhores realmente são Cameron e suas expetaculares tomadas dos voos dos seres mitológicos em ‘Avatar’ e Bigelow por ‘Guerra ao Terror’ com um dinamismo e feeling para preender o espectador numa ação crescente  na Guerra do Iraque. Se um dos dois ganhar é merecimento. Já Tarantino vai muito bem com seus ‘Bastardos …’ mas está um nível abaixo nesse ano. Os demais (Daniels e Reitman) são mero coadjuvantes que ganharão cadeiras privelegiadas no Kodak Theater.

Written by _ricardo

05/03/2010 at 01:30

Publicado em filmes e seriados

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House: O sucesso pela continuidade

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A competência de Pablo Villaça (@pablovillaca)do Cinema em Cena me trouxe a conhecer esse maravilhoso post sobre a série médica House. Ao acompanhar os episódios, que já estão na reta final da 5ª temporada faz-se um balanço de toda a série: a fórmula é a mesma.

house_m.d.

E qual é essa fórmula ?

Exemplificando:

“Dois adultos brincam com uma criança. Todos estão felizes. Subitamente, o pai começa a tossir descontroladamente. Ele fica rubro enquanto a esposa tenta ajudá-lo, desesperada. Finalmente, ele expele um pedaço de pão da garganta e respira aliviado. Nesse instante, o filho de 5 anos do casal desmaia e começa a ter convulsões.

Embora nunca tenha tido qualquer problema de saúde, o menino agora se encontra à beira da morte e alguém tenta fazer House se interessar pelo caso.

– A ficha diz que ele é diabético. Caso resolvido. Que tédio. – diz House.

– O nível de glicose da criança está normal há horas.

– Tirem a insulina e isso mudará.

– Mas House… ele não recebeu insulina nas últimas 10 horas…

House ergue os olhos. Foi fisgado.

– Diagnóstico diferencial, pessoal.

– Sarcoidose.

– Ele não está com febre.

– Linfoma.

– Os leucócitos estão normais.

– Lúpus.

– O ANA deu negativo.

– Imaginem que o corpo é uma pedreira. Algumas rochas são partidas por dinamite e pedregulhos se espalham por todo o lado. Um buraco foi aberto, mas as partículas agora estão no ar. Entenderam a metáfora?

– Síndrome de Villaça-Ebert!

– Mas só ocorreram 7 casos em toda a história da Humanidade!

– Iniciem o tratamento com kaeloxina e mertenato de zaninose.

O paciente melhora.

– Acertamos.

O paciente piora.

– Diagnóstico diferencial, pessoal.

– Sarcoidose.

– Linfoma.

– Lúpus.

– Mas os exames deram negativo.

– Talvez eles estejam errados.

– Façam uma punção lombar, uma tomografia e o teste do pezinho.

– Todos negativos. Você estava errado, House.

O protagonista faz piadas racistas sobre Foreman, misóginas sobre Cameron e xenofóbicas sobre Chase. E diz que Cuddy é um travesti.

Os pagers de todos tocam simultaneamente.

– Há algo errado com o paciente.

– Ele ficou verde!

– Isso é ótimo. – comemora House – É um sintoma novo. Que doença deixa alguém com taxa de leucócitos alta, sem febre e verde?

– Sarcoidose.

– Linfoma.

– Lúpus.

– Encefalopatia idiopática primária de Braxton-Hicks.

– Mas nenhum dos sintomas se…

– Em 0,3% dos casos, a doença pode se manifestar assim caso o paciente tenha olhos azuis. Iniciem o tratamento com soro caseiro, AS infantil e corticóides.

– Mas não deveríamos testar…

– Não há tempo! Os rins dele irão parar de funcionar em 37 minutos e o fígado está morrendo!

O paciente piora.

– Alguém está mentindo. Mas como…

Nesse momento, Wilson faz um comentário inocente ou algum paciente do pronto-atendimento diz algo que finalmente leva House a perceber o que está acontecendo.

House sai da sala.

– House vai conversar com um paciente?!

– Ele faz isso em todo episódio, não sei por que sempre ficamos surpresos.

House entra no quarto do paciente e aponta a bengala para o pai da criança.

– Pela mancha azul nas pontas dos seus dedos, pelo lenço que tentou esconder no bolso e pela descoloração deixada por sua aliança, vejo que você é estivador. Você disse que era poeta. Por quê?

– Eu não achei que importasse.

– Seu idiota, você quase matou seu filho! Por sua causa e somente por sua causa tratamos o garoto com medicamentos perigosos e o submetemos a uma penca de exames arriscadíssimos. Ele está com catapora. Iniciem o tratamento.

O menino é curado e sai do hospital sem seqüela alguma. House é visto pensativo enquanto toca piano num ambiente escuro.”

Isto se chama “fórmula” e sua causa, para usar termos médicos, não tem nada de idiopática: se algo faz sucesso, para que mudar? Este é o problema de grande parte das séries de televisão e da maioria absoluta das continuações no Cinema: os realizadores, cientes de que algo no que criaram agradou os espectadores, querem manter o show na estrada, mas sem correrem qualquer risco – e simplesmente repetem o original ad nauseam, mudando uma ou outra coisa para dar a impressão de que algo novo está ocorrendo. (E é por esta razão que episódios que tentam fugir da rotina acabam ganhando prêmios e a admiração dos fãs, como Três Histórias, The Mistake e Euforia Partes 1 e 2.)

Uma das coisas que mais admiro em Lost, aliás, é justamente o fato de seus criadores se arriscarem tanto no que diz respeito à estrutura básica da série: quando os flashbacks começaram a se tornar repetitivos, eles introduziram o interessante conceito de flashforward (um recurso narrativo bem mais raro do que se imagina) – e antes que este também passasse a cansar, a série assumiu uma estrutura completamente nova através das viagens no tempo.

Também é por isso que temporadas menores como as de Dexter são mais eficientes como narrativa, rivalizando até mesmo com boa parte das produções para Cinema: em vez de contar uma historinha diferente a cada semana, Dexter é planejada como uma grande trama de 480 minutos de duração – e, assim, cada “episódio” simplesmente conta um pedaço deste “filme” de 8 horas.

Mas voltando a House: se a série não é um fracasso, isto se deve, claro, ao protagonista: House provavelmente aparecerá, no futuro, naquelas listas de “grandes personagens da televisão” – mas duvido muito que a série em si seja citada como um exemplo de boa televisão. E isto é uma pena, já que, confesso, também considero House (graças ao seu excelente intérprete Hugh Laurie) fascinante – e pretendo, inclusive, continuar a assistir a série, que representa um entretenimento agradável (embora jamais vá ter peso dramático; já chorei até pelo vilão Ben Linus de Lost, mas jamais me ocorreria chorar por qualquer dos personagens de House, mesmo em episódios dramáticos e eficientes como Euforia Parte 2).

Além dos episódios citados especialmente destacaria o ‘House’s Head’, penúltimo da quarta temporada, que inovou na fórmula e no timming.Resultado: ganhou Emmy de melhor roteiro !

Fica a pergunta, mais velha que eu: “Em time que está ganhado não se mexe?”

Written by _ricardo

22/04/2009 at 14:47

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