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Resumo de Cannes 2011 – Principais filmes

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Depois da semana de exibições de filmes no Festival de Cannes, com a premiação (no júri presidido por Robert De Niro) e comentários da crítica especializada, apresento aqui os principais filmes que você deve ficar de olho, pois Cannes, muito mais que o Oscar (e outros prêmios) é realmente uma celebração a arte, deixando o business e lobby da indústria cinematográfica de lado.

Drive – filme que mais empolgou durante todo festival e levou o prêmio de melhor diretor (para Nicolas Hefn). Conta a história de um dublê (Ryan Gosling, em excelente fase) que usa suas habilidades para crimes.

A árvore da vida (The Tree of Life) – ganhou o prêmio de Melhor Filme (Palma de Ouro). Dirigido pelo  mestre Terrence Malick, com Brad Pitt e Sean Penn tem tudo para ser um dos favoritos ao Oscar de melhor filme em 2012. Em Cannes, quem viu, saiu dizendo que era a “melhor coisa já vista” ou “a pior”. Um genérico “ame ou odeie”. Enfim, é o meu favorito entre todos os filme do ano.


Melancholia – deu prêmio de melhor atriz a Kirsten Dunst e causou polêmica pelas declarações de seu diretor. Virou notícia em todo o mundo. Quanto ao filme,  o trabalho de Lars von Trier segue sua sina intimista e, olha a ironia, melancólica. Não é um filme para o grande público.

La Havre – um dos favoritos para a Palma de Ouro, perdeu na última hora. Do cultuado diretor Aki Kaurismäki.


A Pele que habito (La piel que habito) – um dos melhores filmes de Pedro Almodóvar, que se lança no gênero terror com sucesso.

O Garoto da Bicicleta (Le gamin au vélo) – do cultuado diretor Jean-Pierre Dardenne, conta a história de um garoto que é abandonado pelos pais e passa pela mão de vários tutores.

O Artista (The Artist) – deu prêmio de melhor ator a Jean Dujardin. Tem ainda no elenco, John Goodman e James Cromwell. A história de um ator na Hollywood da década de 1920. Esse filme ainda vai dar muito o que falar na corrida do Oscar, fique de olho.

Meia-noite em Paris (Midnight in Paris) – o novo filme de Woody Allen. Melhor recebido pela crítica que os últimos do cineasta (que já eram bons). Não estava competindo pelos prêmios, apenas teve exibição em Cannes. A história de um escritor em decadência que decide ir a Paris buscar inspiração. Com Owen Wilson, Marrion Cotillard e Rachel McAdams. 


This must be the place – filme do italiano Paolo Sorrentino traz Sean Penn como um roqueiro acabado, de 50 anos, que decide procurar o seu pai, um nazista. Não foi premiado no festival mas é consenso que a atuação de Sean Penn vale uma indicação aos principais prêmios do ano.

Omiti desta lista vários filmes, que certamente (e infelizmente) “morrerão” no ano, isto é, terão estreia limitadas e provavelmente nem virão ao Brasil. Quiça em DVD.

Outro caso curioso é o do filme Footnote, que ganhou prêmio de melhor roteiro, mas foi muito criticado. A única ressalva foi o roteiro. Mas a obra em si, passa batido perto dos outros desta lista.

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Review: Bastardos Inglórios

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Bastardos

Calem-se os que falaram mal do novo filme de Tarantino !

Essa crítica especializada que não suporta ver norte-americanos como heróis sanguinários, maus, verdadeiros anti-heróis. Afinal, só pode ser esse o motivo de publicações como a Variety não ter recebido bem o longa na sua estreia nos Estados Unidos – o que já faz algum tempo.

No último final de semana foi a vez do Brasil receber o filme Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds) em seus cinemas. O que dizer? Simples assim: se você gosta dos filmes de Quentin Tarantino (Pulp Fiction e Cães de Aluguel, entre outros) você vai apreciar (e muito) os Bastardos. Mas, se roteiros mais criativos, histórias dvididas em capítulos e a mistura d ewestern com HQs não te impressiona é recomeno que escolha uma sala de cinema com outro filme.

Mas, com0 eu sempre fui entusiasta de Tarantino, me rendo a essa nova produção. Pela falta de filmes bons nessa safra de Hollywood, Bastardos Inglórios é um sopro de qualidade em 2009.  A pegada do diretor que parece imitar Sergio Leone (famoso diretor de faroestes como Três Homens em Conflito), presente já na primeira cena dá a tônica do filme. A sensação (nossa e das personagens) de que algo muito importante vai acontecer na sequência e a incapacidade de agir – a estética da iminência do acontecimento – somadas a construção das personagens são os pontos fortes do filme. Tudo é previsível e nada é previsível para Tarantino. Até a cena mais banal da conversa num bar pode transformar numa das cenas principais do filme. As atuações do cast principal são irreprensíveis e com todo destaque à Christoph Waltz (Coronel Landa), uma das melhores atuações do ano.

Por outro lado, há edição do filme com cortes muito prematuros entre as cenas deixam um pouco a desejar. Mas nada que muda minha opinião sobre a película: UM FILMAÇO !

Enfim, 2ª Guerra Mundial com um toque de Tarantino, cenas de um humor genuíno com Hitler e Goebbels e um final alternativo a história real fazem deste mais um dos filmes inesquecíveis do diretor !

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Se você não sabe de que filme estou falando mas ficou curioso para saber mais embaixo está o trailer:

Written by _ricardo

14/10/2009 at 23:54

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