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Oscar 2011: Resumo da noite

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Mais um Oscar passou. Registro nesse post alguns comentários aleatórios sobre o prêmio.

O que me chamou a atenção no Oscar?

– O vídeo de Modern Family sobre os indicados a melhor filme (excelente, para variar) http://youtu.be/J4iGiQWaMw0

– Melissa Leo num fingimento descarado (e que soou estranho, pois ninguém acreditou) ao receber o prêmio. E, depois ainda soltou um  “fuck” à Cee-lo Green;

– O sensacional discurso de Randy Newman ao ganhar pela Melhor Canção (Toy Story 3). Rápido, bem humorado e sincero;

– O cara (pois é, não sei o nome dele) que mais parecia um esquisitão e ganhou por melhor curta-metragem por God of Love. Virei fã dele (vou atrás do curta na internet, agora), totalmente perdido no que dizer e em como sair do palco. Freak;

– Billy Cristal, o melhor host do Oscar de volta, nem que por apenas 5 minutos;

– O clipe com os falecidos do ano que foi fraco e não chegou nem perto do ano passado quando James Taylor (uma lenda viva para os norte americanos) cantou e dedilhou Beatles;

– O número inicial de James Franco e Anne Hatthaway estando presente nos 10 indicados a melhor filme;

– Gwneth Paltrow cantando mal, mas muito mal (pela primeira vez concordo com José Wilker);

– A ironia: O Lobisomem ganhar um Oscar e Bravura Indômita (e Inverno da Alma) saírem “de mãos abanando”

– A Origem ganhar Melhor Fotografia;

– Sandra Bullock reforçando porque é uma das personalidades mais adoradas em Hollywood, com um bom humor genuíno;

– Saber que teve até bolão informal na internet para acertar em que bloco saíria uma piada sobre Charlie Sheen. Se deu bem quem apostou no 6°.

– A reclamação é velha, mas procede: por melhores que sejam os tradutores, a tradução simultânea do Oscar faz com que quem entende inglês não consiga prestar atenção nos discursos dos atores e quem não entende inglês não consiga ver nexo nas sentenças traduzidas daquele jeito. A melhor piada vira algo que gera um comentário do tipo “Só americano para achar graça nisso, né ?!” nos lares brasileiros;

– Anne Hatthaway parecer estar vislumbrada com a posição de apresentadora-do-Oscar durante toda a premiação;

– Levar Eli Wallach, de mais de 90 anos no palco, e Francis Ford Coppola ao palco apenas para dar uma desfilada nele e voltar, sem dizerem uma palavra;

– A festa terminar num clima Criança Esperança mal organizado. Pra quê ?

– Cadê o Jack Nicholson sentado na primeira fila, sempre na mesma cadeira, com seus óculos escuros? Fui eu que não vi ou ele quebrou a tradição prevendo a avalanche de prêmios de O Discurso do Rei e A Origem ?

– Steven Spielberg fazendo um discurso que lembrava a audiência que nem sempre o melhor ganha Até nisso o cara é bom. (Me lembrou um pouco do Cazé da MTV, no VMB 2010 dizendo que naquele prêmio quem votava eram os próprios telespectadores, e se Restart tinha ganho tudo, não era porque eles, de fato, eram os melhores)

– Acertei 18 dos 24 prêmios. Podia ter ido melhor mas fui teimoso com Hailee Seinfeld em vez de Melissa Leo e, como prever esse resultado absurdo em Fotografia ?

E, sobre o prêmio principal omito minha opinião aqui (pois já está bem expressa na crítica a O Discurso do Rei) e reproduzo os seguintes tweets, meio randômicos da minha timeline:

– “Gosto de filmes bons, bem feitos, que não me insultem com sua simplicidade nem que tentem se passar por filmes cabeça e cair no chato.” @cinematagrafo

– “O roteiro de Discurso do Rei tem um furo gigantesco, pois bastaria o Rei ler o discurso final com um fone tocando música.” @bettaum

– “Depois desse Oscar, Daniel Filho prepara um filme sobre o Orkut. Vai se chamar ‘Se Eu Add Vc?'” @joamarcio

– “Sou da opinião de que, pra cada Oscar de Direção errado desse jeito, o Scorsese tinha que levar o do ano seguinte” (não consegui copiar o nome do usuário e depois perdi o tweet, sorry).

Resumo do resumo (inception):

foi o Oscar de menor duração que eu lembro de ter visto.

Além de atrasar um pouco para começar (+/- 30 min.) terminou antes do habitual horário (2:00 de Brasília) – pelo menos assim evitou-se a correria que foi ano passado para não estourar o tempo que fez com que Tom Hanks anunciasse Guerra ao Terror como melhor filme tão rápido que foi difícil de entender, até mesmo para quem estava no Kodak Theater. Mas, retomando o 2011, a festa foi menor e tive a sensação de que os prêmios foram entregues mas faltou algo,  algo imponente que nos lembrasse que estavamos assistindo um dos programas mais exibidos no planeta. Da história recente (ou seja, dos que eu acompanhei) foi o Oscar mais burocrático. Os vencedores ratificam isso.

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Written by _ricardo

28/02/2011 at 04:42

Review: Arcade Fire – The Suburbs (2010)

with 3 comments

“In the suburbs I learned to drive and you told me we’d never survive……

We were already bored…..

Sometimes I can’t believe it I’m movin’ past the feeling

Sometimes I can’t believe it I’m movin’ past the feeling again

Lançado na última semana, e já devidamente disseminado pela internet, o novo álbum do grupo canadense The Arcade Fire, intitulado ‘The Suburbs’ faz deste que vos escreve tirar duas conclusões imediatas:

– como pude passar tanto tempo sem dar a atenção devida a banda?

– certamente é um dos melhores álbuns do ano.

Dito isso, faz-se necessário expressar ao menos um relato sobre a energia própria que o grupo alcançou nesse trabalho. Sem querer mudar de estilo se comparados aos trabalhos anteriores, os canadenses promovem uma significativa evolução na composição e harmonia de suas músicas. Todas elas são únicas, mas todas são a essência do Arcade Fire, começando, por exemplo, com a canção que dá nome ao álbum, The Suburbs, (cujo trecho dá início ao post) um hit indie com uma melodia simples e contagiante, que assim como as demais clama por atenção,  é uma prece desesperada por um tipo de caos .

As faixas alternam ainda momentos de maior energia, como em Month of May e Empty Room, onde há uma urgência para ir ao encontro de algo, simplesmente a necessidade e desespero de não ficar imóvel a situação. Por outro lado, os fãs mais apegados a banda vão elogiar as duas versões de Sprawl (principalmente a Sprawl II) ou Suburban War, muito mais introspectivas que as demais, que evocam nostalgia e quando percebemos estamos mergulhados em memórias inestimáveis.

Sem querer fazer desse post um relato sobre cada faixa, pois escutar e sentir a música cabe a você, leitor, sinto-me na obrigação de citar Deep Blue e Wasted Hours como indispensáveis e Suburban War e The Suburbs como as melhores músicas do disco e as melhores que ouço em muito tempo, que te prendem ao momento e ao mesmo tempo clamam por uma necessidade de fuga iminente.

Enfim, esse álbum fará com que mais pessoas conheçam e admirem a banda, mas não por meio da política de “se vender para o pop”, e sim manter-se aos mesmos ideais inicias. E é por isso, que – para o bem ou para o mal – Arcade Fire continuará sendo uma banda de nicho, cult e indie. Mas, e daí?

Written by _ricardo

15/08/2010 at 12:00

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