Blog do @_ricardo

Cinema, economia, música e atualidades convergem aqui

Short Review: Thor (2011)

leave a comment »

Thor, de 2011, traz Chris Hemsworth como protagonista que interpreta o personagem que dá título ao filme (e que já é muito bem conhecido pelos quadrinhos da Marvel).

Os 110 minutos de Thor foram, para mim, uma agradável surpresa. Depois de uma campanha publicitária desastrosa que focou muito mais na forma física e nas habilidades do protagonista do que qualquer outra coisa, o filme mostrou que havia sim uma história a ser contada. E o grande mérito disso tudo é de Kenneth Branagh, o diretor, que ao contrário de Jon Favreau (diretor de Homem de Ferro) não dá espaço a momentos “fanfarrões” – cenas voltadas a exibição das habilidades, única e exclusivamente – no filme. Não me interpretem mal: Homem de Ferro (o 1º, somente) é um grande filme de super herói, mas Thor tem mais classe.  O filme ainda é um “filme-de-super-herói”, e por isso traz algumas cenas/caracterizações dispensáveis, como o grupo de amigos de Thor, sempre dispostos a ajudá-lo ou a redenção que o herói precisa experimentar para encontrar virtudes em sua alma. Outro ponto fraco é que algumas mudanças de comportamento em Thor ocorrem demasiadamente rápidas, como por exemplo, a integração de Thor com os costumes e habitantes da Terra (a cena dele servindo o café da manhã com um pano de prato no ombro é digna de sair do cinema) ou a sucessão de desdobramentos do plano de seu irmão. Há certas ações, que, de tão rápidas que ocorrem, nem é possível apreciarmos. Bom, mas isso é típico num filme de herói.

Há ainda a atuação de Natalie Portman que tem sucesso comoobram par romântico, mas que fica na média quando se apresenta como cientista. Já Anthony Hopkins se sai muito bem como Odin, Rei de Asgard e pai de Thor, melhorando sua imagem após o fiasco que foram seus recentes trabalhos. Mas, ainda no campo das atuações entra o principal ponto deste meu review: o irmão de Thor e, vilão do filme. A confusão mental que parece emanar nos seus planos e estratagemas, ora fazendo maldades, ora buscando a redenção é o principal mote do filme e me agradou bastante. A respeito desses desdentos relacionados ao irmão de Thor, a minha síntese fica ainda mais clara com a cena depois dos créditos. Então, mantenha sua cadeira no cinema mais um pouco antes de ir embora. Nem é tão ruim, porque os créditos são embalados por Walk, do Foo Fighters.

Mesmo sendo oriundo das histórias da Marvel (o roteiro obedece a mitologia do personagem e seu mundo), não se pode deixar de questionar a irritante fragilidade política que é o Reino de Thor, Asgard. Para toda regra há uma brecha na sociedade deles.

Mas, superando as adversidades do gênero, Thor se mostra um filme bem dirigido, com um protagonista que cumpre, na média, o que se esperava dele e apresenta um final bem digno. Mesmo sem a densidade psicológica de O Caveleiro das Trevas, consegue ser mais do que um enlatado de Hollywood.

Nota: 3/5

Anúncios

Written by _ricardo

13/05/2011 às 23:23

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: