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Short Review: Rango (2011)

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Nesta animação de 2011, da Paramount, Johnny Depp dubla Rango, uma lagarto que acostumado com a solidão que se vê popular ao ludibriar uma cidade no Velho Oeste, fazendo com que os habitantes locais o reconheçam como um verdadeiro bad boy, sem medos e que pode salvar/trazer esperança a cidade que vive com cada vez menos água. Tudo que o personagem Rango procura é uma razão para ser feliz e uma oportunidade de ser necessário para alguém.

Assim, o filme em 100 minutos recria velhas temáticas dos filmes westerns, como os de Sergio Leone (Três Homens em Conflito, Por Um Punhado de Dólares, entre outros) e com direito a participação de um Clint Eastwood jovem, nos seus papéis da década de 60. A impressão principal que o filme traz é a de que, ao fazer uso da sucessão de temáticas dos filmes westerns e filmes de anti-heróis, em vez de deixar tudo mais confuso, acaba por construir material ágil e genuíno. Mesmo que essas palavras lidas assim não pareçam fazer sentido, pois, normalmente ter muitas paródias/clichês de outros filmes consagrados é uma tentativa única e desesperada de entreter massas (e alienar, para os mais ácidos). Mas, em Rango essa mistura, que ainda inclui metalinguagem e uma recriação da famosa cena de Apocalypse Now com som da ópera  Ryde of Valkyires, de Wagner,  faz com que a investida da Paramount em animações seja vitoriosa.

A qualidade da animação (não é um “filme da Pixar”) me surpreendeu positivamente em alguns pontos, como ao criar um céu estilo Van Gogh em algumas cenas e integrar bem a interpretação do personagem de Depp a sua constituição física desajeitada e esquelética. Mas, em outras partes, ela poderia ser melhor, ficando evidenciado nas cenas onde aparece a cobra cascavel.

Outro ponto fundamental é o bom uso dos diversos personagens (principais, secundários e de apoio). Na primeira metade do filme (onde sua apresentação/caracterização precisa acontecer), ela acontece por meio da esperança que eles encontrem no novo-atrapalhado-anti-herói Rango; uma esperança tão genuína que lembra outras já vistas em filmes como Procurando Nemo ou Up – Altas Aventuras, por exemplo. E, quando, em seus momentos finais, o filme emprega uma boa dose de moralismo, ela vem de uma forma tão bela na cena em que a metáfora do “ir para o outro lado” é recriada sublimemente e o espectador atesta mais uma vez a qualidade da animação Rango.

NOTA: 4/5

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Written by _ricardo

03/04/2011 às 02:57

Publicado em filmes e seriados

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