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Séries de TV – O melhor e o pior da temporada 2010/2011

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Nessa semana, com a realização do Oscar, encerra-se a temporada 2010 de filmes. E, a partir dessa constatação, publicarei listas com os melhores e piores em termos de séries e filmes, bem como minhas apostas para o grande prêmio do final de semana. Neste post, um ranking das melhores séries da televisão.

10 – Raising Hope: a melhor estreia em comédia do ano. O ponto forte da série é a grande sintonia entre o cast principal, cujos atores principais (pai e mãe do protagonista) tem uma longa carreira em séries e filmes.

9 – Boardwalk Empire: a série da HBO sobre a máfia na época da lei seca (década de 20) nos EUA tinha tudo para estar num top 3: atores indicados ao Oscar e todo cast de apoio muito bem escolhido, idealização de Martin Scorsese e produção de gala da HBO. No entanto, sua trama não empolgou/cativou, mas vista sob qualquer outro aspecto (construção da época, atuações e roteiro que mistura os conflitos dos negócios da máfia com os anseios mais íntimos dos grandes chefões) é formidável. Seu episódio piloto, um pouco mais extenso que os habituais, é melhor que boa parte dos filmes com essa temática.

8 – Community: a série que voltou a dar credibilidade as comédias, sem precisar das risadas de fundo (ao melhor estilo Chaves) ou de personagens exclusivamente para enunciar frases de efeito, é imersa numa realidade que adora parodiar clássicos e debochar de outras produções, tudo isso sem perder a inteligência e a classe. Mais metalingüística, impossível.

7 – Sherlock Holmes: minissérie da BBC de 3 episódios, que não só superou a adaptação de Guy Ritchie (com Robert Downey Jr.) aos cinemas, como adaptou o início da carreira do jovem Holmes nas investigações criminais (e o início de sua parceria com o Dr. Watson). Roteiros inteligentes que prendem o espectador ao enredo e uma produção impecável.

6 – Treme: a vida dos cidadãos de Nova Orleans após o furacão Katrina. Difícil agradar um grande público, pois é muito mais contemplativa (através da estética própria da cidade e sua cultura) do que de ação. Um profundo estudo na transformação psicológica de uma cidade que vive da arte.

5 – 30 Rock: após uma quarta temporada mais fraca, a atual temporada voltou a mostrar toda a força dos roteiros de Tina Fey e o timming preciso de Alec Baldwin afirmando-se como um excelente ator cômico. Soma-se a isso o gosto pelo politicamente incorreto (mas, sem baixarias) e participações de grande astros como Matt Damon e temos aí a melhor série de comédia da televisão.

4 – Rubicon: a série sobre investigações de terroristas que foi chamada de “a anti 24 Horas” trouxe, em 13 episódios, uma trama fabulosa e inteligente que, infelizmente não agradou o grande público por ser mais “devagar” do que se estava acostumado com produções como 24 Horas. Em Rubicon nada de dispositivos tecnológicos impossíveis ou homens com complexo Chuck Norris, o foco sempre foi o roteiro. Shame on you, norte-americanos que levaram ao seu cancelamento.

3 – Lost: mais do que pelas qualidades da temporada em si, o seu 6º (e derradeiro) ano encerrou uma das melhores séries de TV (e, possivelmente, a melhor já feita para a tv aberta). O desfecho da trama desagradou os fãs do sci-fi, mas honrou aos que acompanharam a série por seis anos e presenciaram a evolução na trama das personagens (e da qualidade das interpretações, como a de Matthew Fox). Além de revolucionar o modo de compartilhamento de mídia e virar hit internacional, a série, povoada de complexos temas filosóficos e científicos  tratados com simplicidade, soube sempre se renovar no arco narrativo, inovando a cada temporada, sendo um exemplo para as outras séries. De fato, mesmo antes de ter acabado quantas outras séries se denominaram de “a nova Lost”, mas o que o tempo provou é que Lost só teve uma.

2 – Mad Men: uma das melhores séries já feitas, a melhor exibida na televisão em dias atuais (e a minha preferida), que mais uma vez apresenta uma temporada onde se reinventa trazendo o início do movimento hippie e as transformações na cultura americana em 1964 e aprofundando psicologicamente seus personagens.

1 – Breaking Bad: embora, na soma de suas qualidades, considere Mad Men superior a Breaking Bad, esta posição de número 1 para Breaking Bad se justifica pela grande 3ª temporada da série que terminou num episódio memorável que lembrou grandes obras como Goodfellas. Foi, em suma, uma temporada que soube induzir doses de tensão sem prejudicar o roteiro sólido e a atuação de Bryan Cranston como o professor de Química que ingressa na vida de fabricante (e traficante) de anfetamina.

———

Uma lista de piores será impossível de ser elaborada, pois as piores séries já saem da minha “grade de programação” ao constatar suas qualidades. Mas, pude observar algumas surpresas desagradáveis em séries consagradas, como por exemplo: a fraca 3ª temporada de Damages, a série Flash Forward, o declínio que foi The Walking Dead (do começo promissor com grandes inovações a decepção com o cast e uma sucessão de clichês), o canal AMC ter cancelado Rubicon, a ganância dos produtores de House M.D e The Office em não darem um fim digno a ambas (que parecem já terem esgotado seus geniais episódios) e a fraca (e com final altamente questionável) temporada de Dexter.

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Written by _ricardo

26/02/2011 às 16:21

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