Blog do @_ricardo

Cinema, economia, música e atualidades convergem aqui

Review: Scott Pilgrim vs. The World

leave a comment »

Spoilers para quem não viu o filme, obviamente.

 


No filme do ano para maior parte dos nerds, Scott Pilgrim interpretado por Michael Cera (Juno, Ano Um), é o adolescente que tem que vencer os 7 ex-namorados da garota-alternativa que ele está a fim para poder namorá-la em paz. Sob esse plot, a história co-escrita e dirigida por Edgar Wright cria e desenvolve uma estética absurdamente fascinantemente, unindo elementos de jogos de vídeo game ao filme, fazendo com que as cenas, principalmente as de lutas (que são muitas) ganhem nuances de agressividade e impulsividade, como qualquer pessoa sente ao jogar Mortal Kombat ou Street Fighter, por exemplo.

Embora as últimas atuações de Cera tenham ficado muito repetitivas não há como negar que para esse tipo de personagem ele é o candidato perfeito. E, assim como ele, o cast inteiro sai-se muito bem, não destoando em momento algum nas atuações, onde destaco a atriz que vive Ramona (Mary Elizabeth Winstead) e Jason Schwartzman (que interpreta Gideon), pois são responsáveis pelo arco final do filme não deslanchar para algo comum.

Mas, nem tudo são flores para Scott Pilgrim. Depois de ter usado essa ridícula expressão na frase anterior, há que se dizer que um filme como este, que se gaba por ser diferente e tem pretensões inovadoras, comete mesmos pontos dúbios que outras comédias, especialmente comédias românticas, como por exemplo, o alívio cômico despertado pelo amigo gay – que é responsável por boas piadas, mas é somente a “muleta” do protagonista. Além disso, a ideia de que embora muito fraco comparado aos outros adversários, Scott Pilgrim consegue vencê-los ao encontrar seu ponto fraco soa repetitiva e lembra muito outros filmes execrados pela crítica.

Porém, cabe-se ressaltar que o filme brinca com o telespectador ao ser metalinguístico, e assim como filmes de Woody Allen, faz referência a si mesmo. Um exemplo: no início da cena de luta contra Gideon onde o crítico escorado sobre a parede comenta que o “os quadrinhos são melhores que o filme”, pois para quem não sabe (talvez devesse ter escrito isso lá no início do post)  Scott Pilgrim vs …. é uma adaptação de uma série de HQs indie.

Ao encurtar a duração das tomadas e planos e tornar as cenas mais dinâmicas na película, o filme prende a atenção do espectador, mas, ao mesmo tempo, não permite a reflexão natural que certas cenas deveriam ter, ficando livre de clichês ou metáforas desprezíveis, mas omitindo razões e motivações melhores trabalhadas para os acontecimentos que são vistos num piscar de olhos. Apesar disso, Scott Pilgrim vs. t…. é uma boa releitura das histórias em quadrinho, que coloca na figura de seu protagonista uma esperança aos seus semelhantes (geeks, indies, outsiders,….) de sucesso e bravura, mesmo que nem o filme explique como Scott se dê tão bem com seus pares.

 

Nota: 7,5/10

 

Dois últimos adendos:

  • preciso dizer que adorei o fato de Scott ser um baixista. Não um vocalista. Não um guitarrista. Essa é a essência do filme;
  • não me dissertei muito sobre a técnica de montagem e fotografia do filme porque elas são perfeitas (assim como a edição de som). Porém, ao contrário da maioria, achei a trilha sonora “menor” do que o filme.

 

Anúncios

Written by _ricardo

07/11/2010 às 18:42

Publicado em filmes e seriados

Tagged with , , , , , , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: