Blog do @_ricardo

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Retrocesso.

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O texto abaixo é um post do blog do “Tio Dino“, o qual eu  recomendo pela riqueza e clareza das ideias publicadas.

Feito o jabá, reflitam um pouco sobre as novelas:


Novelas: um drama brasileiro


Há anos vejo a mesma novela: a da TV Globo e a da minha vida para não atrasar as contas. Bem, pode sentar que este texto será comprido feito a mais recente do horário nobre.

(…)

E lá se vai a dona de casa brasileira Viver a Vida em frente a uma TV por mais uns meses. É a nossa tradição teledramatúrgica. Provocar o pensamento mediano e a trombose profunda.


O folhetim nacional é um mercado internacionalmente conhecido e respeitado. Recheado de sucessos, exportador de produtos e um quadro fixo no Casseta & Planeta.


Interferir em um costume como esse é inadmissível. Nem governos conseguem burlar tamanha resistência. Até porque suas mulheres não vivem sem os resumos.


Provavelmente se você perguntar do que se trata o capítulo, a dona Maria não sabe explicar direito. E se refere à Regina Duarte sempre como Porcina e ao Fagundes como um Berdinazzi. São mais que personagens, são carmas.


Nas ruas, atores e atrizes são injuriados quando vilões e venerados quando mocinhos. Se não pertencem a nenhuma das castas, eles viram um ser randômico, tendo seus bordões repetidos a exaustão pelos populares. Bordões estes sempre escritos de maneira forçada, para pegar. Mas que depois em entrevista o autor nega de forma veemente, dizendo que saiu, assim, ao acaso. Milagres da ficção.


Fora da tela, há o controle fanático dos colunistas de TV. Bem que com o advento do High Definition, as intenções deles também poderiam ser um pouco mais claras.


Pode escrever aí: a história é tão importante que o jornalista sempre guarda mais espaço para a nota com os números do Ibope. Evidenciam que a novela X, há X anos não tinha uma audiência tão ruim. E, ao final, volta para dizer que a novela X superou todos os recordes do horário. Tão clichê quanto o final de uma.

manoel_carlos

Manoel Carlos: a Helena nossa de cada dia nos dai hoje


Como é feita uma novela (consultoria informal de Wolf Maya)

Gráfico:

COMEÇO – DEPENDENDO DO IBOPE FAZ SENTIDO – FIM.

linha

Gráfico detalhado de como a história de uma novela é conduzida


A sinopse é a única coisa que não muda em uma trama. Até mesmo porque precisa ser entregue com quase um ano de antecedência.

Capítulo: como os primeiros 15, 30 são gravados na pauleira, pouca coisa pode ser mudada se na primeira semana o povão não entender nada. Em seguida, é feita uma reunião com donas de casa que apontam coisas interessantes, como o brinco da protagonista ou então pedem para o José de Abreu colocar a camisa.


No capítulo final, independente do que aconteça com a economia muncial ou com os conflitos no Oriente Médio, há casamentos e filhos sem a ajuda da inseminação.


Flashbacks são inseridos na metade da história para realocar telespectadores com lapsos de memória. E, SEMPRE, estas cenas são acompanhadas de um efeito sonoro “SFIUUU”, borrando as laterais e saturando personagens. Pro povo entendê quié passado.

(…)

mayer

Mayer, apelidado entre os colegas de “água de bateria”: come tudo


Quando é para falar merda, o brasileiro é muito unido. É só observar por estes dias. O assunto mais comentado nas rodas da web é o ator José Mayer.


Conhecido galã já passado há tempos da primeira fervura, elevou-se a condição de “Chuck Norris” da junção carnal.


Então a partir daí você começa a imaginar a quantidade de piadas derivadas. A cada ereção dele, um nariz é quebrado (exemplo).


Se ele traçou a quantidade de gente que as piadas anunciam, é bem provável que você já tenha levado ferro antes mesmo de terminar este texto.


Se ainda não, para garantir deite de barriga pra cima.

(…)


Você notou que pulei de um assunto para o outro sem critério nenhum. Acho melhor parar por aqui. Me sinto fraco e confuso como um enredo de novela das 8.


By Dino Cantelli

FIM.

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Written by _ricardo

21/09/2009 às 19:37

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