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Review: The Spirit – O Relato de um lixo

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Aquele trailer legalzinho,  o nome de Frank Miller por trás do projeto (produção, roteiro e direção) e aquela gostosa ótima triz chamada Scarlett Johansson seriam suficientes para criar uma boa expectativa para qualquer filme. Certo ?

Para mim bastou para eu imaginar algo como Sin City, com aquele clima caótico e com personagens violentos e densos psicologicamente falando.

Depois de quase duas horas de filme percebi que a única coisa parecida com Sin City é o visual preto e branco com destaque para o vermelho e o  nome de Miller nos créditos. Só.

O filme começa da pior forma possível, sendo irritante, pois ter Samuel L. Jackson num filme atualmente é quase uma obrigação (será que ele está precisando tanto assim de $$ ?) e a personagem dele, construída para ser vilã da história não assusta nem David Brasil. Não dá para saber se nas cenas dele as falas eram fracas ou era culpa da atuação. Eu voto nas duas hipóteses.

Com pitadas de humor no núcleo dos gordinhos de preto aí é que tudo foi por água abaixo. Enquanto em Sin City tinhamos um Mickey Rourke problemático e obstinado em The Spirit temos personagens vulgares, que beiram os clichês e os sustentam com um riso no canto da boca. Scarlett como uma simples capanga, que parecia estar tão perdida quanto o resto do elenco é um desperdício de material humano.

O que poderia salvar a dignidade do filme era o herói, pois afinal, o filme era sobre um herói. Mas herói no sentido de tentar transformar a produção em um blockbuster. Com aquele mesmo preceito de fugir da morte mas estar muito perto dela, que já assistimos várias e várias vezes, a jornada de Spirit se torna chata. Quando pensamos que algo de bom poderia surgir do seu envolvimento com Eva Mendes (filme tão bom que nem lembro nome dos personagens) voltamos a mesma cafonice do ‘herói-que-não-pode-se-apaixonar-pois-vive-para-defender-a-cidade’. Ahh, que bom então. Pelo menos assim uma hipótese de continuação fica bem remota (bate na madeira).

Poderia ainda falar sobre a ex-mulher do Spirit, antes de morrer, mas seriam mais críticas.

Mas, por um lado o filme ficaria bem mais interessante se fosse dado um enfoque maior e mais específico na vida do herói antes de ‘morrer’ e que a trama se passasse logo depois que ele se tornou o Spirit propriamente dito do que abordar as pesquisas genéticas e o amor ao luxo e jóias  de Eva Mendes (essa foi ridícula – queria o tesouro mais caro da Terra para ostentá-lo mas ainda tinha sentimentos sobre uma medalha de latão).

Antes que fãs da história original, a HQ, venham protestar eu nunca a li, e a obrigação do filme é transmitir o enfoque e perspectivas da trama já criada. Assim foi com Watchmen. E por que não com Spirit ?

Enfim, ainda acredito no trabalho de Frank Miller, no Sin City 2 que está para sair. Quanto a esse filme supracitado é melhor esquecer dele até o dia em que mudando de canal numa segunda a noite você vai vê-lo na Tela Quente (Globo) e DUBLADO. Viu, tem como ser pior sim !


Avaliação: 3

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Written by _ricardo

13/04/2009 às 15:51

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