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Acabada a sessão de Avatar eu só conseguia pensar numa frase: ‘The Shock of the lightning’, que também intitula a música do Oasis. Essa frase em turbilhão na minha mente enquanto os créditos passavam na projeção. Fora isso que eu acabara de ver: O CHOQUE DO RELÂMPAGO!, algo barulhento, que não há como quantificar em plots ou storyboards e por muito tempo ficará na memória.
Quando duas horas e quarenta minutos não significam nada para você algo deve estar adoravelmente errado. É exatamente essa impressão que Avatar passa ao público de todo o mundo: o cinema que concilia técnica e entretenimento, promovendo uma situação onde os aspectos do cotidiano não importam durante aqueles minutos da película. Todos os filmes deveriam ser assim.
Infelizmente não são.
Após ter sido malhado pelas maiores revistas de cinema, quando da divulgação do trailer, hoje é consenso que, com Avatar, James Cameron repetiu a façanha de Titanic e que mesmo produzindo o filme mais caro de todos os tempos, terá lucro seja em marketing, bilheterias ou estatuetas do Oscar.
Ao criar uma estética totalmente nova e dar o realismo as suas criaturas Na’vi, os habitantes do planeta Pandora, não somos apenas convidados a conhecer o planeta para entendermos o mote do roteiro (o imperialismo humano pela busca de recursos que se sobrepõe a culturas que não tem preparo bélico), mas sim somos apresentados a uma nova realidade. É uma experiência única, que remete a trilogia Senhor dos Anéis, principalmente nas cenas finais onde todos os clãs são convidados para a batalha final, na defesa de tudo que acreditam e que vale a pena lutar.
Como todos previam os efeitos de Avatar e as novas tecnologias com câmeras desenvolvidas especialmente para o filme (!) correspondem à expectativa do fã mais exigente. Mas, o golpe certeiro de Cameron é a trilha sonora, muito bem escolhida, somada a excelente direção, que confere leveza e profundidade ao filme, transformando a história numa atmosfera única, muito bem representada com os primeiros passos do protagonista Jake Scully (Sam Worthington ) com seu avatar ou nas cenas de voo com as incríveis criaturas em CGI. O elenco, de modo geral, se sai muito bem, com destaque a sempre discreta, porém eficiente, Sigourney Weaver e a Michelle Rodriguez que me surpreendeu muito ao transformar uma personagem potencialmente sem brilho num importante elo para a história.
Como esse não é um post pago algumas incongruências no filme não podem passar despercebidas. De modo geral, o principal pecado do filme, ainda que pequeno, é o roteiro com diálogos fracos que tentam sem sucesso refletir a exuberante expressão física e facial dos Na’vis. Somam-se a isso a metáfora forçada da comparação dos humanos com a política norte-americana (Guerra do Iraque, por exemplo) e a estereotipagem dos militares comandados pelo seu general tirano.
Mais do que um filme, Avatar é a esperança aos estúdios de que o cinema de qualidade nunca será totalmente substituído por torrents e afins. Todos nós atribuímos sensações aos filmes que nos marcaram, positiva ou negativamente, durante a vida. E é assim, complementado por um fragmento do texto da crítica Ana Maria Bahiana (abaixo), que me sinto depois de hoje: igualmente como a amizade de Frodo e Sam em O Senhor dos Anéis ou a encantadora inocência de Forrest Gump, Avatar ficará para sempre na minha memória e sempre estará associado a lembrança de coisas boas.
“Eu queria muito ter oito anos agora e ver Avatar. Mesmo considerando – especialmente considerando – que meninas e meninos de 8 anos, hoje, são visualmente muito mais sofisticados do que os da minha geração, esse é o filme que deve se ver no momento em que os fundamentos dos nossos gostos e ambições estão se formando. Visto pelos olhos de alguém entre 8 e 13 anos, este é o filme que pode fazer o que Hatari! fez por mim: deflagrar uma paixão incontrolável pela imagem em movimento.”
Nota: 9.5 / 10

Segundo a crítica Ana Maria Bahiana (única brasileira a votar nos Globos de Ouro), em seu blog, nesse final de semana começam a ser definidos os filmes que encabeçarão prêmios, farão atores mais famosos e você, leitor, ter aquele aviso na capa do DVD (“Melhor filme de 2009″ ou similar).
Segundo Ana, os sinais podem ter vindo de longe, lá dos idos tempos de Sundance e Cannes, mas a verdade é que a campanha pelos prêmios começa agora no feriadão do Dia de Ação de Graças nos EUA e na próxima quinta os votantes do Globo de Ouro escolherão os indicados. Ou seja, a largada mesmo, o primeiro grande impulso de atrair a atenção para este ou aquele filme, diretor, atriz ou ator é agora, nos quatro dias de folga enquanto os EUA para em torno de peru com batata doce.
Ninguém arrisca chutar de antemão os filmes mais cotados, mas segundo a opinião de quem trabalha em Hollywood, nesse ano fraco (e como foi fraco !) um número menor de filmes terá atenção especial.Percebe-se que nos últimos anos isso vem se acentuando muito. Em contrapartida, segundo informações o ano será mesmo das animações (consigo pensar em ‘9′ e ‘Up’ duelando).
Outros filmes que podem aparecer (alguns estreiam só em janeiro de 2010) são: Up in The Air, The Lovely Bones, District 9, Shutter Island, Nine, Holmes, Where the Wild Things Are, Moon, Julie and Julia, The Road, Crazy Heart, Alice in the Wonderland e quem sabe, Avatar.
Por ora são especulações, mas a largada já foi dada !

Calem-se os que falaram mal do novo filme de Tarantino !
Essa crítica especializada que não suporta ver norte-americanos como heróis sanguinários, maus, verdadeiros anti-heróis. Afinal, só pode ser esse o motivo de publicações como a Variety não ter recebido bem o longa na sua estreia nos Estados Unidos – o que já faz algum tempo.
No último final de semana foi a vez do Brasil receber o filme Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds) em seus cinemas. O que dizer? Simples assim: se você gosta dos filmes de Quentin Tarantino (Pulp Fiction e Cães de Aluguel, entre outros) você vai apreciar (e muito) os Bastardos. Mas, se roteiros mais criativos, histórias dvididas em capítulos e a mistura d ewestern com HQs não te impressiona é recomeno que escolha uma sala de cinema com outro filme.
Mas, com0 eu sempre fui entusiasta de Tarantino, me rendo a essa nova produção. Pela falta de filmes bons nessa safra de Hollywood, Bastardos Inglórios é um sopro de qualidade em 2009. A pegada do diretor que parece imitar Sergio Leone (famoso diretor de faroestes como Três Homens em Conflito), presente já na primeira cena dá a tônica do filme. A sensação (nossa e das personagens) de que algo muito importante vai acontecer na sequência e a incapacidade de agir – a estética da iminência do acontecimento – somadas a construção das personagens são os pontos fortes do filme. Tudo é previsível e nada é previsível para Tarantino. Até a cena mais banal da conversa num bar pode transformar numa das cenas principais do filme. As atuações do cast principal são irreprensíveis e com todo destaque à Christoph Waltz (Coronel Landa), uma das melhores atuações do ano.
Por outro lado, há edição do filme com cortes muito prematuros entre as cenas deixam um pouco a desejar. Mas nada que muda minha opinião sobre a película: UM FILMAÇO !
Enfim, 2ª Guerra Mundial com um toque de Tarantino, cenas de um humor genuíno com Hitler e Goebbels e um final alternativo a história real fazem deste mais um dos filmes inesquecíveis do diretor !
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Se você não sabe de que filme estou falando mas ficou curioso para saber mais embaixo está o trailer:
20 de setembro, dia da Revolução Faroupilha e dos Emmys. Com transmissão do canal Sony a partir das 21 h poderemos conferir quem são as melhores séries, na opinião dos críticos, neste prêmio – e é sempre bom dizer isso – que é considerado o Oscar da TV mundial.

Surpresas ? Acho muito difícil Mad Men e 30 Rock não saírem as vencedoras em Melhor Drama e Melhor Comédia, respectivamente. Assim como Tina Fey, Glenn Close e – por mais que eu torça por Steve Carrell – Alec Baldwin saírem sem o troféu. Especula-se muito da possibiliadade de Jim Parson, o Sheldon de The Big Bang Theory ganhar como melhor ator de comédia. Entre os atores de drama, a categoria mais disputada, como sempre, é a de melhor ator com um leque aberto para Michael C. Hall, o Dexter, Jon Hamm – protagonista de Mad Men, Gabriel Byrne ou até mesmo Bryan Cranston – de Breaking Bad – repetir a façanha.
Enquanto isso, esperamos o red carpet, as piadas de sempre e os discursos escritos pelos agentes. Sem esquecer que o host da noite será Neil Patrick Harris, o lendário Barney Stinson de How I Met Your Mother !
Chame seu pai, sua mãe e seus amigos para ver I Love You, Man ou Eu Te Amo, Cara pois é fato que todos gostarão. O filme norte-americano desse ano que já está chegando em DVD traz a volta do diretor John Hamburg, mais conhecido pelos filmes Entrando Numa Fria (I e II) e que desde esses filmes não emplacava nenhum sucesso.
Com a proposta de mostrar a vida de um noivo desesperado (Paul Rudd) à procura de um homem para ser seu amigo (Jason Segel) para convidá-lo a ser padrinho, Hamburg faz um filme leve com todos clichês que tem direito na tradicional fórmula holliwoodiana dos 90min (apresentação dos personagens > clímax > anticlimax > grand finale).
Após conhecermos a vida do protagonista, personagem de Rudd, percebemos a pressão que é imposta sobre ele para fazer amigos e seu sucessivo fracasso nessa tarefa começam a refletir no trabalho e no relacionamento com a noiva e futura esposa. Depois de uma série de frustrações na sua missão (que inclui um beijo não correspondido de um gay) aparece a figura de Jason Segel como uma personagem cativante, de que até o espectador tem vontade de ser amigo. É esse lado carismático e canastrão de Segel que faz o filme ser bom apesar de erros de roteiro. Permeado de muita cultura pop, que vai desde a menção da qualidade da HBO (“it’s not TV, it’s HBO”) a comentários de Lost, nos aproximamos do enredo e do perfil das personagens.
Muito se comparou a direção de Hamburg ao estilo Judd Appatow (de O Virgem de 40 anos e Ligeiramente Grávidos) mas não há fundamentos nessa analogia. A direção do filme é muito semelhante a de um episódio de alguma série de TV: bem dinâmica, com tomadas rápidas quando há adrenalina, porém com certo distanciamento das personagens e grande número de tomadas com câmera sempre na mesma cota/altura. Por isso tudo, embora não chegue a se destacar, o trabalho de Hamburg não compromete o filme.
As atuações do cast, de modo geral, são fracas. Mas o que vale realmente ressaltar são boas cenas iniciais de Segel, enquanto este está a recém conhecendo Rudd, pois no decorrer do filme ele vai perdendo a mágica e cai na mesma interpretação que faz na série HowI Met Your Mother. Ao contrário de Segel, Paul Rudd vai crescendo no filme e tem uma atuação bem consistente que lhe vale até uma ótima interpretação de Borat. A participação de Lou Ferrigno, o eterno Incrível Hulk, torna o filme mais expressivo enquanto ainda não temos Rudd e Segel interagind em tempo integral.
Um dos grandes pecados do filme é o roteiro com pequenos furos (afinal, que vendedor não gostaria de ter um outdoor com seu nome no centro de Los Angeles ?!!) e exageros em algumas personagens (a amiga da noiva e o núcleo gay) que costumam estragar qualquer comédia. Além disso, o final piegas e previsível mostra um nível de ficção no desenrolar da narrativa que transforma o filme apenas num passatempo e não numa lição de vida – embora o roteiro tenta transmitir isso mesmo.
Talvez, um dos pontos mais positivos do filme é a sua trilha sonora, que desde o início surpreende com boa escolha das músicas e edição/mixagem. Não podia deixar de falar da banda Rush que une a dupla de amigos: as músicas – por mais rock e pesadas que possam ser – são colocadas na medida, em versões mais leves, agradando a fãs de Rihanna a Sepultura. Uma pequena mostra disso é a cena abaixo:
Ao aparecer dos créditos percebemos que vimos apenas mais um filme, mas não desperdiçamos o tempo com nenhum lixos do cinema. O que vale mesmo para esse filme é assití-lo acompanhado para dar algumas risadas e, quem sabe achar uma distração num dia chuvoso.
Nota: 8/10

Amanhã teremos o anúncio dos indicados ao Emmy (o Oscar das séries de TV), na edição de 2009. Perto das 11horas da manhã (horário de Brasília) serão canunciados, direto de Hollywood pela Academia as séries que disputarão as categorias de melhor série, ator, atriz, roteiro, atriz coadjuvante e ator coadjuvante, entre outros.
O que espero para este prêmio, o mais importante do segmento:
- Por ser dividido entre séries de comédia e drama acredito numa polarização entre os nomes de Mad Men (drama) e 30 Rock (comédia), mesmo achando que The Office mereça mais que a série de Tina Fey.
- Kiefer Sutherland voltará a lista dos atores pela sua atuação na 7ª temporada de 24Horas mas não levará a estatueta. Ficará possivelmente entre Michael C. Hall (Dexter), John Ham (Mad Men) e Hugh Laurie (House)
- Os atores de 30 Rock e The Office aparecerão nas várias categorias. Two and a half men (embora eu não goste) se destacará
- Damages e In Treatment correrão por fora para tirar Mad Men do reinado, assim como os nomes de Glenn Close e Gabriel Byrne
- Espero ver Californication nas listas pela sua EXCELENTE 2ª temporada, mas o fato de não se encaixar completamente em drama ou comédia difculta sua situação.
- Os nome de Torry O’ Quinn e/ou Michael Emerson devem representar Lost na premiação (embora acredito na indicação de Elizabeth Mitchel, a Juliet, e quem sabe uma indicação a melhor roteiro)
- Grey’s Anatomy com uma reta final de temporada foi fantástica e certamente terá algumas indicações, como por exemplo a de Chandra ‘Bailey’ Wilson)
- True Blood e outras séries mais novas (quem sabe Nursie Jack) podem surpreender. Mas não verei com bons olhos uma indicação a Anna Paquin (True Blood) e deixar de fora January Jone (Mad Men)
Como é avaliado apenas um episódio pro série algumas das séries (exemplificando, por exemplo, ‘The Office’ e ‘Greys Anatomy’) que tiveram temporadas irregulares, alternadas de episódios ruins a execlentes tem boa chance.
A premiação, efetivamente, ocorre dia 20 de setembro em Los Angeles
Spoilers para quem não acompanha a 2ª temporada True blood
Depois da poupularização do tema (vampiros) e elogio da crítica que incluiu até um Emmy para Anna Paquin a segunda temporada de True Blood voltou de forma bombante ! Com uma audiência de 10 milhões de espectadores por episódio, a HBO só tem o que comemorar. Mas nem tudo é tão ‘beautiful’ assim !
Enquanto os marqueteiros da série se sobresaem os roteiristas dão a impressão que ficarão muito contentes com o resultado da priemeira temporada que pensam que qualquer bizarrice (sim, bizarrice) colocada na trama vai dar certo. Com os três episódios já axibidos e o quarto passa nos EUA amanhã, pode-se notar alguns pontos fundamentais nesse quase 1/3 de temporada:
- O que era trash está tão sobrecarregado que passa a ser ridículo, de dar vergonha só de assitir. Por exemplo, quem consegue assistir os 10 primeiros minutos do 3º episódio sem achar toda a história sem cabimento.
- Além de fazer certas concessões (ou você realmente acredita em vampiros?) temos que ofender nossa inteligência para aceitar que Sookie é uma garota de princípos que prefere caminhar no pântano (é por que não na rodovia, se era ali que ela estava?) só porque brigou com Bill – brigas que parecem que são colocadas para não poder cair na rotina, mas de tantas brigas entre os dois, sobre motivos mais banais, isso já virou rotina.
- Aprenda com os roteiristas: toda briga de True Blood é um mote para algum acontecimento que será decisivo na temporada.
- E Anna Paquin ? A famigerada Sookie vem dando aulas de como não atuar ! Nada do que ela fala (sendo irrelevante a qualidade dos textos) é verossímil. A caricatura da garota de bons princípios que ama um vampiro é o que sobra.
- Maryann, a dama de preto com muitos segredos já não disperta mais o memso interesse pois nada evolui na sua história. É sempre o mesmo: festas qu viram orgias e não levama lugar nenhum a não ser ao pseudo-namoro de Tara.
Mas, temos pontos positivos:
- Lafayette (não lembro o nome do ator) é o único que convence no personagem. Seja numa situação de tortura ou de negociação com vampiros-fodões ele sempre se destaca, tem o controle de toda a cena, mesmo sendo um coadjuvante na trama
- Depois de ser retratado como um completo alienado e idiota, a personagem de Jason ganhou alguma consistência nessa temporada. A ideia de mostrar a seita/igreja que foi motivo de preocupação dos vampiros durante a primeira temporada com outra abordagem etsá sendo muito bem apoveitada. Quais são os reais interesses daquele pastor bajulador (a mulher dele é uma das coisas mais irritantes da série, mas etsá bem de acordo com a caracterização apropriada) não se sabe, mas os toques de drama e reflexão bordados não caem no mesmice ou chatice.
- A historia da jovem vampira (Jéssica) parece que finalmente vai engrenar.
E assim, True Blood hoje é uma série sustentada por tramas paralelas que onde acerta faz de forma muito boa mas os erros são grosseiros. Acrescentando a isso as cenas de sexo e nudez parecem ser uma tentiva de justificar os defeitos citados, pois quem vai reparar nos erros quando os protagonistas estão gemendo ?
Aproveitando a onda da estreia de Transformers2 circula por aí um vídeo de um MacTransformer. Muito bem feito.
Ainda não vi a sequência do filme, mas pelo qua crítica vem dizendo somadas as impressões negativas que eu tive no primeiro longa, minha expectativa de ver um bom filme é baixíssima.
Enquanto isso, o vídeo dá uma boa ideia da publicidade que o filme ganhou nesse sua estreia mundial:


